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Inep defende avaliação censitária do ensino médio

São Paulo – O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Luiz Cláudio Costa, defende que o ensino médio seja submetido a uma avaliação censitária, e não por amostra como ocorre atualmente com a Prova Brasil. O MEC (Ministério da Educação) estuda trocar a Prova Brasil pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para calcular o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio.

“A avaliação de o ensino médio migrar para o censitário é praticamente consensual [dentro do MEC], o outro [estudo] ainda em debate é o da matriz, da migração do Saeb/Prova Brasil para o Enem, esse está demandando mais estudos”, disse Costa a jornalistas nesta quarta-feira, depois de participar de um seminário sobre qualidade do ensino médio.

A evolução do Ideb no ensino médio foi tímida – passou de 3,6 (2009) para 3,7 (2011). Considerando apenas a rede estadual, o indicador ficou estagnado em 3,4, sendo que no Distrito Federal e em nove Estados houve queda. O governo nega que uma possível substituição da Prova Brasil pelo Enem na avaliação do ensino médio tenha como objetivo “maquiar” os números.

“Os resultados (da avaliação por amostra) são válidos, não há problema em trabalhar com a amostra, mas você envolve mais a sociedade, a escola, os professores quando você trabalha com a (avaliação) censitária, esses são resultados preliminares que ainda serão avaliados”, afirmou Costa.

O presidente do Inep pretende discutir o tema com secretários de Educação estaduais antes de qualquer definição. Uma das preocupações é não perder a série histórica projetada para os próximos anos – a meta do Ideb para 2021 é 5,2.

Durante uma das mesas do debate, Costa considerou “muito interessante” a proposta de usar o Enem como indicador de avaliação do ensino médio. “É possível numa mesma prova avaliarmos o estudante e a escola? Estamos fazendo um estudo profundo, a princípio, é muito interessante.”

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou a articulação entre disciplinas e a distribuição de tablets com projetor digital para professores como forma de tornar o ensino médio mais atraente para os estudantes. Segundo o ministro, o governo também discute com as operadoras a melhora no serviço de banda larga para as escolas. “Quando se olha o Ideb, estamos estabilizados, estabilidade em educação em um País como o Brasil é retrocesso, temos problema e não tem como deixar de encarar isso com coragem”, disse Mercadante. “É formando bons professores que vamos melhorar a qualidade da educação.”

Para o ex-presidente do Inep João Batista Gomes, não se resolve um problema dessa natureza em menos de 20 anos. “Tem de ter continuidade das políticas. Hoje, o ensino médio é ineficiente, ineficaz, não dá pra resolvê-lo com uma geração”, declarou.

Fonte: UOL


Criado em: 16 out 2012 | Tags: , , , ,
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Escolas com tempo integral têm forte evolução no desempenho

Escolas participantes do programa Mais Educação, com todos os estudantes matriculados no regime de tempo integral, apresentaram evolução significativa de desempenho na Prova Brasil. A constatação é de estudo da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. O Mais Educação (PME) atende instituições de ensino com baixos indicadores de qualidade educacional localizadas em zonas de vulnerabilidade social. Contabilizadas todas as escolas que participam do programa, o desenvolvimento também foi melhor do que a média nacional.

No estudo, a SEB selecionou as médias de três grupos de escolas — as do PME em que todos os alunos estudam em tempo integral; todas as escolas vinculadas ao PME; escolas públicas do Brasil. A partir daí, foi feita a comparação da evolução do rendimento, por grupo, nas áreas de língua portuguesa e matemática nas edições da Prova Brasil de 2007, 2009 e 2011.

As médias em português dos estudantes do quinto ano das escolas do PME com 100% das matrículas em tempo integral passaram de 164,19 em 2007 para 182,81 em 2011. Em matemática, de 180,71 para 201,87 no mesmo período. Nesse mesmo espaço de tempo, os estudantes do nono ano passaram de 227,31 para 238,62 em português e de 236,03 para 244,13 em matemática.

Em língua portuguesa, a diferença entre a média nas escolas do PME 100% integral e de todas as escolas públicas do Brasil, para estudantes do quinto ano, diminuiu de 7,21 pontos em 2007 para 2,68 em 2012, o que significa evolução. As médias em matemática dos estudantes do nono ano do ensino básico de escolas do PME 100% integral, que eram 4,53 pontos inferiores à média nacional em 2007, em 2011 foram 1,1 ponto superiores.

Diálogo — De acordo com a diretoria de currículos e educação integral da SEB, Jaqueline Moll, o programa Mais Educação é uma ação indutora que promove a ampliação efetiva da jornada escolar. “Nós nos habituamos a uma escola de quatro horas; o caminho que buscamos com o Mais Educação é aumentar o número de horas na escola, com um diálogo entre os conteúdos tradicionais e instrumentos e temas contemporâneos”, afirmou.

O Mais Educação foi criado em 2007 para atender, inicialmente, 1.380 escolas que apresentavam os piores resultados no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e eram consideradas em situação de vulnerabilidade. De acordo com a proposta do programa, no turno oposto ao das aulas, os alunos têm acompanhamento pedagógico obrigatório. Contam ainda, com café da manhã, almoço e lanche. Os professores ajudam nas tarefas, tiram dúvidas e dão aulas de reforço, principalmente de português e matemática.

Este ano, o programa chegou a 32 mil escolas. Para os próximos anos, a perspectiva é de ampliação. “A meta é atender 60 mil escolas em 2014”, disse Jaqueline Moll. O orçamento é de R$ 1,5 bilhão, oriundos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e do Plano Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Com o desenvolvimento do PME, o número de escolas com 100% das matrículas em tempo integral aumentou 178,9% — de 161 unidades em 2010 para 449 em 2011. O total de estudantes atendidos nessas escolas passou de 59.274 para 132.706 no mesmo período, o que significa aumento de 123,9%. “O programa permite que as escolas criem um ambiente favorável à permanência e ao aprendizado dos estudantes”, destacou Jaqueline.

Apenas os estados do Acre, Amapá e Sergipe não contam ainda com escolas com 100% de alunos matriculados no regime de tempo integral.

Confira as tabelas com a evolução dos grupos de escolas

Fonte: MEC


Criado em: 08 out 2012 | Tags: , , ,
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Análise: Índices ressaltam o desafio de descobrirmos por que ocorrem

Nos resultados do Ideb, ganha relevo a situação de escolas com 8ª série do ensino fundamental (municipais e estaduais) que estavam em 2007 entre aquelas com 10% dos menores Ideb e, quatro anos depois, tiveram o mesmo índice ou até menor.

Os anos finais do ensino fundamental no Brasil configuram-se como grande desafio para políticas públicas educacionais. Para as escolas em epígrafe, muito mais.

A maioria de seus alunos praticamente conclui a 8ª série com uma defasagem de dois a três anos de escolarização, em termos cognitivos, e marcada por reprovações.

Os dados do Ideb nos desafiam a sabermos efetivamente de quais processos decorrem.

Ideb reflete o aprendizado acumulado em alguns anos de escolarização, e não apenas do ano da medição pela Prova Brasil. Seu outro componente, as taxas de aprovação do ano de sua edição, também espelha o passado, pois a aprovação de cada aluno, na verdade, não é uma decisão que dependa exclusivamente do que ocorreu no ano letivo.

Nisso incidem os conhecimentos adquiridos e as ações pedagógicas nas séries anteriores, com consequência nas disposições pessoais para a aprendizagem.

Para enfrentar essa situação, o primeiro passo são iniciativas dos gestores das respectivas redes no sentido de recuperar as medidas desencadeadas, pelo menos, desde 2008, e delinear novas estratégias e caminhos.

No âmbito de cada escola, seria salutar identificar, na história das gerações de alunos, fatores e processos que poderiam ter influenciado nos resultados. Teriam ocorrido alterações na composição social dos alunos? Os professores que trabalharam com cada geração foram os mesmos?

Os processos pedagógicos, incluindo os materiais usados, tiveram modificações? A gestão da escola foi capaz de articular um projeto pedagógico coerente com o sucesso escolar? Que condições infraestruturais dispunham alunos e professores?

Evidentemente, tudo isso está ancorado na suposição de sucesso para todos, o que nessas 379 escolas não existiu. Difícil tarefa, mas necessária. Mais ainda para os que quiserem assumi-la como desafio.

OCIMAR MUNHOZ ALAVARSE é professor da Faculdade de Educação da USP

Fonte: Folha de São Paulo

 


Criado em: 05 out 2012 | Tags: ,
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Piauí, campeão em combate ao analfabetismo

O Piauí integra o topo da lista dos estados que apresentaram as maiores quedas no índice de analfabetismo do Brasil. Foi o que mostraram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, apresentado na última sexta (21/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o secretário de Estado da Educação e Cultura, Átila Lira, a política de valorização do ensino público com a implementação de ações e projetos como Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), o Palavra de Criança, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a implantação de 200 turmas de alfabetização por meio do projeto Travessia: Educação em Passos Largos, foram determinantes para os resultados positivos alcançados no último ano.

“A preocupação é garantir a continuidade dos estudos. Além de alfabetizar, o governador Wilson Martins tem a preocupação de garantir a oportunidade de continuidade dos estudos para todos, crianças, jovens e adultos”, ressalta Lira.

Outra metodologia para a extinção do analfabetismo da população urbana e rural, priorizando ações de alfabetização de jovens e adultos piauienses, são as parcerias entre organizações governamentais, não governamentais e privadas, que estão impulsionando a educação do Piauí.

“Reconhecemos que ainda é preciso avançar mais. No entanto, apesar da taxa de analfabetismo, o Piauí vem melhorando a passos largos, sendo o primeiro do País em crescimento das taxas de escolarização, frequência de crianças na escola, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), entre outros”, reforça o Secretário.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, considerou significativa a redução da taxa de analfabetismo entre 2009 e 2011.

“A dificuldade em erradicar o analfabetismo entre a população mais velha acontece, entre outros motivos, por barreiras culturais. Atingir pessoas com a faixa etária alta é difícil, mas essa queda mostra que os trabalhos dão resultado. Nos últimos anos, as quedas não foram como esperávamos. É uma maratona, mas estamos falando de uma redução de mais de um ponto percentual. A escuridão das letras deixou de existir para essas pessoas”, analisa Costa.

Programas que contribuem para a drástica redução do analfabetismo no Piauí

Para a diretora da Unidade de Educação de Jovens e Adultos, Oscarina Silva, o Estado tem muito a comemorar. Desde a implantação do PBA no Piauí, em 2003, a taxa de analfabetismo tem caído significativamente. Em 2003, o índice de analfabetismo era 30%. Em 2007, caiu para 27% e atualmente está em 17,2%.

“De fato, a queda foi bastante acentuada. Em apenas nove anos, o Piauí conseguiu reduzir em 12,8% o índice de analfabetismo no Estado. Os resultados das políticas educacionais têm se aperfeiçoado com o passar do tempo, com ações que ajudaram a diminuir, principalmente, a evasão escolar”, fala a Diretora.

O Programa Olhar Brasil também foi outro que favoreceu a diminuição na taxa de analfabetismo. Com o objetivo de minimizar os problemas oftalmológicos dos estudantes matriculados no Programa Brasil Alfabetizado, em 2010, foram contabilizados 60.000 consultas e 45.185 óculos distribuídos.

Outra ação importante contra o analfabetismo é o investimento previsto pelo governo federal de R$ 7,6 bilhões para abertura de 6 mil creches até 2014, como forma de diminuir o impacto negativo da renda familiar na educação infantil.

Fonte: Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Piauí


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Divulgado Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana

A Secretaria da Educação (Seduc) divulga o primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana, obtido a partir dos resultados da Prova Goiás, aplicada em novembro do ano passado. O índice, proposto no plano de reforma educacional, o Pacto pela Educação, permite ao Governo de Goiás ter, anualmente, a radiografia do ensino e do aprendizado nas escolas da rede estadual para definir com mais agilidade as intervenções pedagógicas necessárias à melhoria da educação.

Nos anos iniciais (1º ao 5º) do Ensino Fundamental, as escolas da rede estadual alcançaram o índice 5,5, enquanto nos anos finais (6º ao 9º) o índice das escolas atingiu nota 4. No Ensino Médio, as escolas alcançaram o índice 3,5.

O índice é um dos componentes do Sistema de Avaliação do Estado de Goiás (Saego), criado pela atual gestão, e que engloba também a Prova Goiás, aplicada em toda a rede estadual para avaliar o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática. As provas são aplicadas para os alunos das séries finais das três etapas da educação básica.

As provas do Saego (Prova Goiás), que originam os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana, realizadas pela Secretaria da Educação em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foram aplicadas em novembro de 2011 e feitas especificamente para a avaliação das escolas goianas.

Com este sistema próprio de avaliação, a Seduc poderá identificar potencialidades e limitações para redefinir ações e estratégias de apoio a situações de maior vulnerabilidade. O Saego também representa um importante instrumento para mensurar a eficácia das políticas públicas formuladas para a rede pública estadual, pois fornece uma espécie de “raio X” do desempenho do aluno, enquanto outros indicadores, como o Ideb, divulga os resultados das escolas. Outro ponto positivo do Saego, em comparação com o próprio Ideb, é que esse sistema de avaliação da Seduc é anual, ou seja, divulgado num espaço menor de tempo, permite, com mais agilidade, o redirecionamento de esforços e a adoção de novas iniciativas para melhorar o sistema educacional.

O Idego possibilitará ao Governo de Goiás, a partir de agora, definir novas metas para as escolas estaduais com base no índice alcançado em 2011. Essas metas poderão, inclusive, ser revisadas ano a ano, o que não era possível ser feito só com os índices nacionais calculados pelo Governo Federal. “Hoje, por meio do Saego, uma escola da rede pública estadual sabe qual o desempenho de cada aluno. Isto permite que ela reveja ações e estratégias e foque em quem não está muito bem e, ao mesmo tempo, continue incentivando aqueles que estão se destacando. O Saego também possibilita a implementação de programas específicos que melhorem ainda mais o processo de ensino e aprendizagem”, afirma o chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica da Seduc, professor Raph Gomes Alves.

Fonte: dm.com.br


Criado em: 24 set 2012 | Tags: , ,
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Reforma do ensino médio é tema de debate na televisão

A reforma curricular do ensino médio, proposta pelo governo federal, é tema do próximo TVE Debate. O programa da TV Educativa vai ao ar no próximo domingo (23/9), às 21h30, com a participação do assessor especial para assuntos de currículo da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Nildon Pitombo, da professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Roseli Sá, e da presidente do Conselho Estadual de Educação, Ana Teixeira.

Para o assessor da Secretaria, a temática é bastante oportuna e o debate é importante para ajudar a população a entender o que está sendo proposto. Pitombo afirma que a Bahia está disposta e preparada para seguir as novas orientações e construir um novo modelo de educação para os estudantes do ensino médio da rede pública estadual.

“A preocupação do Ministro da Educação sinaliza que o Brasil precisa revisar toda a configuração e ordenamento do ensino voltado para a juventude. Para isto, já iniciamos as discussões com as universidades com vistas à adequação do processo de formação dos professores”, esclarece.

De acordo com o assessor, a revisão inclui, além da formação de professores, a estrutura da própria escola, produção de material didático e, sobretudo, a articulação das disciplinas da base nacional comum com a parte diversificada do currículo. “É importante explicar que as disciplinas permanecem no currículo. O que se propõe é fundamentar a aprendizagem em quatro áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, que vão articular com ciência, trabalho, tecnologia e cultura e com os conteúdos convencionais”.

Ideb e avaliações de desempenho - Organizado em três blocos, o debate, mediado pelo jornalista Vanderson Nascimento, abrange, ainda, a importância da divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para a sociedade e o papel das avaliações de desempenho.

Para Nildon Pitombo, o Ideb é um retrato do sistema de educação. “No contexto da Bahia, o índice mostra, por exemplo, os efeitos das políticas públicas de educação para o primeiro segmento do ensino fundamental. Indica que acertamos ao promovermos o reforço de aprendizagem de português e matemática e a ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola”, informa.

O assessor ratifica que a prática da avaliação é fundamental para mostrar erros e acertos e possibilitar ações de melhoria. “O país está mais maduro e já reconhece que avaliar não é fazer ranking. Avaliar significa rever o que se faz, rever parâmetros para medir a aprendizagem. É preciso avaliar não só o quanto o estudante aprendeu, mas o uso que ele pode fazer deste aprendizado na vida”.

Fonte: Secretaria de Educação do Estado da Bahia

 


Criado em: 21 set 2012 | Tags: , ,
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Inep destaca evolução dos índices e mira desafios

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, destacou nesta quarta-feira, 19, os resultados do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) de 2011 e os desafios do ensino médio. Segundo ele, o Brasil está avançando. Costa ministrou, de manhã, palestra na Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional. O tema foi a evolução da educação brasileira nos próximos anos.

Dados do Ideb de 2011 mostram que o país atingiu metas estabelecidas em todas as etapas da educação básica — nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio. Nos anos iniciais, o Ideb nacional alcançou pontuação 5,0. Ultrapassou a meta para 2011, de 4,6, e também a proposta para 2013, de 4,9. Costa ressaltou que a meta de 2011 foi alcançada por 77,5% dos municípios do país. “O Brasil tem muito a comemorar, mas essa comemoração não pode nos inebriar e nos deixar estáticos”, disse. “Temos muitos desafios.”

Para o presidente do Inep, os avanços obtidos até agora devem ser considerados. “Porque senão, não vamos avaliar as políticas públicas que surtiram efeito”, afirmou. “Avanços ocorreram porque políticas foram desenvolvidas. Temos de potencializar as políticas que deram certo.”

O Inep tem trabalhado em parceria com o Ministério da Educação, estados e municípios para obter resultados cada vez melhores. “Estamos dialogando com as secretarias estaduais e municipais para entender quais são as intervenções pedagógicas necessárias”, salientou. “Não é uma ação somente do governo federal, mas do federal, do estadual e do municipal. Os grandes resultados vêm quando essa integração acontece.”

De acordo com Costa, o investimento em educação básica também aumentou consideravelmente nos últimos anos. Em 2002, o orçamento era de R$ 14 bilhões; em 2012, chega a R$ 48 bilhões.

Médio — Entre as melhorias para o ensino médio, Costa destacou a implantação do ensino em tempo integral e a formação continuada para os professores. “Atingimos a meta de 3,7, de forma tímida. Não estamos satisfeitos. Temos muito para avançar”, reconheceu.

Fonte: MEC


Criado em: 19 set 2012 | Tags: , ,
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Frente parlamentar realizará palestra sobre os desafios da educação

A Frente Parlamentar Mista da Educação do Congresso e a Comissão de Educação e Cultura realizarão, na quarta-feira (19), palestra para discutir os desafios do Brasil na educação para os próximos anos. O palestrante será o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), professor Luiz Cláudio Costa, que falará sobre o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 e os desafios do ensino médio.

A reunião será no Plenário 8, a partir das 9 horas. A palestra será transmitida ao vivo pela TV Câmara.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


Criado em: 18 set 2012 | Tags:
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O bom debate para avançar na educação brasileira

A recente divulgação pelo Ministério da Educação do Ideb 2011 trouxe informações relevantes e necessárias para que o Brasil continue a avançar como uma nação que prioriza o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Tão importante quanto os resultados apresentados é a constatação de que a sociedade brasileira está incorporando as discussões sobre a qualidade da educação em sua rotina. É um Brasil que se transforma graças a contribuições de diferentes governos. Para citar alguns mais recentes, importantes ações na área da educação foram tomadas durante os governos Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e agora pela Presidenta Dilma. Não fossem tais contribuições dificilmente poderíamos estar hoje discutindo os avanços e os desafios da educação básica em nosso País.

E é exatamente por estarmos em um momento decisivo de nossa história, considerando, entre outras coisas, a janela demográfica que vivemos, que não podemos perder a oportunidade de realizar o bom debate sobre a educação brasileira sem cair na armadilha de polêmicas infrutíferas.

Ao apresentar os resultados do Ideb, o ministro da educação Aloizio Mercadante trouxe à tona para discussão, principalmente no que se refere ao ensino médio, algumas questões altamente qualificadas que, se não forem debatidas, podem comprometer os avanços que todos almejamos. Primeiramente o ministro abordou a necessidade de discutirmos o currículo do ensino médio, solicitando estudos sobre a viabilidade de migrarmos do atual projeto enciclopédico que hoje prevalece para um currículo, que considere áreas do conhecimento, sem prejuízos de disciplinas específicas que, evidentemente, estariam contidas nas grandes áreas considerando as suas inter-relações. Solicitou ainda que fossem analisadas questões como oferecimento do ensino médio no turno diurno versus noturno e sua orientação única e acadêmica. Para tal o MEC instituiu uma comissão que envolve especialistas em avaliação, os secretários estaduais e municipais de educação, bem como a Secretária de Educação Básica e o Inep.

Outra questão abordada pelo ministro foi a necessidade de um estudo para se verificar a efetividade do Saeb, que é aplicado de forma amostral para alunos do 3o ano do ensino médio, como métrica para avaliar e permitir a construção de políticas de melhorias nessa fase de ensino. A discussão é necessária e útil, afinal, no passado foi tomada a decisão de transformar a Prova Brasil aplicada no 5o e 9o anos do ensino fundamental de amostral para censitária com o objetivo, entre outros, de se ter um maior envolvimento e comprometimento das escolas, da família e da sociedade com os resultados. Parece não haver dúvidas que tal decisão foi acertada e que a mesma mobilização é hoje necessária para o ensino médio.

Ao propor o estudo da mudança de uma aplicação amostral para censitária, o ministro aponta as vantagens de tal mudança sem desconhecer que todas as aplicações amostrais foram feitas dentro da mais correta técnica científica e que, portanto todos os seus resultados são validados e relevantes. No entanto, na discussão de migração para uma avaliação censitária para o ensino médio, surge outra questão importante e que necessita ser debatida: é apropriado substituir no cálculo do Ideb a métrica do Saeb pelo Enem?

No meu entendimento, estudos sobre a introdução da métrica do Enem para o cálculo do Ideb do ensino médio podem se constituir em uma ótima oportunidade de tornar os mecanismos internos da régua da educação brasileiros mais conhecidos e mais apropriados. Eis alguns aspectos que tal debate introduz: como será tratado o problema da ausência de alunos matriculados no ensino médio, que ocorrem tanto no Saeb como no Enem? Como garantir a coerência da nova metodologia de cálculo com a importante série histórica que o Brasil hoje possui? Como considerar as notas das quatro áreas consideradas no Enem, lembrando que no Saeb são avaliadas somente duas áreas, Português e Matemática? A nota da redação deve ser incluída? Tais estudos demandam uma revisão ou introdução da interpretação pedagógica dos escores do Enem.

Fonte: INEP


Criado em: 13 set 2012 | Tags: , , , ,
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Ideb 2011: País avança nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas etapas seguintes

Indicador cresce no 5º ano, mas o cenário continua praticamente o mesmo nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado esta semana pelo Ministério da Educação (MEC), revela que os alunos brasileiros estão aprendendo mais nos primeiros anos de escolarização. Apesar da boa notícia, o país não consegue avançar no mesmo ritmo nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

De acordo com os resultados, no 5º ano do Ensino Fundamental, o Ideb passou de 4,6 em 2009 para 5,0 em 2011. Já no 9º ano esse crescimento foi menor: de 4,0 para apenas 4,1. O mesmo ocorreu no 3º ano do Ensino Médio, que passou de 3,6 para 3,7.

Na avaliação de Ruben Klein, especialista em estatística e consultor da Fundação Cesgranrio, “estamos melhorando a qualidade nos anos iniciais, mas esse movimento precisa continuar nos anos seguintes. Não podemos perder esses alunos”. Para ele, o crescimento maior na etapa inicial já era esperado, pois reflete os esforços que as redes vêm fazendo nos anos iniciais, em especial em relação ao currículo, à formação continuada dos professores e à qualidade dos materiais utilizados nas escolas.

“Estamos tendo uma melhora sistêmica e bastante importante nos anos iniciais. Ter adotado a idade de seis anos para entrada obrigatória, e transformado a creche em política educacional, em vez de assistência social, foi uma mudança estratégica”, analisa o ministro da Educação Aloizio Mercadante.

Ao observar a evolução, Romualdo Portela, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), explica que o crescimento do indicador vem ocorrendo de forma mais lenta do que a esperada. Segundo ele, esses resultados estão fortemente atrelados às condições socioeconômicas dos alunos. “É muito difícil saber até que ponto essa evolução é resultado do trabalho feito pelas escolas ou se é resultado da redução da desigualdade social e econômica que ocorreu nos últimos anos”, pondera. Somente com a divulgação dos microdados da Prova Brasil, prevista para novembro, será possível analisar a fundo esses resultados.

Veja os resultados do Ideb do seu estado, do seu município e da sua escola

Nos anos iniciais, sete em cada dez municípios cumpre as metas
Ao analisar com atenção as informações dos anos iniciais do Ensino Fundamental, tendo como foco as redes municipais – responsáveis por 68% das matrículas desta etapa, segundo o Censo Escolar 2011 – constata-se que 77,6% dos municípios brasileiros cumpriram as metas estipuladas para 2011. “Os resultados mostram que é possível realizar a municipalização de forma bem feita e que muitas redes têm conseguido”, diz Klein.

O resultado das redes municipais é visto como um avanço importante pela presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho. “Trata-se de um crescimento consistente, que mostra que as políticas públicas estão chegando aonde devem chegar”, diz ela. Na opinião da educadora, os bons resultados das séries iniciais se devem a um conjunto de fatores. “O regime de colaboração tem feito a diferença, aliado a políticas integradas e com foco na aprendizagem e na formação continuada de professores. Outro fator importante é o trabalho dos diretores escolares. Uma atuação focada na gestão pedagógica e administrativa faz a diferença”. Cleuza reforça, ainda, a importância de se ampliar os recursos destinados à área, em especial à Educação Infantil. “O investimento nessa etapa traz resultados para as demais e a luta por mais recursos deve continuar”, defende.

Entre os destaques quando se fala no Ideb dos anos iniciais está o Ceará. O conjunto de municípios que compõe o estado alcançou os melhores resultados do país: 95,6% cumpriram as metas de 2011. “O estado tem uma tradição grande de cooperação, assim como de avaliação. A secretaria tem uma preocupação e impõem políticas específicas que visam o crescimento do Ideb, como ocorreu em Sobral”, comenta Portela. A avaliação externa no estado foi criada em 1992 e recebeu o nome de Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará – SPAECE.

Na outra ponta da tabela aparece o Rio de Janeiro, com o menor número de municípios alcançando a meta (47,3%). “É difícil explicar os fatores que levaram aos baixos resultados, uma possibilidade é a flutuação das políticas públicas em algumas redes”, diz o especialista.

Portela chama atenção também para as desigualdades que ainda existem no país. Apesar do grande esforço realizado pelos municípios cearenses, que fez com que alcançassem o melhor resultado da região Nordeste, eles estão abaixo da média Brasil. “Ainda não conseguimos superar as desigualdades de raça e regionais – entre o norte/nordeste e o sul/sudeste e entre as áreas rural e urbana”, lembra ele. Esses desafios devem continuar no foco das políticas públicas do país.

Anos finais e Ensino Médio têm mais dificuldade para alcançar as metas
Os bons resultados vistos nos anos iniciais, infelizmente, não se mantêm nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Olhando apenas as redes estaduais, que concentram boa parte das matrículas dessas duas etapas, observa-se que 12 estados não alcançaram as metas de 2011 para os anos finais do Fundamental e sete não chegaram às do Médio.

As razões para tais resultados também são muitas e não são simples. Portela alerta para o fato de o problema ser cumulativo. “Conforme avançam na escolaridade, as deficiências tendem a se tornar mais crônicas”, diz ele. Outra hipótese para a dificuldade em avançar nos anos finais do Ensino Fundamental, segundo ele, é que a avaliação pode não estar captando as deficiências de aprendizagem nos anos iniciais, de maneira que só passam a ser evidentes nos anos finais.

Klein alerta que há um gargalo na passagem dos anos iniciais para os finais desta etapa, seja em relação ao rendimento, seja ao fluxo. “A taxa de reprovação no 6º ano é altíssima. É preciso um grande esforço para se repetir o que tem sido feito nos anos iniciais”, diz ele.

Para Nilene Maria Nilene Badeca da Costa, secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a reprovação e o abandono ainda são os maiores obstáculos a serem superados. Ela lembra que em alguns estados, em vez de aumentar, houve queda na taxa de aprovação.

No período de 2005 a 2011, o percentual de alunos aprovados caiu em cinco dos 12 estados que não cumpriram as metas nos anos finais do Ensino Fundamental. No Ensino Médio esse mesmo problema ocorreu em três dos seis estados que ficaram abaixo do esperado. Segundo ela, as redes que mais avançaram ou que conseguiram ficar dentro da meta têm um currículo estruturado, investem fortemente na formação continuada dos professores e monitoram cada escola.

Para superar os baixos índices nas últimas etapas de escolarização a presidente do Consed afirma que “é preciso juntar vontade política a um bom trabalho técnico”. Além disso, ela comenta a necessidade aproximar os pais e a comunidade para garantir que os alunos não deixem de frequentar a escola e defende que a universidade contribua ainda mais na formação inicial e continuada dos professores especialistas que atuam nas duas últimas etapas da Educação Básica.

Frente à estagnação, MEC propõe mudanças no Ensino Médio
Durante entrevista coletiva, o ministro da Educação Aloizio Mercadante afirmou que o MEC irá rever o currículo do Ensino Médio. Um dos objetivos é reduzir o número de disciplinas nessa etapa de ensino e também ampliar a oferta da modalidade profissionalizante. O aumento da jornada também foi citado como opção.

Ruben concorda com algumas das propostas de Mercadante. “Precisamos reduzir o número de disciplinas. Além disso, as diretrizes aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação são muito vagas e não resolvem o problema”, comenta. Em linha com ele, Portela afirma que “o currículo já deveria ter sido revisto” e chama a atenção para os desafios dessa etapa. Além de definir os conteúdos e reduzir o número de disciplinas, ampliar a jornada para no mínimo cinco horas efetivas de aula pode ter um efeito positivo sobre o desempenho dos alunos. “Se o MEC fizer isso será benéfico, mas não podemos esquecer que esses dados só vão melhorar quando os alunos saírem mais bem preparados do Ensino Fundamental”, diz Klein.

Outra medida citada pelo ministro para resolver os problemas do Ensino Médio foi o uso dos tablets nas escolas. Não ficou claro, no entanto, quais ações serão realizadas pelo Ministério para que o uso da tecnologia ajude a aprimorar o aprendizado.

MEC quer ampliar participação de escolas privadas na Prova Brasil
Em 2011, o Ideb das escolas particulares é de 6,5 nos anos iniciais, menor dos que os 6,6 previstos pelo MEC. Mesmo sem alcançar a meta, elas permanecem com resultado melhor do que as escolas da rede pública, que é 4,7. Desde que foi criado em 2005, a evolução do índice foi menor nas instituições privadas do que nas públicas: 0,6 ponto contra 1,1 ponto, respectivamente.

Essa tendência permanece também se repete nas etapas seguintes. Na rede privada, o Ideb nos anos finais do Ensino Fundamental é 6 e no Ensino Médio, 5,7 – resultado abaixo das metas de 6,2 e 5,8, respectivamente.

Ao analisar essa tendência, o ministro afirma que qualquer análise mais conclusiva é precipitada. E explica que “uma hipótese que deve ser investigada é a ampliação da matrícula na rede privada da matrícula por conta do aumento da renda da população”. Segundo ele, é preciso fazer esse estudo para avaliar o impacto da entrada dessas pessoas sobre o desempenho das escolas.

Atualmente, as particulares são avaliadas de forma amostral pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Após sorteio, a instituição pode aceitar ou não participar do teste. “Para 2013, queremos, por adesão, massificar a avaliação das escolas privadas”, sugere Mercadante. Segundo ele, o MEC irá incentivar que mais instituições sejam avaliadas já na próxima edição.

Perguntado sobre o impacto financeiro que será incluir essas escolas no processo de avaliação, o ministro defende que o custo não será relevante frente aos resultados, pois o mais importante é que os pais possam avaliar com transparência qual é o nível de qualidade que essas escolas têm.

Melhora no Ideb depende da taxa de aprovação e das notas na Prova Brasil
Criado em 2005, o Ideb é calculado a partir da combinação da taxa de aprovação e do desempenho dos alunos na Prova Brasil, que avalia conteúdos de Matemática e Língua Portuguesa. A meta estipulada pelo MEC é que todas as redes de ensino e escolas tenham Ideb de no mínimo 6 nos anos iniciais do Ensino Fundamental até 2021, patamar médio dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Entre 2005 e 2011, nos anos iniciais do Ensino Fundamental – etapa em que o Ideb mais aumentou –, a taxa de aprovação cresceu 12% e a proficiência média dos alunos em Matemática e Língua Portuguesa aumentou 27,2 e 18,2 pontos na escala do Saeb, respectivamente.

Já no Ensino Médio, que teve o pior desempenho no período, a taxa de aprovação cresceu apenas 5,7% e a proficiência média dos alunos aumentou apenas 10,9 pontos na escala do Saeb em Língua Portuguesa e praticamente não sofreu alterações em Matemática, com um crescimento de apenas 3,5 pontos.

O pesquisador da USP lembra que o Ideb não pode ser o único termômetro da qualidade da Educação, já que o trabalho realizado não deve ficar restrito apenas à aprendizagem dos conteúdos cobrados na Prova Brasil. No entanto, essa ressalva não tira a validade do indicador. “Ele é importante porque serve como alerta para os gestores das redes que não estão conseguindo avançar”, reconhece.

A presidente do Consed fala também sobre a importância do indicador para nortear as políticas públicas. “Os resultados do Ideb nos mostram que é preciso olhar para a Educação Básica e para as redes de ensino como um todo. Não podemos nos contentar em ter algumas escolas com um Ideb alto ou ficar satisfeitos com os avanços que alcançamos nos anos iniciais do Ensino Fundamental”, defende.

Fonte: Revista Nova Escola


Criado em: 10 set 2012 | Tags: , ,
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