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Piauí, campeão em combate ao analfabetismo

O Piauí integra o topo da lista dos estados que apresentaram as maiores quedas no índice de analfabetismo do Brasil. Foi o que mostraram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, apresentado na última sexta (21/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o secretário de Estado da Educação e Cultura, Átila Lira, a política de valorização do ensino público com a implementação de ações e projetos como Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), o Palavra de Criança, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a implantação de 200 turmas de alfabetização por meio do projeto Travessia: Educação em Passos Largos, foram determinantes para os resultados positivos alcançados no último ano.

“A preocupação é garantir a continuidade dos estudos. Além de alfabetizar, o governador Wilson Martins tem a preocupação de garantir a oportunidade de continuidade dos estudos para todos, crianças, jovens e adultos”, ressalta Lira.

Outra metodologia para a extinção do analfabetismo da população urbana e rural, priorizando ações de alfabetização de jovens e adultos piauienses, são as parcerias entre organizações governamentais, não governamentais e privadas, que estão impulsionando a educação do Piauí.

“Reconhecemos que ainda é preciso avançar mais. No entanto, apesar da taxa de analfabetismo, o Piauí vem melhorando a passos largos, sendo o primeiro do País em crescimento das taxas de escolarização, frequência de crianças na escola, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), entre outros”, reforça o Secretário.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, considerou significativa a redução da taxa de analfabetismo entre 2009 e 2011.

“A dificuldade em erradicar o analfabetismo entre a população mais velha acontece, entre outros motivos, por barreiras culturais. Atingir pessoas com a faixa etária alta é difícil, mas essa queda mostra que os trabalhos dão resultado. Nos últimos anos, as quedas não foram como esperávamos. É uma maratona, mas estamos falando de uma redução de mais de um ponto percentual. A escuridão das letras deixou de existir para essas pessoas”, analisa Costa.

Programas que contribuem para a drástica redução do analfabetismo no Piauí

Para a diretora da Unidade de Educação de Jovens e Adultos, Oscarina Silva, o Estado tem muito a comemorar. Desde a implantação do PBA no Piauí, em 2003, a taxa de analfabetismo tem caído significativamente. Em 2003, o índice de analfabetismo era 30%. Em 2007, caiu para 27% e atualmente está em 17,2%.

“De fato, a queda foi bastante acentuada. Em apenas nove anos, o Piauí conseguiu reduzir em 12,8% o índice de analfabetismo no Estado. Os resultados das políticas educacionais têm se aperfeiçoado com o passar do tempo, com ações que ajudaram a diminuir, principalmente, a evasão escolar”, fala a Diretora.

O Programa Olhar Brasil também foi outro que favoreceu a diminuição na taxa de analfabetismo. Com o objetivo de minimizar os problemas oftalmológicos dos estudantes matriculados no Programa Brasil Alfabetizado, em 2010, foram contabilizados 60.000 consultas e 45.185 óculos distribuídos.

Outra ação importante contra o analfabetismo é o investimento previsto pelo governo federal de R$ 7,6 bilhões para abertura de 6 mil creches até 2014, como forma de diminuir o impacto negativo da renda familiar na educação infantil.

Fonte: Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Piauí


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
Categoria: Notícias |

Campanha pelo Direito à Educação defende políticas robustas para enfrentar analfabetismo

Brasília – O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, defendeu a adoção de políticas robustas para superar o analfabetismo no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais caiu de 9,7% para 8,6%. Apesar da redução, ainda há no país cerca de 12,9 milhões de analfabetos.

O problema ainda é pior no Nordeste. Apesar de registrar queda na taxa de analfabetismo (de 18,8% para 16,9%), a região ainda apresenta o maior índice do país. “Os desafios educacionais da Região Nordeste devem ser superados pela colaboração do governo federal em parceiras intensas com estados e municípios. Superar o analfabetismo é questão urgente e complexa, por isso exige políticas robustas e capazes de fazer sentido para os cidadãos que não conseguiram se alfabetizar”, analisa Daniel Cara.

A pesquisa também aponta o aumento do nível de instrução entre pessoas com 25 anos ou mais. A proporção de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de 8,8% para 10%. No caso do ensino médio, passou de 23% para 24,5% e do ensino superior, de 10,6% para 11,5%. Para o coordenador-geral, apesar do aumento, esses números ainda demonstram o atraso educacional do país. “O dramático desse dado é que boa parte da população brasileira acima de 25 anos é composta por cidadãos que não tiveram respeitado seu direito à educação, pois 31,5% não completaram nem o ensino fundamental”, explicou.

Para mudar o quadro atual e acelerar o ritmo do crescimento da educação no país, Cara afirma que é necessário um esforço conjunto entre governo federal, estados e municípios. “Só com o esforço conjunto poderemos mudar em um ritmo acelerado e urgente esse quadro. Para que seja plenamente alcançado esse objetivo, é necessário investir 10% do PIB [Produto Interno Bruto] na educação pública, como consta no PNE [Plano Nacional de Educação]. Dessa forma vai garantir o padrão mínimo de qualidade para as matrículas novas e para as atuais”, apontou Daniel Cara.

Fonte: Agência Brasil de Comunicação


Criado em: 24 set 2012 | Tags:
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Inep: queda do analfabetismo entre jovens é significativa; mais velhos ainda são desafio

Brasília – O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, considerou hoje (21) “significativa” a redução da taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos de idade ou mais, entre 2009 e 2011. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A média nacional de analfabetismo caiu de 9,7% para 8,6% no período. A maior proporção de analfabetos ainda é verificada na Região Nordeste, mesmo com queda na taxa de 18,8% para 16,9%. “A redução mostra que o Brasil está caminhando para alcançar a Meta de Dakar [estipulada pelo Fórum Mundial de Educação de Dakar, em 2000, e que deve ser alcançada até 2015]  de reduzir para 6,5% os índices de analfabetismo no país. Temos que comemorar a redução”, disse.

“As ações do MEC [Ministério da Educação] tem surtido efeito. Outro ponto que consideramos importante é o estancamento de novos analfabetos entre os jovens, que já estão na escola e sendo alfabetizados”, completou o presidente do Inep.

Segundo Costa, a dificuldade em erradicar o analfabetismo entre a população com mais velha acontece, entre outros motivos, por barreiras culturais. “Atingir pessoas com a faixa etária alta é difícil, mas essa queda mostra que os trabalhos dão resultado. Nos últimos anos, as quedas não foram como esperávamos. É uma maratona, mas estamos falando de uma redução de mais de um ponto percentual. A escuridão das letras deixou de existir para essas pessoas”, analisou.

Luiz Cláudio Costa calcula que 1,2 milhão de pessoas foram alfabetizadas no período da pesquisa e destacou que os esforços do MEC devem ser concentrados na Região Nordeste. “Os programas dos estados e municípios vêm trabalhando de forma integrada com o governo federal, mas sabemos que para continuar com reduções significativas é necessário concentrar esforços e aumentar investimentos. É uma obrigação do governo e direito de aprender do cidadão.”

Outro dado analisado pelo presidente do Inep é o impacto do rendimento familiar na matrícula da pré-escola. Segundo a Pnad, enquanto 69,1% das crianças de 4 e 5 anos com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo estavam na escola, a proporção sobe para 88,9% na faixa de renda superior a um salário mínimo. “Por esse motivo, a construção de creches é tida como prioritária pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. Precisamos oferecer as creches para todas as classes sociais. As mães precisam ter seus filhos na escola para trabalhar.”

Costa destacou ainda o investimento previsto pelo governo federal de R$ 7,6 bilhões para abertura de 6 mil creches até 2014, como forma de diminuir o impacto negativo da renda familiar na educação infantil.

Fonte: Agência Brasil de Comunicação


Criado em: 24 set 2012 | Tags: ,
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Inaf: cai analfabetismo no País, mas desafio ainda é gigante

Entenda como o analfabetismo está distribuído no Brasil e veja exemplos de questões comentadas do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf)

Recentemente divulgados, os resultados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2011 revelam que 27% da população são analfabetos funcionais – o que representa um contingente de mais de 35 milhões. Apesar de grave, esse cenário já foi pior: 39% em 2001, ano em que o levantamento foi feito pela primeira vez.

Realizado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, o Inaf avalia por meio de uma prova as habilidades de leitura, escrita e matemática da população de 15 a 64 anos. Os resultados são distribuídos em analfabeto e alfabetismo rudimentar, básico e pleno. São considerados analfabetos funcionais aqueles que ficam nesses dois primeiros níveis.

Apesar da redução no número de analfabetos funcionais, Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro, alerta para a estagnação no percentual de pessoas plenamente alfabetizadas. (veja a evolução na tabela abaixo)

Ao analisar esse cenário, ela explica que a ampliação do acesso à escola, que ocorreu principalmente nas décadas de 1990 e 2000, contribuiu para que o País retirasse as pessoas da condição de analfabetismo. No entanto, ela alerta que somente um forte investimento na qualidade do ensino é capaz de ampliar o número de cidadãos com alfabetização plena. “Esse é um salto que só a qualidade pode dar”, conclui.

 

 

 

 

 

 

Entenda o que está por trás de cada nível:

Analfabetos Funcionais
- Analfabeto:
1. Leitura e Escrita: Não consegue realizar tarefas simples como a leitura e a escrita de palavras e frases.
2. Matemática: Pode ler apenas números familiares, como números de telefone, preços, etc.

- Rudimentar:
1. Leitura e Escrita: Localiza uma informação explícita em textos curtos e familiares, como em um anúncio ou em uma pequena carta.
2. Matemática: Lê e escreve números usuais, realiza operações simples.

Funcionalmente alfabetizadas
- Básico:
1. Leitura e Escrita: Lê e compreende textos de média extensão, é capaz de localizar informações, ainda que para isso seja necessário realizar pequenas inferências.
2. Matemática: Lê números na casa dos milhões, resolve problemas envolvendo uma sequência simples de operações e tem noção de proporcionalidade. No entanto, tem limitações com operações que envolvem maior número de elementos, etapas ou relações.

- Pleno:
1. Leitura e Escrita: Compreende e interpreta textos em diferentes situações usuais. Mesmo com os mais longos, analisa e relaciona suas partes, compara e avalia informações, distingue fato de opinião e faz inferências e sínteses.
2. Matemática: Resolve problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.

Quanto maior a escolaridade, menor o analfabetismo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parece óbvio, mas a escolaridade é a variável com maior efeito sobre a redução do analfabetismo. De acordo com os resultados, 53% das pessoas que estudaram até a 4ª série do Ensino Fundamental são analfabetos funcionais, já quem estudou da 5ª a 8ª série, esse percentual cai para 26%.

No entanto, os resultados confirmam que não dá para ampliar o acesso à Educação sem garantir a qualidade do ensino. Ainda são muitos os que passam pelos bancos escolares sem aprender: 8% dos que concluíram o Ensino Médio estão na condição de analfabetos funcionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para os especialistas, o grande desafio é acabar com o problema entre a população mais velha que não teve a oportunidade de estudar: 30% dos brasileiros de 35 a 49 anos são analfabetos funcionais. Esse percentual chega a 52% entre aqueles com 50 ou mais.

Além disso, o Censo Demográfico de 2010 demonstra que 65 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não tiveram nenhuma instrução ou têm o Ensino Fundamental incompleto, o que representa 45% da população. Apesar de esse contingente ser um público em potencial de alunos na EJA, somente 4 milhões estavam matriculados em 2011, de acordo com o Censo Escolar feito pelo Ministério da Educação.

“A boa notícia é que conseguimos fechar a torneira do analfabetismo absoluto”, comenta Roberto Catelli Júnior, coordenador do programa de EJA da Ação Educativa (veja o gráfico abaixo). Pela primeira vez, o percentual de pessoas de 15 a 24 anos no nível mais baixo do Inaf é zero.

 


Criado em: 10 set 2012 | Tags:
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Unesco: Brasil reduzirá analfabetismo em adultos para 5% em 2015

A Unesco afirmou em sua edição anual do relatório “Educação para Todos” publicado nesta segunda-feira que o Brasil reduzirá sua taxa de analfabetismo em adultos para 5% em 2015 se continuar com a projeção atual.

Em uma região como a América Latina e Caribe, onde mais de oito milhões de pessoas entre 15 e 24 anos que nem sequer conseguiram terminar os estudos primários, este dado constitui uma notícia encorajadora, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O relatório, que faz um acompanhamento dos seis objetivos educativos assinados em Dacar (Senegal) por mais de uma centena de países, faz eco de como no Brasil se reduziram os maus resultados acadêmicos no ensino médio “em todas as classes sociais” entre 2003 e 2009.

Trata-se de um resultado “particularmente impressionante”, dado que nos últimos anos a participação no ensino médio aumentou em grande medida, apontam os autores do estudo, que consideram que as políticas de proteção social dirigidas às camadas mais desfavorecidas “se encontram entre as principais causas”.

O estudo destaca o “compromisso político” do Brasil em matéria educativa para equilibrar as desigualdades, assinalando que em menos de duas décadas conseguiu acabar com as diferenças em desnutrição entre áreas rurais e urbanas, ao apostar na educação das mães, junto com outras melhorias logísticas.

No entanto, lembra que ainda restam desafios pendentes, como a redução do abandono escolar no ambiente rural, que atinge 45% dos jovens antes de acabar o ensino médio. Também insistem que é necessário investir mais fundos em programas de formação que proporcionem aos jovens brasileiros as competências profissionais necessárias para aceder a um posto de trabalho decente, já que na atualidade um de cada cinco não consegue encontrar um emprego de acordo com sua formação.

Indicam que, enquanto “economia emergente”, o País deveria aproveitar o interesse que desperta em empresas internacionais especializadas em tecnologias da informação e da comunicação para tirar proveito dos programas que se implantam em seu território e aplicá-los à criação de competências profissionais para seus jovens.

No entanto, lembram que o Brasil deixou de ser país receptor para se transformar em doador, e que por isso deveria ampliar sua contribuição financeira ao desenvolvimento educativo de países pobres.

Fonte: Terra


Criado em: 16 jan 2012 | Tags:
Categoria: Notícias |