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Educadores discutem políticas de inclusão e recebem prêmios

Com entrega de prêmios para escolas, secretarias de educação e estudantes de educação básica e ensino médio, teve início nesta segunda-feira, 2, o 7º Seminário do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. A promoção é da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, e o evento prosseguirá até quarta-feira, 4, em Brasília. O encontro reúne os coordenadores dos 166 municípios-polo do programa, dirigentes das secretarias de educação estaduais, municipais e do Distrito Federal e escolas.

O programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, criado em 2003, atua na formação de gestores e educadores para construção de sistemas educacionais inclusivos. O seminário oferece aos participantes a oportunidade de debater e compartilhar experiências sobre o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à valorização da diversidade, promoção dos direitos humanos, sustentabilidade socioambiental e inclusão.

De acordo com a secretária da Secadi, Cláudia Dutra, a abrangência do programa está sendo ampliada, deixando de tratar apenas da inclusão do estudante com deficiência. “No décimo ano do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, vamos expandir o programa para a educação escolar indígena, educação quilombola, educação de jovens e adultos, educação do campo, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação para as relações étnico-raciais e educação especial, na perspectiva da educação inclusiva”, disse.

Prêmios – No seminário foi realizada a cerimônia de entrega do 2º Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: A Escola Aprendendo com a Diferença. O prêmio recebeu mais de 780 inscrições e selecionou três experiências nas categorias Escolas Públicas e Secretarias de Educação, além de seis vencedores na categoria Estudantes de Escolas Públicas – três para os anos finais da educação básica e três para o ensino médio.

A Escola de Ensino Fundamental em Tempo Integral professora Claudecy Bispo dos Santos, de Arapiraca (AL) foi a primeira colocada; em segundo lugar, foi premiada a Escola Municipal de Ensino Fundamental José Dantas Sobrinho de Maracanaú (CE), e em terceiro, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Taufik Germano, de Cachoeira do Sul (RS).

As secretarias de educação selecionadas foram a de Ipixuna (PA), Floriano (PI) e Poços de Caldas (MG). A Creche Criança Feliz, de Marília (SP), recebeu menção honrosa pela experiência inclusiva de educação infantil.

Os textos narrativos selecionados e seus respectivos autores foram: Sou cega, e daí?, de Suellen Oliveira dos Santos, da Escola Núcleo Municipal Getúlio Vargas, de Curitibanos (SC); Aqui aprendemos com as diferenças, de Merilena Alves de Lima Bueno, da Escola de Educação Básica Luiz Davet, de Major Vieira (SC); Inclusão: Ensinando e aprendendo com as diferenças, de Keyves Siqueira Silva, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Escritor Alceu Amoroso Lima, de Campina Grande (PB); A escola aprendendo com as diferenças, de Anicler Santana Balbino, do Colégio Estadual Eleodoro Ébano Pereira, de Cascavel (PR); Minha escola me aceita, de Francisco Yuri Carvalho Barboza, da Escola de Ensino Médio Ana Facó, de Beberibe (CE), e Apenas um detalhe, de Luiz Gustavo Sincaruk Vieira, da Escola Estadual João Adorno Vassão, de Juquiá (SP).

Inserido no programa desde 2005, o município piauiense de Floriano investiu na questão da acessibilidade das escolas e na formação de professores. O resultado foi um aumento nas matrículas de estudantes na educação especial, passando de quatro estudantes no início do programa para 260, de acordo com o censo escolar de 2011. O município conta com seis salas de recursos multifuncionais e dez professoras para atendimento especializado.

Para a coordenadora de educação inclusiva do município, Raimunda Ferreira Paiva Neta, a educação inclusiva não beneficia apenas o estudante. “O estudante é atendido dentro do seu jeito de ser e a escola acolhe esse aluno e procura se organizar para incluí-lo. Melhoramos a formação do professor, trabalhamos com os pais e com os outros alunos”, explicou.

Fonte: MEC



Criado em: 03 jul 2012 | Tags: ,
Categoria: Notícias |

Relator inclui educação especial e escolas para surdos no PNE

Vanhoni continua a apresentar alterações nesta quarta, quando vai abordar a meta de investimento na Educação. O texto final deve ser votado no dia 12 de junho.

A inclusão da escola especial e da escola bilíngue para surdos no novo Plano Nacional de Educação (PNE) – PL 8035/10  – foi comemorada pelos representantes do setor que lotaram hoje o plenário onde estava sendo discutido o texto final do relator da comissão especial destinada a analisar a proposta, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR).

O texto do PNE enviado pelo governo contemplava apenas a inclusão de pessoas com deficiência nas escolas, e não citava as duas formas específicas de educação. De um lado, surdos reivindicavam escolas em que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) seja a língua principal, e por outro lado associações que lidam com educação especial, como as Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), defendiam uma educação para quem precisa de currículo específico.

“No começo o governo só queria falar de inclusão, mas souberam negociar e atender esses movimentos que se organizaram e foram os mais atuantes na discussão do PNE”, avaliou o presidente da comissão, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).

O relator apresentou uma modificação à Meta 4 do texto, sobre educação para pessoas com deficiência. As mudanças colocam como meta a inclusão de alunos que tenham dificuldades de aprendizagem ou alguma deficiência, mas não deixa de fora as escolas especiais. Quanto às bilíngues, são escolas com currículo normal, e, pelo novo texto, sua expansão deve fazer parte das metas do PNE.

Para o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), ligado ao movimento de Apaes (que organiza escolas para alunos com deficiência), o texto apresentado contempla as reivindicações, e garante a continuidade da educação especial. “Defendemos a escola normal e a escola especial, não há competição, no entanto, nossa vivência mostra que existe um grupo que precisa de um currículo adaptado para suas necessidades, sem necessariamente ter sucesso acadêmico, mas de convivência”, disse.

Para a diretora de política educacional da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, Patrícia Rezende, que é surda e militante, o texto apresentado pelo relator torna possível a existência das escolas bilíngues, inclusive com tradutores de libras e professores surdos, de forma que essa seja a principal língua utilizada pelos alunos. “Isso não estava claro no PNE, e foi uma vitória para nós”, sinalizou.

Patrícia também frisou que as escolas bilíngues podem ser inclusivas. Crianças que ouvem podem se matricular, desde que tenham conhecimento em libras, e façam as aulas nessa língua. “Meus filhos são ouvintes, mas são fluentes em libras, se eles quiserem estudar lá, podem”, completou.

Gastos com Educação
O relator apresentou hoje outras alterações, que devem continuar amanhã, em busca de um acordo para aprovar o texto na comissão. As mudanças são fruto de 155 destaques, que são mudanças específicas pedidas por deputados no relatório, e que poderiam ser votadas uma a uma.

Entre outras alterações, o texto deixa claro que a meta de gastos com Educação pode ser revista por meio de um projeto de lei.

A meta, no entanto, não foi alterada. No texto, o relator propõe 7,5% do PIB em investimento direto do setor público em Educação, a ser implementado nos próximos dez anos, enquanto este plano estiver em vigência. Alguns deputados, principalmente da oposição, querem que o investimento seja de 10% do PIB.

Atualmente o investimento está em 5% do PIB, e o crescimento dos últimos anos, entre 0,1% e 0,2%, fecharia a mesma conta. Com esse argumento, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, insiste em 10%. “Vamos ter de dar preferência a algumas metas, não há recursos para todas”, disse.

Nas contas do movimento, cada 0,5% do PIB representa 20 bilhões em recursos para o setor. A proposta original falava em 7% e, segundo Cara, até a tramitação final da proposta, que ainda vai passar pelo Plenário e pelo Senado, o governo já sinaliza que aceitaria 8%, nem uma fração a mais.

Meta de financiamento da educação divide até a base aliada, afirma deputado

Votação
Segundo Lelo Coimbra, a votação do novo parecer de Vanhoni – uma complementação de voto – deverá ocorrer no dia 12 na comissão.

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse nesta terça-feira que o PNE deverá ser votado pelo Plenário assim que a pauta for liberada. “A votação do PNE é uma prioridade da Câmara. Na primeira oportunidade, o projeto será votado”, disse Maia.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


Criado em: 30 mai 2012 | Tags:
Categoria: Notícias |