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Análise: Índices ressaltam o desafio de descobrirmos por que ocorrem

Nos resultados do Ideb, ganha relevo a situação de escolas com 8ª série do ensino fundamental (municipais e estaduais) que estavam em 2007 entre aquelas com 10% dos menores Ideb e, quatro anos depois, tiveram o mesmo índice ou até menor.

Os anos finais do ensino fundamental no Brasil configuram-se como grande desafio para políticas públicas educacionais. Para as escolas em epígrafe, muito mais.

A maioria de seus alunos praticamente conclui a 8ª série com uma defasagem de dois a três anos de escolarização, em termos cognitivos, e marcada por reprovações.

Os dados do Ideb nos desafiam a sabermos efetivamente de quais processos decorrem.

Ideb reflete o aprendizado acumulado em alguns anos de escolarização, e não apenas do ano da medição pela Prova Brasil. Seu outro componente, as taxas de aprovação do ano de sua edição, também espelha o passado, pois a aprovação de cada aluno, na verdade, não é uma decisão que dependa exclusivamente do que ocorreu no ano letivo.

Nisso incidem os conhecimentos adquiridos e as ações pedagógicas nas séries anteriores, com consequência nas disposições pessoais para a aprendizagem.

Para enfrentar essa situação, o primeiro passo são iniciativas dos gestores das respectivas redes no sentido de recuperar as medidas desencadeadas, pelo menos, desde 2008, e delinear novas estratégias e caminhos.

No âmbito de cada escola, seria salutar identificar, na história das gerações de alunos, fatores e processos que poderiam ter influenciado nos resultados. Teriam ocorrido alterações na composição social dos alunos? Os professores que trabalharam com cada geração foram os mesmos?

Os processos pedagógicos, incluindo os materiais usados, tiveram modificações? A gestão da escola foi capaz de articular um projeto pedagógico coerente com o sucesso escolar? Que condições infraestruturais dispunham alunos e professores?

Evidentemente, tudo isso está ancorado na suposição de sucesso para todos, o que nessas 379 escolas não existiu. Difícil tarefa, mas necessária. Mais ainda para os que quiserem assumi-la como desafio.

OCIMAR MUNHOZ ALAVARSE é professor da Faculdade de Educação da USP

Fonte: Folha de São Paulo

 


Criado em: 05 out 2012 | Tags: ,
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Provas do ‘Avaliando Idepb’ são aplicadas nas 805 escolas da Paraíba

As provas do Avaliando Idepb (Índice de Desempenho Educacional da Paraíba) foram aplicadas nesta quarta-feira (26) para 68.264 alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio das 805 escolas da rede estadual. Os alunos foram avaliados nas disciplinas de Português e Matemática e os professores que lecionam estas disciplinas nas turmas das escolas onde o Avaliando Idepb foi aplicado, assim como os gestores das escolas, preencheram um questionário para complementar a avaliação.

O Avaliando Idepb será aplicado anualmente visando buscar dados relativos ao desempenho das escolas da rede estadual em tempo rápido. Com isso, a SEE espera construir políticas públicas para o desenvolvimento do Plano de Gestão Paraíba Faz Educação e dos projetos pedagógicos de cada escola. Foram responsáveis pela avaliação a Gerência de Programas de Avaliação (Proava) da Secretaria de Estado da Educação (SEE), em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Segundo a gerente do Proava, Iara Andrade, a partir de 2012 a avaliação passou a ser censitária, na qual todos os alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio participaram. “Esta avaliação, este ano mais completa, objetiva colher dados que possam dar mais objetividade na elaboração das políticas públicas de melhoria da aprendizagem escolar”, destacou.

No Lyceu Paraibano, cerca de 750 alunos da 3ª série do Ensino Médio participaram da avaliação. De acordo com a diretora da instituição de ensino, Telma Medeiros Rodrigues, a partir deste ano a avaliação será mais completa. “Vejo a avaliação deste ano de forma mais positiva porque nos anos anteriores ela acontecia por amostragem, com a participação de apenas uma turma, portanto não tínhamos o perfil do Lyceu que teremos este ano, no qual veremos a realidade do nosso processo de ensino e aprendizagem”, opinou.

Para a secretária interina de Estado da Educação, Márcia Lucena, “a avaliação vai contextualizar a educação no Estado, dando respostas à Secretaria da Educação, no âmbito da gestão pedagógica e das políticas públicas”.  Ainda segundo ela, os resultados vão gerar os seis cadernos de dados dessa avaliação para que também sejam avaliados os educadores para trazer uma visão ampla dos sistemas no Estado. O método de avaliação já é adotado em mais 16 estados do país e segue as diretrizes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Fonte: Governo do Estado da Paraíba


Criado em: 05 out 2012 | Tags:
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Professores e técnicos da Seduc(AM) participam de oficina sobre avaliações educacionais

Nos dias 26 e 27 de setembro, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promoveu oficinas de formação tratando sobre avaliações educacionais realizadas em larga escala e elaboração e revisão de itens (questões de múltipla escolha) próprias do Sistema de Avaliação de Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam). Os trabalhos foram direcionados a professores e técnicos das sete coordenadorias distritais da cidade de Manaus e os trabalhos aconteceram na escola estadual Sólon de Lucena (zona sul de Manaus).
Com o público estimado de 150 pessoas, a formação também foi direcionada a demais representantes da Seduc, dentre os quais, técnicos das gerências de ensino fundamental, de ensino médio, da educação de jovens e adultos (EJA) e ainda a profissionais que atuam no Centro de Mídias de Educação e supervisores educacionais do interior.
As oficinas tiveram como objetivo intensificar as ações pedagógicas a partir da vivência de elaboração, análise, construção e reconstrução de itens de avaliação. As oficinas foram organizadas pela Gerência de Avaliação da Seduc com colaboração do Cespe/UnB.
De acordo com a equipe que coordenou as atividades, o primeiro dia de oficinas teve como foco o trabalho desenvolvido junto aos anos iniciais do ensino fundamental com ênfase no ensino da Língua Portuguesa e da Matemática. No segundo dia os trabalhos tiveram como foco o ensino médio.
A técnica da gerência de avaliação da Seduc e uma das responsáveis pela organização do evento, Claúdia Maria Pereira, explicou que as oficinas ofereceram subsídios para uma atuação mais eficaz dos professores. “Levamos os educadores a analisar cuidadosamente os itens (questões) que costumam constar em avaliações como a do Sadeam para que eles intensifiquem a formação dos estudantes”, informou.
As oficinas contemplaram a observação de composição de itens e também a análise dos mecanismos de interpretação dos resultados obtidos na edição de 2011 do Sadeam.
Sadeam
Para ser aplicado bienalmente nos anos em que o Ministério da Educação não realiza as avaliações que resultam no Ideb, o Governo do Estado criou o Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam).
Em atividade desde o ano de 2008, o sistema permite a avaliação do desempenho individual e coletivo dos estudantes amazonenses. Os números e dados estatísticos obtidos por esta ampla avaliação servem como subsídio para a gestão institucional no que se refere às definições de políticas públicas educacionais.
Fonte: Secretaria de Estado de Educação do Amazonas

Criado em: 05 out 2012 | Tags: ,
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Desempenho fraco do ensino médio público estimula mudanças curriculares

O Ministério da Educação estuda um novo modelo de ensino, em que as atuais 13 disciplinas serão distribuídas em apenas 4 grandes áreas. Na Câmara, uma comissão especial também estuda novos modelos para o ensino médio.

O desempenho dos alunos do ensino médio não evoluiu entre 2009 e 2011. Essa é a avaliação do Ministério da Educação (MEC), que anunciou em agosto o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), uma espécie de exame geral do ensino básico no País calculado a partir das taxas de aprovação e do resultado médio dos alunos em provas de português e matemática. Especialistas apontam o currículo dessa etapa de ensino como uma das causas para as baixas notas.

Entre 2005 e 2009, o Ideb alcançado pelas escolas públicas passou de 3,1 para 3,4, em uma escala que varia de zero a dez. Mas a nota parou de evoluir a partir de 2009. Além disso, em nove estados (Acre, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Alagoas, Paraná, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Sul), o ensino médio chegou a retroceder em comparação com 2009.

Na média geral, o resultado do Ideb cumpriu a meta do MEC para o ano passado. Mas até o governo já admitiu que o desempenho do ensino médio foi pior que o esperado. Em entrevista coletiva, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que essa etapa de ensino é “um grande desafio” para qualquer sistema educacional.

Na Câmara, dois projetos de lei preveem a divulgação do Ideb de cada escola em murais visíveis a toda comunidade (PLs 1530/11 e 1536/11).

Muitas disciplinas
Um dos maiores problemas apontados por especialistas é o excesso de disciplinas ensinadas aos alunos. Hoje, o currículo do ensino médio tem 13 disciplinas obrigatórias. “Não há quem aguente, especialmente com atrasos escolares e avanços na idade, um currículo com 13 componentes isolados e enciclopédicos e que não atendem às necessidades de vida do jovem, que tem que saber o que quer e já fez opções importantes na vida”, alerta o professor da Universidade Católica de Brasília Cândido Alberto Gomes.

“Essa desmotivação acaba levando à evasão escolar”, alerta o diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF), Rodrigo Rodrigues.

O doutor em Economia Claudio de Moura Castro concorda. “O currículo atual é excessivo, tem disciplinas demais, é chato, não fala do mundo real, é desinteressante e, portanto, altamente desencorajador. É preciso um pai muito insistente para conseguir que um filho fique na escola. Na prática, metade vai embora depois de entrar no ensino médio”.

“É importante discutir qual é o objetivo do ensino médio para vida desses alunos? Hoje o ensino médio está pautado para realização do vestibular, e o vestibular é limitante, tem índices de exclusão muito grandes”, pondera Rodrigo Rodrigues.


Criado em: 27 set 2012 | Tags: ,
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Maioria dos Planos Municipais de Educação não foi construída de forma democrática

De acordo com um levantamento feito pela Secretaria da Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC), em 2011, das 5.565 prefeituras, somente 3.204 tinham Planos Municipais de Educação (PME), o que corresponde a 57% das cidades. A criação de um documento que defina diretrizes e metas para o setor no âmbito municipal para os próximos dez anos está prevista no primeiro Plano Nacional de Educação (2001-2010).

Além de possibilitar o planejamento de políticas a médio e longo prazo, o PME contribui para a superação de uma prática comum no Brasil: a descontinuidade das políticas públicas – já que ele ultrapassa o tempo de uma gestão. Nesse sentido, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) especialista em políticas educacionais, Rubens Barbosa de Camargo, enfatiza a importância da participação da sociedade na elaboração e efetivação desse instrumento.

“A maioria dos Planos Municipais de Educação não foi construída de forma democrática. Grande parte deles foi feita por consultorias e empresas, via Secretaria Municipal de Educação.” Segundo Rubens, isso transforma os Planos em um trabalho meramente técnico, fugindo da ideia de um processo de avaliação coletiva sobre como deve caminhar a educação nas cidades.

Leia mais:
Ministério Público cobra explicações sobre o Plano Municipal de Educação de São Paulo
Sociedade civil rebate justificativa da prefeitura de São Paulo sobre atraso do Plano Municipal de Educação

Um estudo feito pelo MEC, no último dia 4 de setembro, revela que apenas 553 Secretarias Municipais de Educação declaram ter um PME “aprovado com respostas válidas” (sic). Os dados demonstram ainda que a existência de um conselho municipal da área não implica, necessariamente, na construção democrática de um PME, já que 1.383 municípios afirmaram ter Conselhos Municipais de Educação “com respostas válidas” (sic).

Para o vice-presidente da UNCME (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação), Artur Costa Neto, “um plano municipal vai ser mais democrático quanto mais democrático for a gestão democrática de um município, com conselhos municipais atuantes e formados por representantes da população e não só nomeados pelo prefeito”.

Costa Neto defende que o PME configure-se como um instrumento mobilizador, trazendo não só os conselhos para a esfera de debate, mas também toda a população interessada, por meio da participação nas conferências. “A participação da sociedade civil é importante não só na elaboração, mas na sua efetivação, para cobrar dos gestores que ele seja realmente cumprido e se concretize como um plano de Estado e não de gestão”, acrescenta.

A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) seria uma das formas de garantir esse processo, informa. Ela determina, entre outras coisas, que a educação básica, em cada rede e sistema de ensino do país, obedeça a critérios obrigatórios de qualidade. Além disso, pune os gestores municipais que administrem mal os recursos da área ou não cumpram metas de melhoria da educação determinadas em lei.

“O prefeito que não cumprir as metas do PME deve sofrer sanções, porque não tem o direito de passar por cima de uma intenção coletiva. O Executivo tem que respeitar a vontade do povo e nós temos que cobrar isso”. Para o vice-presidente da UNCME, outro passo fundamental é a avaliação constante, de modo que o Plano esteja sempre adequado à realidade.

Experiências democráticas

Apesar de grande parte dos Planos Municipais de Educação não ter sido construída democraticamente, há algumas experiências positivas Brasil afora.  Costa Neto relata que, em São José do Rio Preto (SP), os professores da rede pública participaram dos debates e do estudo prévio para avaliar a realidade da educação no município, antes de criar o documento. A análise foi apresentada, em seguida, a todas as instituições de ensino, com a intenção de agregá-las à discussão.

Outro exemplo é o Plano elaborado em Osasco (SP), que tem passado por um longo processo para converter-se em um sistema municipal. “Há muitos municípios que ainda não se assumiram enquanto sistema, já que não têm conselhos e nem participação das escolas na gestão, então quem faz tudo é a secretaria. Sem autonomia é muito difícil que um PME se concretize”, afirma.

Já Rubens cita como processos participativos os Planos de Araucária (PR), Suzano (SP) e o PME de São Paulo, atualmente na Justiça, graças a uma ação movida pelo Ministério Público, para apurar o atraso de dois anos do Executivo no envio para a Câmara dos Vereadores.

Conheça os Planos Munincipais de Educação de Rio Preto, Osasco, Araucária, Suzano e São Paulo.

Leia o documento norteador para elaboração de um PME.

Fonte: Portal Aprendiz


Criado em: 27 set 2012 | Tags: ,
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Educadora encontra forma lúdica de aproximar os alunos do Programa de Avaliação da Alfabetização

O boneco Proalfinha leva a importância da avaliação às escolas estaduais do município de Mutum.
Criado para medir e identificar as habilidades em relação à leitura, escrita, interpretação e síntese dos alunos do 3º ano do ensino fundamental, o Programa de Avaliação de Alfabetização (Proalfa), realiza durante esta semana a aplicação de provas para 400 mil estudantes em 851 municípios.

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Escola Estadual Euzébio Cabral de Governador Valadares se preparou nos últimos dois meses para o Proalfa. Foto: Arquivo escola


E foi pensando em uma forma de mobilizar e sensibilizar os alunos do 2º ao 4º ano do Ensino Fundamental, que também participam da avaliação de forma amostral, sobre a importância, a origem ou a razão da avaliação que a analista educacional, Fátima Gonçalves de Souza Costa, da Superintendência Regional de Ensino de Manhuaçu criou o boneco batizado de Proalfinha.  Ele é utilizado como mascote nas escolas do município de Mutum, no Vale do Rio Doce.

“Durante a visita às escolas, chego com a minha companhia de trabalho, o Proalfinha, que gosta de ficar dentro da sacola. Daí convido o mascote para dar um olá à turma. Logo, o diálogo se inicia. A criança nesta idade tem um poder de imaginação muito grande. Mesmo que ele seja apenas um fantoche,  as crianças dão vida ao personagem. Acreditam na sua existência e passam a interagir, fazer perguntas”, contou a analista que há 25 anos trabalha como educadora, e há sete na rede estadual de ensino.

Com um mês de vida, o Proalfinha que já visitou aproximadamente 360 alunos na cidade de Mutum, divisa com o estado do Espírito Santo, veio, segundo a analista educacional para explicar de uma forma lúdica a razão da prova. “O boneco, e o tom descontraído da abordagem, quebra a formalidade e o peso que a expressão ‘avaliação’ por si só traz para a criança. O Proalfinha vem para contar que a avaliação não é bicho papão. Explicamos que a avaliação é ampla, e que só irão responder aquilo que aprenderam”.

E os resultados são interessantes, conforme explicou Fátima. “É curioso as conclusões e desdobramentos que criam a partir desta conversa com o mascote. Certa vez perguntaram se o Proalfinha tinha pai. E ele respondeu: – tenho sim! É o Simave, Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública. E, logo em seguida, emendaram: – e a mãe do Proalfinha? É a dona provinha. O Programa de Avaliação da Educação Básica é o irmão mais velho…  E assim, destas correlações espontâneas, usando do elemento fantasioso que as crianças  vão entendendo todo o processo, a cadeia da avaliação”, explicou a criadora do boneco, que já está repercutindo na região. Professores e alunos das cidades adjacentes já procuraram a analista.

O Proalfinha, segundo ela, prima por tranquilizar o aluno, e conscientizá-lo que, em suma, a prova é um termômetro daquilo que aprenderam na escola, e que o Proalfa quer saber o que sabem, além de reforçar que a escola é o espaço para errar e aprender.

Questionada sobre o formato triangular do mascote, Fátima explicou que seu semblante faz alusão aos três anos que o Proalfa contempla. “Alguns alunos já fizeram correlação com a bandeira de Minas Gerais. E isso é legal. Aguçar a imaginação e aceitação deles”.

A analista pretende também entregar um Lápis com uma ponteira do Proalfinha, nas 13 escolas da rede estadual localizada no município de Mutum, como extensão da interação.

A importância do Proalfa estampada em escola de Governador Valadares

Em Governador Valadares, a Escola Estadual Euzébio Cabral desde agosto vem se preparando para o Proalfa. Segundo a diretora da escola, Elizeth Vial Neves, desde o lançamento do Projeto de Intervenção Pedagógica (PIP), em agosto, os 110 alunos pertencentes ao 3º ano do Ensino Fundamental, vem participando de atividades de conscientização sobre a prova. “Explicamos que o Proalfa só vem para somar, e que os resultados extraídos da avaliação influem na aprendizagem deles. Explicamos em uma linguagem mais simples, do que a prova se consiste e o porquê dela. Expomos os dados do último Proalfa nos corredores da escola, e chamamos a família para fazer intervenções. Além de ajudarem, os pais foram sensibilizados para ajudar os filhos nas competências que ainda não tinham avançado. E este trabalho de incentivo sobre a prova tem dado resultados. Os alunos vieram fazer a prova com mais tranqüilidade e conforto”.

Segundo Elizeth seus alunos já tem o Proalfa na ponta da língua e a expectativa é “batermos a meta do ano passado, quando todos os nossos alunos alcançaram o nível recomendado de proficiência”. A escola que só oferece os anos iniciais do Ensino Fundamental já se prepara para o Programa de Avaliação de educação Básica (Proeb), no final do ano. “Quando falamos da avaliação, aluno acha que vai ser punido, e explicamos que é bom para escola. Explicamos  que é um teste de habilidade que demonstra o sucesso ou não de políticas pedagógicas”, concluiu.

Programa de Avaliação de Alfabetização

O caderno de provas do Proalfa é composto por 39 questões e os estudantes têm cerca de duas horas para fazer a avaliação.  Os itens que compõem os testes do Proalfa são elaborados por especialista em alfabetização do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para elaboração dos itens do Proalfa, eles utilizam como referência a matriz curricular dos anos avaliados.

Os cadernos que são pré-testados e validados são enviados para as 47 Superintendências Regionais de Ensino, que são as responsáveis pela distribuição dos testes para as escolas. Para este ano, foram impressas, aproximadamente, 500 mil provas.

Após a realização da prova, os testes devem ser enviados às Superintendências, que são responsáveis por conferir e armazenar o material até que a empresa contratada pela SEE o recolha.

Resultados

A última edição do teste, realizada em 2011, mostrou que 88,9% dos estudantes desse ano de escolaridade estão no nível recomendável, ou seja, sabem ler e interpretar textos até os oito anos. De forma amostral, os anos dos 2º e 4º anos também fazem as provas.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Criado em: 26 set 2012 | Tags: ,
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Piauí, campeão em combate ao analfabetismo

O Piauí integra o topo da lista dos estados que apresentaram as maiores quedas no índice de analfabetismo do Brasil. Foi o que mostraram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, apresentado na última sexta (21/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o secretário de Estado da Educação e Cultura, Átila Lira, a política de valorização do ensino público com a implementação de ações e projetos como Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), o Palavra de Criança, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a implantação de 200 turmas de alfabetização por meio do projeto Travessia: Educação em Passos Largos, foram determinantes para os resultados positivos alcançados no último ano.

“A preocupação é garantir a continuidade dos estudos. Além de alfabetizar, o governador Wilson Martins tem a preocupação de garantir a oportunidade de continuidade dos estudos para todos, crianças, jovens e adultos”, ressalta Lira.

Outra metodologia para a extinção do analfabetismo da população urbana e rural, priorizando ações de alfabetização de jovens e adultos piauienses, são as parcerias entre organizações governamentais, não governamentais e privadas, que estão impulsionando a educação do Piauí.

“Reconhecemos que ainda é preciso avançar mais. No entanto, apesar da taxa de analfabetismo, o Piauí vem melhorando a passos largos, sendo o primeiro do País em crescimento das taxas de escolarização, frequência de crianças na escola, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), entre outros”, reforça o Secretário.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, considerou significativa a redução da taxa de analfabetismo entre 2009 e 2011.

“A dificuldade em erradicar o analfabetismo entre a população mais velha acontece, entre outros motivos, por barreiras culturais. Atingir pessoas com a faixa etária alta é difícil, mas essa queda mostra que os trabalhos dão resultado. Nos últimos anos, as quedas não foram como esperávamos. É uma maratona, mas estamos falando de uma redução de mais de um ponto percentual. A escuridão das letras deixou de existir para essas pessoas”, analisa Costa.

Programas que contribuem para a drástica redução do analfabetismo no Piauí

Para a diretora da Unidade de Educação de Jovens e Adultos, Oscarina Silva, o Estado tem muito a comemorar. Desde a implantação do PBA no Piauí, em 2003, a taxa de analfabetismo tem caído significativamente. Em 2003, o índice de analfabetismo era 30%. Em 2007, caiu para 27% e atualmente está em 17,2%.

“De fato, a queda foi bastante acentuada. Em apenas nove anos, o Piauí conseguiu reduzir em 12,8% o índice de analfabetismo no Estado. Os resultados das políticas educacionais têm se aperfeiçoado com o passar do tempo, com ações que ajudaram a diminuir, principalmente, a evasão escolar”, fala a Diretora.

O Programa Olhar Brasil também foi outro que favoreceu a diminuição na taxa de analfabetismo. Com o objetivo de minimizar os problemas oftalmológicos dos estudantes matriculados no Programa Brasil Alfabetizado, em 2010, foram contabilizados 60.000 consultas e 45.185 óculos distribuídos.

Outra ação importante contra o analfabetismo é o investimento previsto pelo governo federal de R$ 7,6 bilhões para abertura de 6 mil creches até 2014, como forma de diminuir o impacto negativo da renda familiar na educação infantil.

Fonte: Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Piauí


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Saego: apoio às escolas consideradas vulneráveis

Com nível de detalhamento do Idego é possível reorientar formações, metodologias e currículos

As médias de proficiência dos alunos das escolas estaduais nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, obtidas pela Secretaria de Estado da Educação pelo seu Sistema de Avaliação da Educação do Estado de Goiás (Saego), são um instrumento precioso para a gestão da educação na rede pública de ensino. O nível de detalhamento da avaliação, que serviu para o cálculo do primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana (Idego), permite saber anualmente quantos e quais os estudantes que se encontram em cada padrão da escala de proficiência nas duas disciplinas, o que possibilita intervenções pontuais em cada sala de aula para a redução das desigualdades educacionais entre as escolas. Ou seja, pela primeira vez, na rede estadual, está sendo possível conhecer o que cada estudante aprendeu ou deixou de aprender dentro da sala de aula.

Essas médias, de 5,5 para os anos iniciais do Ensino Fundamental, de 4,0 nos anos finais e de 3,5 no Ensino Médio, foram calculadas com base na Prova Goiás (que é um dos componentes do Saego), aplicada no ano passado.

Em cada Subsecretaria Regional de Educação, os diretores de Núcleos Pedagógicos, os coordenadores pedagógicos das escolas, os tutores e os gestores escolares receberam capacitação para utilizarem os resultados e reorientar as ações pedagógicas nas unidades educacionais. Todas as escolas já têm os cadernos com as notas dos seus alunos e as utilizam exclusivamente para fins pedagógicos. Em diferentes encontros, realizados em Goiânia e nas subsecretarias regionais, os analistas e especialistas do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), parceira da Secretaria da Educação na aplicação e análise do Saego, apresentaram à equipe pedagógica os caminhos para o uso dos resultados da Prova Goiás.

Para o professor, a análise detalhada da situação da turma de alunos dá oportunidade para que ele reveja metodologias e conteúdos, se aperfeiçoe e dê atenção especial aos estudantes com mais dificuldades, o encaminhe para reforço ou atendimento no contraturno escolar. Para a Secretaria da Educação, os dados ajudam a definir e a organizar melhor as políticas para o atendimento pedagógico, de acordo com a necessidade de cada escola e de cada subsecretaria regional.

Direcionamento de ações
A partir das notas do Idego, a Secretaria de Educação pode, por exemplo, direcionar o programa de formação continuada dos professores, com cursos que atendam as necessidades e particularidades da rede, como o curso “Faces da Geometria”, para professores de Matemática, que está sendo realizado para todas as regionais; a revisão de conteúdos; a produção de material didático pedagógico; a correção de fluxo; e a reformulação de currículos em todas as etapas do ensino. Tudo isso visando reduzir as desigualdades dentro das escolas da rede estadual. Detectar e dar suporte diferenciado às escolas em situação vulnerável é uma estratégia que é adotada em Goiás. Por isso os mecanismos de avaliação são bem-vindos.

Ao mesmo tempo em que adota medidas de apoio à aprendizagem, como o Programa de Apoio e Suporte Pedagógico (Pasp) e o da Formação – Mediação Inovadora, a Secretaria da Educação também estimula o aprendizado entre aqueles que estão mais avançados, tornando o ensino mais atrativo, com aulas mais dinâmicas e metodologias diferenciadas.

Fonte: Secretaria da Educação do Estado de Goiás


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Estudantes do ensino fundamental fazem provas do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa)

Mais de 400 mil alunos de escolas estaduais e municipais do Estado fazem o teste.

Durante essa semana, mais de 400 mil estudantes do ensino fundamental fazem as provas do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), avaliação desenvolvida pelo Governo de Minas. Além dos estudantes da rede estadual de ensino, fazem a avaliação alunos das redes municipais de 851 municípios mineiros.

O Proalfa é uma avaliação feita com todos os estudantes do 3º ano do ensino fundamental — fim do ciclo de alfabetização — e identifica os níveis de aprendizagem em relação à leitura, escrita, interpretação e síntese dos alunos. A última edição do teste, realizada em 2011, mostrou que 88,9% dos estudantes desse ano de escolaridade estão no nível recomendável, ou seja, sabem ler e interpretar textos até os oito anos. De forma amostral, os anos dos 2º e 4º anos também fazem as provas.

A superintendente de Avaliação Educacional, Maria Inês Barroso Simões, destaca a importância de um ambiente tranquilo para a aplicação das provas. “O diretor, como coordenador do processo, deve propiciar um clima favorável para que os alunos possam fazer o teste com calma para que o resultado esteja o mais próximo possível da realidade da escola”.

O caderno de provas do Proalfa é composto por 30 questões e os estudantes têm cerca de duas horas para fazer a avaliação.  Os itens que compõem os testes do Proalfa são elaborados por especialista em alfabetização do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para elaboração dos itens do Proalfa, eles utilizam como referência a matriz curricular dos anos avaliados. Após a elaboração, os itens são pré-testados e validados. Aqueles adequados são selecionados para compor o teste do Proalfa.

Distribuição dos cadernos de prova

Os cadernos foram impressos dois meses antes da aplicação das provas e foram enviados para as 47 Superintendências Regionais de Ensino, que são as responsáveis pela distribuição dos testes para as escolas. As instituições são orientadas a guardar o material em local seguro, com acesso restrito ao diretor ou à pessoa por ele autorizada. Para este ano, foram impressas, aproximadamente, 500 mil provas.

Os pacotes de testes são distribuídos lacrados e só podem ser abertos dentro da sala de aula, no momento da aplicação. Após a realização da prova, o professor deve lacrar o pacote novamente, ainda dentro da sala e entregá-lo ao diretor. Os testes devem ser enviados às Superintendências, que são responsáveis por conferir e armazenar o material até que a empresa contratada pela SEE o recolha.

Capacitação dos educadores

Para que a aplicação dos testes aconteça da melhor maneira possível, servidores da Superintendência de Avaliação Educacional, da Secretaria de Estado de Educação, capacitaram técnicos das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Esses técnicos foram os responsáveis por capacitar os diretores das escolas de sua jurisdição.

Durante a capacitação, os diretores de escolas tiveram contato com o manual de orientações do Proalfa, documento que traz todas as orientações para aplicação do teste. “É importante que o diretor, como coordenador do processo de aplicação em sua escola siga o manual para padronizar a aplicação do Proalfa”, ressalta a Superintendente de Avaliação Educacional, Maria Inês Barroso Simões.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Divulgado Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana

A Secretaria da Educação (Seduc) divulga o primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana, obtido a partir dos resultados da Prova Goiás, aplicada em novembro do ano passado. O índice, proposto no plano de reforma educacional, o Pacto pela Educação, permite ao Governo de Goiás ter, anualmente, a radiografia do ensino e do aprendizado nas escolas da rede estadual para definir com mais agilidade as intervenções pedagógicas necessárias à melhoria da educação.

Nos anos iniciais (1º ao 5º) do Ensino Fundamental, as escolas da rede estadual alcançaram o índice 5,5, enquanto nos anos finais (6º ao 9º) o índice das escolas atingiu nota 4. No Ensino Médio, as escolas alcançaram o índice 3,5.

O índice é um dos componentes do Sistema de Avaliação do Estado de Goiás (Saego), criado pela atual gestão, e que engloba também a Prova Goiás, aplicada em toda a rede estadual para avaliar o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática. As provas são aplicadas para os alunos das séries finais das três etapas da educação básica.

As provas do Saego (Prova Goiás), que originam os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana, realizadas pela Secretaria da Educação em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foram aplicadas em novembro de 2011 e feitas especificamente para a avaliação das escolas goianas.

Com este sistema próprio de avaliação, a Seduc poderá identificar potencialidades e limitações para redefinir ações e estratégias de apoio a situações de maior vulnerabilidade. O Saego também representa um importante instrumento para mensurar a eficácia das políticas públicas formuladas para a rede pública estadual, pois fornece uma espécie de “raio X” do desempenho do aluno, enquanto outros indicadores, como o Ideb, divulga os resultados das escolas. Outro ponto positivo do Saego, em comparação com o próprio Ideb, é que esse sistema de avaliação da Seduc é anual, ou seja, divulgado num espaço menor de tempo, permite, com mais agilidade, o redirecionamento de esforços e a adoção de novas iniciativas para melhorar o sistema educacional.

O Idego possibilitará ao Governo de Goiás, a partir de agora, definir novas metas para as escolas estaduais com base no índice alcançado em 2011. Essas metas poderão, inclusive, ser revisadas ano a ano, o que não era possível ser feito só com os índices nacionais calculados pelo Governo Federal. “Hoje, por meio do Saego, uma escola da rede pública estadual sabe qual o desempenho de cada aluno. Isto permite que ela reveja ações e estratégias e foque em quem não está muito bem e, ao mesmo tempo, continue incentivando aqueles que estão se destacando. O Saego também possibilita a implementação de programas específicos que melhorem ainda mais o processo de ensino e aprendizagem”, afirma o chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica da Seduc, professor Raph Gomes Alves.

Fonte: dm.com.br


Criado em: 24 set 2012 | Tags: , ,
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