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Desempenho fraco do ensino médio público estimula mudanças curriculares

O Ministério da Educação estuda um novo modelo de ensino, em que as atuais 13 disciplinas serão distribuídas em apenas 4 grandes áreas. Na Câmara, uma comissão especial também estuda novos modelos para o ensino médio.

O desempenho dos alunos do ensino médio não evoluiu entre 2009 e 2011. Essa é a avaliação do Ministério da Educação (MEC), que anunciou em agosto o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), uma espécie de exame geral do ensino básico no País calculado a partir das taxas de aprovação e do resultado médio dos alunos em provas de português e matemática. Especialistas apontam o currículo dessa etapa de ensino como uma das causas para as baixas notas.

Entre 2005 e 2009, o Ideb alcançado pelas escolas públicas passou de 3,1 para 3,4, em uma escala que varia de zero a dez. Mas a nota parou de evoluir a partir de 2009. Além disso, em nove estados (Acre, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Alagoas, Paraná, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Sul), o ensino médio chegou a retroceder em comparação com 2009.

Na média geral, o resultado do Ideb cumpriu a meta do MEC para o ano passado. Mas até o governo já admitiu que o desempenho do ensino médio foi pior que o esperado. Em entrevista coletiva, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que essa etapa de ensino é “um grande desafio” para qualquer sistema educacional.

Na Câmara, dois projetos de lei preveem a divulgação do Ideb de cada escola em murais visíveis a toda comunidade (PLs 1530/11 e 1536/11).

Muitas disciplinas
Um dos maiores problemas apontados por especialistas é o excesso de disciplinas ensinadas aos alunos. Hoje, o currículo do ensino médio tem 13 disciplinas obrigatórias. “Não há quem aguente, especialmente com atrasos escolares e avanços na idade, um currículo com 13 componentes isolados e enciclopédicos e que não atendem às necessidades de vida do jovem, que tem que saber o que quer e já fez opções importantes na vida”, alerta o professor da Universidade Católica de Brasília Cândido Alberto Gomes.

“Essa desmotivação acaba levando à evasão escolar”, alerta o diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF), Rodrigo Rodrigues.

O doutor em Economia Claudio de Moura Castro concorda. “O currículo atual é excessivo, tem disciplinas demais, é chato, não fala do mundo real, é desinteressante e, portanto, altamente desencorajador. É preciso um pai muito insistente para conseguir que um filho fique na escola. Na prática, metade vai embora depois de entrar no ensino médio”.

“É importante discutir qual é o objetivo do ensino médio para vida desses alunos? Hoje o ensino médio está pautado para realização do vestibular, e o vestibular é limitante, tem índices de exclusão muito grandes”, pondera Rodrigo Rodrigues.


Criado em: 27 set 2012 | Tags: ,
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Maioria dos Planos Municipais de Educação não foi construída de forma democrática

De acordo com um levantamento feito pela Secretaria da Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC), em 2011, das 5.565 prefeituras, somente 3.204 tinham Planos Municipais de Educação (PME), o que corresponde a 57% das cidades. A criação de um documento que defina diretrizes e metas para o setor no âmbito municipal para os próximos dez anos está prevista no primeiro Plano Nacional de Educação (2001-2010).

Além de possibilitar o planejamento de políticas a médio e longo prazo, o PME contribui para a superação de uma prática comum no Brasil: a descontinuidade das políticas públicas – já que ele ultrapassa o tempo de uma gestão. Nesse sentido, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) especialista em políticas educacionais, Rubens Barbosa de Camargo, enfatiza a importância da participação da sociedade na elaboração e efetivação desse instrumento.

“A maioria dos Planos Municipais de Educação não foi construída de forma democrática. Grande parte deles foi feita por consultorias e empresas, via Secretaria Municipal de Educação.” Segundo Rubens, isso transforma os Planos em um trabalho meramente técnico, fugindo da ideia de um processo de avaliação coletiva sobre como deve caminhar a educação nas cidades.

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Um estudo feito pelo MEC, no último dia 4 de setembro, revela que apenas 553 Secretarias Municipais de Educação declaram ter um PME “aprovado com respostas válidas” (sic). Os dados demonstram ainda que a existência de um conselho municipal da área não implica, necessariamente, na construção democrática de um PME, já que 1.383 municípios afirmaram ter Conselhos Municipais de Educação “com respostas válidas” (sic).

Para o vice-presidente da UNCME (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação), Artur Costa Neto, “um plano municipal vai ser mais democrático quanto mais democrático for a gestão democrática de um município, com conselhos municipais atuantes e formados por representantes da população e não só nomeados pelo prefeito”.

Costa Neto defende que o PME configure-se como um instrumento mobilizador, trazendo não só os conselhos para a esfera de debate, mas também toda a população interessada, por meio da participação nas conferências. “A participação da sociedade civil é importante não só na elaboração, mas na sua efetivação, para cobrar dos gestores que ele seja realmente cumprido e se concretize como um plano de Estado e não de gestão”, acrescenta.

A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) seria uma das formas de garantir esse processo, informa. Ela determina, entre outras coisas, que a educação básica, em cada rede e sistema de ensino do país, obedeça a critérios obrigatórios de qualidade. Além disso, pune os gestores municipais que administrem mal os recursos da área ou não cumpram metas de melhoria da educação determinadas em lei.

“O prefeito que não cumprir as metas do PME deve sofrer sanções, porque não tem o direito de passar por cima de uma intenção coletiva. O Executivo tem que respeitar a vontade do povo e nós temos que cobrar isso”. Para o vice-presidente da UNCME, outro passo fundamental é a avaliação constante, de modo que o Plano esteja sempre adequado à realidade.

Experiências democráticas

Apesar de grande parte dos Planos Municipais de Educação não ter sido construída democraticamente, há algumas experiências positivas Brasil afora.  Costa Neto relata que, em São José do Rio Preto (SP), os professores da rede pública participaram dos debates e do estudo prévio para avaliar a realidade da educação no município, antes de criar o documento. A análise foi apresentada, em seguida, a todas as instituições de ensino, com a intenção de agregá-las à discussão.

Outro exemplo é o Plano elaborado em Osasco (SP), que tem passado por um longo processo para converter-se em um sistema municipal. “Há muitos municípios que ainda não se assumiram enquanto sistema, já que não têm conselhos e nem participação das escolas na gestão, então quem faz tudo é a secretaria. Sem autonomia é muito difícil que um PME se concretize”, afirma.

Já Rubens cita como processos participativos os Planos de Araucária (PR), Suzano (SP) e o PME de São Paulo, atualmente na Justiça, graças a uma ação movida pelo Ministério Público, para apurar o atraso de dois anos do Executivo no envio para a Câmara dos Vereadores.

Conheça os Planos Munincipais de Educação de Rio Preto, Osasco, Araucária, Suzano e São Paulo.

Leia o documento norteador para elaboração de um PME.

Fonte: Portal Aprendiz


Criado em: 27 set 2012 | Tags: ,
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Educadora encontra forma lúdica de aproximar os alunos do Programa de Avaliação da Alfabetização

O boneco Proalfinha leva a importância da avaliação às escolas estaduais do município de Mutum.
Criado para medir e identificar as habilidades em relação à leitura, escrita, interpretação e síntese dos alunos do 3º ano do ensino fundamental, o Programa de Avaliação de Alfabetização (Proalfa), realiza durante esta semana a aplicação de provas para 400 mil estudantes em 851 municípios.

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Escola Estadual Euzébio Cabral de Governador Valadares se preparou nos últimos dois meses para o Proalfa. Foto: Arquivo escola


E foi pensando em uma forma de mobilizar e sensibilizar os alunos do 2º ao 4º ano do Ensino Fundamental, que também participam da avaliação de forma amostral, sobre a importância, a origem ou a razão da avaliação que a analista educacional, Fátima Gonçalves de Souza Costa, da Superintendência Regional de Ensino de Manhuaçu criou o boneco batizado de Proalfinha.  Ele é utilizado como mascote nas escolas do município de Mutum, no Vale do Rio Doce.

“Durante a visita às escolas, chego com a minha companhia de trabalho, o Proalfinha, que gosta de ficar dentro da sacola. Daí convido o mascote para dar um olá à turma. Logo, o diálogo se inicia. A criança nesta idade tem um poder de imaginação muito grande. Mesmo que ele seja apenas um fantoche,  as crianças dão vida ao personagem. Acreditam na sua existência e passam a interagir, fazer perguntas”, contou a analista que há 25 anos trabalha como educadora, e há sete na rede estadual de ensino.

Com um mês de vida, o Proalfinha que já visitou aproximadamente 360 alunos na cidade de Mutum, divisa com o estado do Espírito Santo, veio, segundo a analista educacional para explicar de uma forma lúdica a razão da prova. “O boneco, e o tom descontraído da abordagem, quebra a formalidade e o peso que a expressão ‘avaliação’ por si só traz para a criança. O Proalfinha vem para contar que a avaliação não é bicho papão. Explicamos que a avaliação é ampla, e que só irão responder aquilo que aprenderam”.

E os resultados são interessantes, conforme explicou Fátima. “É curioso as conclusões e desdobramentos que criam a partir desta conversa com o mascote. Certa vez perguntaram se o Proalfinha tinha pai. E ele respondeu: – tenho sim! É o Simave, Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública. E, logo em seguida, emendaram: – e a mãe do Proalfinha? É a dona provinha. O Programa de Avaliação da Educação Básica é o irmão mais velho…  E assim, destas correlações espontâneas, usando do elemento fantasioso que as crianças  vão entendendo todo o processo, a cadeia da avaliação”, explicou a criadora do boneco, que já está repercutindo na região. Professores e alunos das cidades adjacentes já procuraram a analista.

O Proalfinha, segundo ela, prima por tranquilizar o aluno, e conscientizá-lo que, em suma, a prova é um termômetro daquilo que aprenderam na escola, e que o Proalfa quer saber o que sabem, além de reforçar que a escola é o espaço para errar e aprender.

Questionada sobre o formato triangular do mascote, Fátima explicou que seu semblante faz alusão aos três anos que o Proalfa contempla. “Alguns alunos já fizeram correlação com a bandeira de Minas Gerais. E isso é legal. Aguçar a imaginação e aceitação deles”.

A analista pretende também entregar um Lápis com uma ponteira do Proalfinha, nas 13 escolas da rede estadual localizada no município de Mutum, como extensão da interação.

A importância do Proalfa estampada em escola de Governador Valadares

Em Governador Valadares, a Escola Estadual Euzébio Cabral desde agosto vem se preparando para o Proalfa. Segundo a diretora da escola, Elizeth Vial Neves, desde o lançamento do Projeto de Intervenção Pedagógica (PIP), em agosto, os 110 alunos pertencentes ao 3º ano do Ensino Fundamental, vem participando de atividades de conscientização sobre a prova. “Explicamos que o Proalfa só vem para somar, e que os resultados extraídos da avaliação influem na aprendizagem deles. Explicamos em uma linguagem mais simples, do que a prova se consiste e o porquê dela. Expomos os dados do último Proalfa nos corredores da escola, e chamamos a família para fazer intervenções. Além de ajudarem, os pais foram sensibilizados para ajudar os filhos nas competências que ainda não tinham avançado. E este trabalho de incentivo sobre a prova tem dado resultados. Os alunos vieram fazer a prova com mais tranqüilidade e conforto”.

Segundo Elizeth seus alunos já tem o Proalfa na ponta da língua e a expectativa é “batermos a meta do ano passado, quando todos os nossos alunos alcançaram o nível recomendado de proficiência”. A escola que só oferece os anos iniciais do Ensino Fundamental já se prepara para o Programa de Avaliação de educação Básica (Proeb), no final do ano. “Quando falamos da avaliação, aluno acha que vai ser punido, e explicamos que é bom para escola. Explicamos  que é um teste de habilidade que demonstra o sucesso ou não de políticas pedagógicas”, concluiu.

Programa de Avaliação de Alfabetização

O caderno de provas do Proalfa é composto por 39 questões e os estudantes têm cerca de duas horas para fazer a avaliação.  Os itens que compõem os testes do Proalfa são elaborados por especialista em alfabetização do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para elaboração dos itens do Proalfa, eles utilizam como referência a matriz curricular dos anos avaliados.

Os cadernos que são pré-testados e validados são enviados para as 47 Superintendências Regionais de Ensino, que são as responsáveis pela distribuição dos testes para as escolas. Para este ano, foram impressas, aproximadamente, 500 mil provas.

Após a realização da prova, os testes devem ser enviados às Superintendências, que são responsáveis por conferir e armazenar o material até que a empresa contratada pela SEE o recolha.

Resultados

A última edição do teste, realizada em 2011, mostrou que 88,9% dos estudantes desse ano de escolaridade estão no nível recomendável, ou seja, sabem ler e interpretar textos até os oito anos. De forma amostral, os anos dos 2º e 4º anos também fazem as provas.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Criado em: 26 set 2012 | Tags: ,
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Piauí, campeão em combate ao analfabetismo

O Piauí integra o topo da lista dos estados que apresentaram as maiores quedas no índice de analfabetismo do Brasil. Foi o que mostraram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, apresentado na última sexta (21/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o secretário de Estado da Educação e Cultura, Átila Lira, a política de valorização do ensino público com a implementação de ações e projetos como Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), o Palavra de Criança, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a implantação de 200 turmas de alfabetização por meio do projeto Travessia: Educação em Passos Largos, foram determinantes para os resultados positivos alcançados no último ano.

“A preocupação é garantir a continuidade dos estudos. Além de alfabetizar, o governador Wilson Martins tem a preocupação de garantir a oportunidade de continuidade dos estudos para todos, crianças, jovens e adultos”, ressalta Lira.

Outra metodologia para a extinção do analfabetismo da população urbana e rural, priorizando ações de alfabetização de jovens e adultos piauienses, são as parcerias entre organizações governamentais, não governamentais e privadas, que estão impulsionando a educação do Piauí.

“Reconhecemos que ainda é preciso avançar mais. No entanto, apesar da taxa de analfabetismo, o Piauí vem melhorando a passos largos, sendo o primeiro do País em crescimento das taxas de escolarização, frequência de crianças na escola, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), entre outros”, reforça o Secretário.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, considerou significativa a redução da taxa de analfabetismo entre 2009 e 2011.

“A dificuldade em erradicar o analfabetismo entre a população mais velha acontece, entre outros motivos, por barreiras culturais. Atingir pessoas com a faixa etária alta é difícil, mas essa queda mostra que os trabalhos dão resultado. Nos últimos anos, as quedas não foram como esperávamos. É uma maratona, mas estamos falando de uma redução de mais de um ponto percentual. A escuridão das letras deixou de existir para essas pessoas”, analisa Costa.

Programas que contribuem para a drástica redução do analfabetismo no Piauí

Para a diretora da Unidade de Educação de Jovens e Adultos, Oscarina Silva, o Estado tem muito a comemorar. Desde a implantação do PBA no Piauí, em 2003, a taxa de analfabetismo tem caído significativamente. Em 2003, o índice de analfabetismo era 30%. Em 2007, caiu para 27% e atualmente está em 17,2%.

“De fato, a queda foi bastante acentuada. Em apenas nove anos, o Piauí conseguiu reduzir em 12,8% o índice de analfabetismo no Estado. Os resultados das políticas educacionais têm se aperfeiçoado com o passar do tempo, com ações que ajudaram a diminuir, principalmente, a evasão escolar”, fala a Diretora.

O Programa Olhar Brasil também foi outro que favoreceu a diminuição na taxa de analfabetismo. Com o objetivo de minimizar os problemas oftalmológicos dos estudantes matriculados no Programa Brasil Alfabetizado, em 2010, foram contabilizados 60.000 consultas e 45.185 óculos distribuídos.

Outra ação importante contra o analfabetismo é o investimento previsto pelo governo federal de R$ 7,6 bilhões para abertura de 6 mil creches até 2014, como forma de diminuir o impacto negativo da renda familiar na educação infantil.

Fonte: Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Piauí


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Saego: apoio às escolas consideradas vulneráveis

Com nível de detalhamento do Idego é possível reorientar formações, metodologias e currículos

As médias de proficiência dos alunos das escolas estaduais nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, obtidas pela Secretaria de Estado da Educação pelo seu Sistema de Avaliação da Educação do Estado de Goiás (Saego), são um instrumento precioso para a gestão da educação na rede pública de ensino. O nível de detalhamento da avaliação, que serviu para o cálculo do primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana (Idego), permite saber anualmente quantos e quais os estudantes que se encontram em cada padrão da escala de proficiência nas duas disciplinas, o que possibilita intervenções pontuais em cada sala de aula para a redução das desigualdades educacionais entre as escolas. Ou seja, pela primeira vez, na rede estadual, está sendo possível conhecer o que cada estudante aprendeu ou deixou de aprender dentro da sala de aula.

Essas médias, de 5,5 para os anos iniciais do Ensino Fundamental, de 4,0 nos anos finais e de 3,5 no Ensino Médio, foram calculadas com base na Prova Goiás (que é um dos componentes do Saego), aplicada no ano passado.

Em cada Subsecretaria Regional de Educação, os diretores de Núcleos Pedagógicos, os coordenadores pedagógicos das escolas, os tutores e os gestores escolares receberam capacitação para utilizarem os resultados e reorientar as ações pedagógicas nas unidades educacionais. Todas as escolas já têm os cadernos com as notas dos seus alunos e as utilizam exclusivamente para fins pedagógicos. Em diferentes encontros, realizados em Goiânia e nas subsecretarias regionais, os analistas e especialistas do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), parceira da Secretaria da Educação na aplicação e análise do Saego, apresentaram à equipe pedagógica os caminhos para o uso dos resultados da Prova Goiás.

Para o professor, a análise detalhada da situação da turma de alunos dá oportunidade para que ele reveja metodologias e conteúdos, se aperfeiçoe e dê atenção especial aos estudantes com mais dificuldades, o encaminhe para reforço ou atendimento no contraturno escolar. Para a Secretaria da Educação, os dados ajudam a definir e a organizar melhor as políticas para o atendimento pedagógico, de acordo com a necessidade de cada escola e de cada subsecretaria regional.

Direcionamento de ações
A partir das notas do Idego, a Secretaria de Educação pode, por exemplo, direcionar o programa de formação continuada dos professores, com cursos que atendam as necessidades e particularidades da rede, como o curso “Faces da Geometria”, para professores de Matemática, que está sendo realizado para todas as regionais; a revisão de conteúdos; a produção de material didático pedagógico; a correção de fluxo; e a reformulação de currículos em todas as etapas do ensino. Tudo isso visando reduzir as desigualdades dentro das escolas da rede estadual. Detectar e dar suporte diferenciado às escolas em situação vulnerável é uma estratégia que é adotada em Goiás. Por isso os mecanismos de avaliação são bem-vindos.

Ao mesmo tempo em que adota medidas de apoio à aprendizagem, como o Programa de Apoio e Suporte Pedagógico (Pasp) e o da Formação – Mediação Inovadora, a Secretaria da Educação também estimula o aprendizado entre aqueles que estão mais avançados, tornando o ensino mais atrativo, com aulas mais dinâmicas e metodologias diferenciadas.

Fonte: Secretaria da Educação do Estado de Goiás


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Estudantes do ensino fundamental fazem provas do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa)

Mais de 400 mil alunos de escolas estaduais e municipais do Estado fazem o teste.

Durante essa semana, mais de 400 mil estudantes do ensino fundamental fazem as provas do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), avaliação desenvolvida pelo Governo de Minas. Além dos estudantes da rede estadual de ensino, fazem a avaliação alunos das redes municipais de 851 municípios mineiros.

O Proalfa é uma avaliação feita com todos os estudantes do 3º ano do ensino fundamental — fim do ciclo de alfabetização — e identifica os níveis de aprendizagem em relação à leitura, escrita, interpretação e síntese dos alunos. A última edição do teste, realizada em 2011, mostrou que 88,9% dos estudantes desse ano de escolaridade estão no nível recomendável, ou seja, sabem ler e interpretar textos até os oito anos. De forma amostral, os anos dos 2º e 4º anos também fazem as provas.

A superintendente de Avaliação Educacional, Maria Inês Barroso Simões, destaca a importância de um ambiente tranquilo para a aplicação das provas. “O diretor, como coordenador do processo, deve propiciar um clima favorável para que os alunos possam fazer o teste com calma para que o resultado esteja o mais próximo possível da realidade da escola”.

O caderno de provas do Proalfa é composto por 30 questões e os estudantes têm cerca de duas horas para fazer a avaliação.  Os itens que compõem os testes do Proalfa são elaborados por especialista em alfabetização do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para elaboração dos itens do Proalfa, eles utilizam como referência a matriz curricular dos anos avaliados. Após a elaboração, os itens são pré-testados e validados. Aqueles adequados são selecionados para compor o teste do Proalfa.

Distribuição dos cadernos de prova

Os cadernos foram impressos dois meses antes da aplicação das provas e foram enviados para as 47 Superintendências Regionais de Ensino, que são as responsáveis pela distribuição dos testes para as escolas. As instituições são orientadas a guardar o material em local seguro, com acesso restrito ao diretor ou à pessoa por ele autorizada. Para este ano, foram impressas, aproximadamente, 500 mil provas.

Os pacotes de testes são distribuídos lacrados e só podem ser abertos dentro da sala de aula, no momento da aplicação. Após a realização da prova, o professor deve lacrar o pacote novamente, ainda dentro da sala e entregá-lo ao diretor. Os testes devem ser enviados às Superintendências, que são responsáveis por conferir e armazenar o material até que a empresa contratada pela SEE o recolha.

Capacitação dos educadores

Para que a aplicação dos testes aconteça da melhor maneira possível, servidores da Superintendência de Avaliação Educacional, da Secretaria de Estado de Educação, capacitaram técnicos das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Esses técnicos foram os responsáveis por capacitar os diretores das escolas de sua jurisdição.

Durante a capacitação, os diretores de escolas tiveram contato com o manual de orientações do Proalfa, documento que traz todas as orientações para aplicação do teste. “É importante que o diretor, como coordenador do processo de aplicação em sua escola siga o manual para padronizar a aplicação do Proalfa”, ressalta a Superintendente de Avaliação Educacional, Maria Inês Barroso Simões.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Criado em: 25 set 2012 | Tags: ,
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Divulgado Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana

A Secretaria da Educação (Seduc) divulga o primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana, obtido a partir dos resultados da Prova Goiás, aplicada em novembro do ano passado. O índice, proposto no plano de reforma educacional, o Pacto pela Educação, permite ao Governo de Goiás ter, anualmente, a radiografia do ensino e do aprendizado nas escolas da rede estadual para definir com mais agilidade as intervenções pedagógicas necessárias à melhoria da educação.

Nos anos iniciais (1º ao 5º) do Ensino Fundamental, as escolas da rede estadual alcançaram o índice 5,5, enquanto nos anos finais (6º ao 9º) o índice das escolas atingiu nota 4. No Ensino Médio, as escolas alcançaram o índice 3,5.

O índice é um dos componentes do Sistema de Avaliação do Estado de Goiás (Saego), criado pela atual gestão, e que engloba também a Prova Goiás, aplicada em toda a rede estadual para avaliar o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática. As provas são aplicadas para os alunos das séries finais das três etapas da educação básica.

As provas do Saego (Prova Goiás), que originam os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Goiana, realizadas pela Secretaria da Educação em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foram aplicadas em novembro de 2011 e feitas especificamente para a avaliação das escolas goianas.

Com este sistema próprio de avaliação, a Seduc poderá identificar potencialidades e limitações para redefinir ações e estratégias de apoio a situações de maior vulnerabilidade. O Saego também representa um importante instrumento para mensurar a eficácia das políticas públicas formuladas para a rede pública estadual, pois fornece uma espécie de “raio X” do desempenho do aluno, enquanto outros indicadores, como o Ideb, divulga os resultados das escolas. Outro ponto positivo do Saego, em comparação com o próprio Ideb, é que esse sistema de avaliação da Seduc é anual, ou seja, divulgado num espaço menor de tempo, permite, com mais agilidade, o redirecionamento de esforços e a adoção de novas iniciativas para melhorar o sistema educacional.

O Idego possibilitará ao Governo de Goiás, a partir de agora, definir novas metas para as escolas estaduais com base no índice alcançado em 2011. Essas metas poderão, inclusive, ser revisadas ano a ano, o que não era possível ser feito só com os índices nacionais calculados pelo Governo Federal. “Hoje, por meio do Saego, uma escola da rede pública estadual sabe qual o desempenho de cada aluno. Isto permite que ela reveja ações e estratégias e foque em quem não está muito bem e, ao mesmo tempo, continue incentivando aqueles que estão se destacando. O Saego também possibilita a implementação de programas específicos que melhorem ainda mais o processo de ensino e aprendizagem”, afirma o chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica da Seduc, professor Raph Gomes Alves.

Fonte: dm.com.br


Criado em: 24 set 2012 | Tags: , ,
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Enfraquecimento de programas públicos de educação de jovens e adultos preocupa

São Paulo – A falta de políticas públicas de municípios, estados e governo federal para a educação de jovens e adultos tem mostrado uma perda de foco no aprendizado que preocupa aqueles que acompanham o setor. A divulgação insuficiente da existência de cursos voltados a este segmento e o acanhamento daqueles que carecem de alfabetização são outros fatores que ajudam a explicar a trajetória de queda no oferecimento de vagas de Educação de Jovens e Adultos, o chamado EJA.

Dados preliminares do Censo Escolar, divulgados recentemente pelo ministério da Educação, mostram que de 2009 a 2012 a quantidade de alunos jovens e adultos na rede pública caiu 17,2%. Os números ainda podem passar por revisão, mas de todo modo revelam um recuo significativo em um espaço curto de tempo. De 39,1 milhões de alunos que estudavam na modalidade EJA em 2009, o país passou a ter neste ano 32,4 milhões.

Professores e entidades da sociedade civil apontam que os cursos de EJA  vêm fechando progressivamente. Prefeituras e governo estaduais dizem que encerram as turmas por conta da falta de procura. Os governos estaduais afirmam o mesmo. O governo federal, por sua vez, não tem nenhum programa específico para EJA e concentra esforços e investimentos no programa Brasil Alfabetizado, que se limita a acabar com o analfabetismo, mas não compreende a escolarização.

A historiadora e doutora em educação Maria Alice Santos acredita que as políticas públicas são sustentadas por um pensamento de que a alfabetização basta. Ela é professora da Universidade de Guarulhos e integra o projeto MOVA-Brasil, que promove a alfabetização em diversos estados do Brasil, e o Fórum EJA-SP, que reivindica políticas públicas para a modalidade. “Achar que em pouco tempo a pessoa aprende a leitura e a escrita é um problema histórico das campanhas. Não é assim que se faz. As pessoas têm de fazer uso do aprendizado. O público de EJA, muitas vezes, não tem recursos pra comprar um jornal diário ou livros. Então, é o espaço escolar é o que garante esse estudo”, diz.

A modalidade EJA faz parte da política educacional brasileira desde o primeiro Plano Nacional de Educação (PNE), criado pela Constituição de 1934, mas foi o sucesso do Método Paulo Freire que a levou a ser instalada em diversas regiões do Brasil, na década de 1960. O filósofo e pedagago que o criou sistematizava a alfabetização de adultos com os chamados “círculos de cultura”, nos quais a aprendizagem surgia a partir da realidade e da necessidade dos alunos. O governo deixou de se limitar à alfabetização e compreender também a escolarização de jovens e adultos em 1971, com a criação de uma política nacional que fornecia ensino supletivo para pessoas de 15 anos ou mais.

Desde então, o analfabetismo no Brasil apresentou boas quedas. De um índice de 50% de analfabetismo em 1950, o país passou a ter somente 9,6% de sua população analfabeta, de acordo com o Censo IBGE 2010. Contudo, o analfabetismo funcional, no qual figuram aqueles que apesar de saberem ler e escrever, não conseguem interpretar textos e no qual o IBGE insere as pessoas com menos de quatro anos de escolaridade, ainda atinge 20,3% da população brasileira. E a escolaridade com ensino médio completo entre pessoas de 25 anos ou mais é um benefício de somente 23% dos brasileiros.

Segundo Maria Alice, o alto índice de analfabetismo funcional se deve à falta de escolaridade. “O aluno fica entre oito e onze meses no Brasil Alfabetizado. Mas se ele não amplia o conhecimento da escrita e da leitura, esquece-o. O aluno que passa por um período de alfabetização precisa garantir seu direito à continuidade.”

Uma das reivindicações do Fórum EJA-SP é de que a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), órgão do Ministério da Educação responsável por EJA, vincule o Brasil Alfabetizado ao atendimento em EJA. “A secretaria não conseguiu estabelecer exatamente a articulação de garantir a continuidade, pelos municípios e estados, dos estudos dessas pessoas”, comenta Maria Alice. Ela conta que desde 2010 essa secretaria tenta implementar a Agenda Territorial de EJA, cujo objetivo é que o estado trace metas para a educação de jovens e adultos. Contudo, até agora muitos estados não aderiram, e os que o fizeram não tiveram recursos para alcançar os alvos.

No Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), EJA é a modalidade que menos recebe recursos. “A verba não vem discriminada por segmento ou por modalidade. Mas há um entendimento de que não é necessário investimento em infraestrutura para que exista o atendimento de EJA, pois ele é feito com a estrutura da escola regular. Os recursos destinados seriam só para pagar professores. Mas nós não conseguimos reverter eles à ampliação da rede de EJA. Pelo contrário, os municípios não estão investindo nisso”, observa a historiadora.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na sexta-feira (21) pelo IBGE, a taxa de analfabetismo recuou 1,1 ponto percentual entre 2009 e 2011, e agora representa 8,6% da população com 15 ou mais anos de idade, ou seja, 12, 9 milhões de pessoas. Dentro deste grupo, 96,1% têm 25 anos ou mais de idade e, entre eles, 60% superam os 50 anos.

Para Maria Alice, há dois grandes motivos para a suposta queda na demanda. Um deles está relacionado a uma espécie de acanhamento. “Aqueles que não têm escolaridade ficam envergonhados de assumirem isso”. O outro é a falta de divulgação de que havia salas de EJA, o que levou o Fórum EJA-SP a solicitar ao Ministério Público Estadual que apresentasse ações contra as secretarias de educação do estado e da capital paulista. “Eles diziam que faziam chamada pública de que estavam abertas as inscrições para EJA no Diário Oficial. E algumas escolas colocavam faixas em frente. Nós brigamos, queríamos que a chamada fosse veiculada no rádio, na televisão.”

São Paulo

Atualmente, a maioria das turmas de EJA está em escolas municipais e estaduais convencionais, com atendimento à noite. Na cidade de São Paulo, entretanto, a prefeitura de Marta Suplicy (PT) desenvolveu os centros de integração de educação de jovens e adultos (Ciejas), que atendem exclusivamente jovens com escolarização tardia e adultos que não tiveram a oportunidade de estudar formalmente. Há, atualemente, 13 deles.

A pedagoga Eda Luiz foi uma das articuladoras do projeto. A ideia de fazer um EJA diferenciado surgiu no governo de Luiza Erundina (hoje no PSB) entre 1989 e 1994, que observara situação similar em uma visita ao Canadá. Durante a década de 1990, as turmas de EJA eram oferecidas apenas no período noturno, mas Eda não concordava com esse limite de atendimento e passou a oferecer aulas durante todo o dia. “A cidade de São Paulo funciona durante 24 horas, não posso ter um EJA só à noite, porque excluiria vários trabalhadores.”

Hoje, Eda dirige o Cieja Campo Limpo, com 1492 estudantes matriculados – o maior da cidade. O centro oferece seis períodos, durante a manhã, a tarde e a noite. “Tenho pessoas que trabalham a noite inteira e vêm para aula de manhã e só depois vão descansar. No período da tarde, temos as donas de casa. E à noite, há gente que trabalha durante todo o dia.” Ela contou que várias de suas alunas estudam escondidas de seus maridos. “Tem companheiros que não permitem que a esposa estude, dizem que coloca minhoca na cabeça dela. Muitos deles vêm buscá-las aqui, quando as descobrem.” Segundo Eda, muitas dessas mulheres procuram voltar à escola para ajudar seus filhos e netos. “Uma família com pais escolarizados garante o desempenho do filho em sua própria escola”.

O Cieja Campo Limpo utiliza o Método Paulo Freire e faz com que os estudantes de diferentes idades tenham de conviver. Ela acredita que os adultos deixam de procurar as salas de EJA porque são tratados como crianças nas escolas. “A escola regular não está preparada para receber a modalidade EJA, é formatada para atender crianças de 5 a 14 anos. Imagine um adulto que trabalhou o dia inteiro, saiu correndo do trabalho, correu do ponto de ônibus e, quando chega na porta da escola, dizem a ele que não pode entrar, porque está atrasado, e terá de esperar pela próxima aula. Ele se cansa e desiste”, disse Eda.

José Serra (PSDB) tentou acabar com os Ciejas durante sua prefeitura, entre 2004 e 2008. Mas a empreitada foi deixada de lado por conta da pressão popular. À época, os secretários estadual e municipal de Educação visitaram uma escola próxima ao Cieja Campo Limpo, junto com uma equipe da TV Globo, para gravar uma reportagem sobre a reparação da caixa d’água que iriam promover ali. Eda mobilizou alguns de seus estudantes, e eles apareceram com placas que diziam: “O Cieja não pode acabar”, durante a gravação. Os secretários pediram que a filmagem fosse interrompida, e Alexandre Schneider (PSDB), atualmente vice de Serra na eleição municipal, à época secretário de Educação, marcou uma reunião com Eda. No dia do encontro, além dela, estavam presentes cerca de mil alunos. “Se o Cieja acabar, não vamos ter onde estudar”, disseram os alunos a Schneider. A prefeitura, então, desistiu do plano.

Fonte: Rede Brasil Atual


Criado em: 24 set 2012 | Tags: ,
Categoria: Notícias |

Professores do Estado do Rio de Janeiro conhecem o sistema educacional de Coreia do Sul e China

A comitiva conhece experiências bem-sucedidas.

Uma comitiva da Secretaria de Estado de Educação iniciou na última semana uma missão à Coreia do Sul (Seul) e à China (Pequim e Xangai). O foco da visita a esses países é conhecer os sistemas de avaliações para estudantes e docentes, unidades escolares e como se desenvolvem as políticas educacionais.

A missão é formada por docentes, diretores de escolas, diretores regionais, gestores públicos e membros das superintendências de Avaliação e de Gestão de Pessoas.

- Quando iniciamos nosso planejamento estratégico, em 2011, buscamos muitas informações e nos baseamos nos sistemas coreano e chinês. Colhemos excelentes resultados, e agora queremos avançar ainda mais. Para isso, nada melhor do que conhecer de perto o sistema educacional desses locais -, afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.

Na Coreia do Sul, o objetivo é conhecer o sistema de avaliações externas e as unidades escolares. Na quarta-feira (19/09), a comitiva fez reuniões no Ministério da Educação da Coreia do Sul; no Korean Educational Development Institute (KEDI) e no Korea Institute for Curriculum and Evaluation (KICE).

Na quinta-feira (20/09), os professores visitaram a província de Chungcheongbuk, onde se reuniram com representantes da Secretaria de Educação local. Em seguida, a comitiva visitou escolas, entre elas a Science High School.

“A Coreia do Sul quer transformar-se em uma potência em recursos humanos. Para isso, temos que ser sempre os melhores em Educação. Nossos estudantes são brilhantes, mas a nossa organização é essencial para isso”, afirmou Taeje Seong, presidente do KICE, instituto criado em 1998, e especialista em avaliação de estudantes.

Já o presidente do KEDI – instituto especializado em estudar os sistemas de Educação e seus avanços -, afirmou que a Coreia quer tornar-se o país mais avançado do mundo em estudos do funcionamento do cérebro, para ajudar crianças e jovens a serem cada vez melhores.

O diretor da divisão de planejamento educacional do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, Chon Hong Kim, explicou que a Educação coreana se baseia no tripé “família, escola e aluno”. “As famílias aqui participam diretamente da educação. Vão às escolas, ajudam no trânsito na hora da entrada e saída e acompanham as lições”, contou.

Segundo a diretora geral do Ministério, Youmi Suh, uma das principais características do desenvolvimento educacional está na formação dos professores.

“Os mais bem avaliados recebem incentivos e treinamento no exterior”, disse.

Na China, o foco da missão é conhecer o sistema de gestão de pessoas, assim como o sistema de meritocracia e seleção. Em Pequim, os representantes da Seeduc visitarão os Órgãos Nacional e Local de Educação e unidades escolares.

Já em Xangai, os professores fluminenses reúnem-se com autoridades e representantes locais, para debater como Xangai atua na Educação e conhecer o que a levou a ser a 1ª no ranking internacional do PISA (Programme for International Student Assessment), além de visitar colégios e conversar com estudantes. Depois, encontram-se com membros do Órgão Local de Educação de Xangai.

Proposta de intercâmbio no último dia de visita à Coreia do Sul

Nesta sexta-feira (21/09), a delegação da Secretaria de Estado de Educação, liderada pelo secretário Wilson Risolia, visitou a província de Chungcheongbukdo.

Os professores conheceram a Science High School; o Museu da Educação (Students Education and Cultural Center); e reuniram-se com o governador de Educação de Chungcheongbukdo – o equivalente a secretário de Estado de Educação local -, Lee Kee Yong.

Risolia e Lee Kee Yong iniciaram uma negociação para que haja um intercâmbio entre alunos e professores coreanos e fluminenses, para que os dois estados possam desenvolver novas parcerias educacionais.

“Vamos estreitar laços e crescer conjuntamente”, afirmou o governador de Chungcheongbukdo.

Risolia propôs a criação de um colégio nos moldes do programa Dupla Escola, no qual o governo coreano seria parceiro na área de ciências exatas, para a educação de futuros cientistas.

Em Chungcheongbukdo, há a Science High School, uma academia de Ciências fundada em 1989 com foco em experimentações científicas.

 

“Já formamos mais de mil cientistas. Os nossos alunos desejam ser doutores antes dos 30 anos de idade. Essa é uma escola que, se o desempenho do estudantes for acima da média, ele pode entrar para a universidade já na 2ª série do Ensino Médio”, disse o diretor geral do colégio, Sang-Ju Hyun.

 

A comitiva da Seeduc visitou, ainda, o Students Education and Cultural Center, um museu que conta a história da Educação coreana.

 

 

Informações sobre o sistema educacional da Província de Chungcheongbukdo:

- Foi, por três anos consecutivos, a melhor província da Coreia do Sul em Educação;

- O professor é avaliado anualmente;

- As escolas que apresentarem melhores práticas de gestão recebem bônus;

- Possui 238 mil alunos e 14 mil docentes;

- Os alunos com pior desempenho recebem acompanhamento individual;

- O governo coreano não arca com transporte nem com uniformes para os estudantes;

- O orçamento anual é de US$ 1,7 bilhão, incluindo verba do governo federal, local e doações.

Informações sobre o sistema educacional coreano:

- Após cursar faculdade de Pedagogia, o cidadão, para se tornar professor, além de fazer concurso, passa por exame, entrevista e prova prática;

- Um professor, para tornar-se diretor adjunto de escola, tem que ter, no mínimo, 21 anos de rede;

- A Coreia do Sul possui 11,5 milhões de estudantes e 551 mil docentes;

- O salário de um professor com dez anos de rede é de cerca de US$ 3 mil;

- A cada cinco anos, o docente é transferido para novos postos de trabalho;

- 2,7% da receita tributada destinam-se a investimentos em Educação;

- O país investe 4,5% do PIB em Educação;

- Há, por ano, 650 mil inscritos para o vestibular;

- A Coreia tem 49 milhões de habitantes;

- 99% dos alunos fazem cursos extracurriculares;

- Cinco anos após se formar, o docente volta para a universidade e faz especialização com carga horária de 300 horas.

 


Criado em: 24 set 2012 | Tags:
Categoria: Avaliação Externa, Notícias |

RS: novo sistema de avaliação de escolas será lançado amanhã

A Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul vai lançar na terça-feira um novo modelo de avaliação escolar. Escolas estaduais, Coordenadorias Regionais de Educação e a sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) passarão a ser avaliadas institucionalmente pelo Sistema Estadual de Avaliação Participativa (Seap) da Educação. As instituições serão analisadas por todos os membros que as compõem – alunos, professores, equipes diretivas, pais e responsáveis, servidores, gestores.

Segundo o secretário da Educação, José Clóvis de Azevedo, a ideia é utilizar o sistema para construir um diagnóstico que “permita compreender e decifrar aquilo que está além do que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) tem mostrado sobre a realidade do Estado”.

O Seap está dividido em seis dimensões: gestão institucional; espaço físico; organização e ambiente de trabalho; condições de acesso, permanência e sucesso da escola; formação dos profissionais da educação e práticas pedagógicas e de avaliação e cinquenta indicadores com seus respectivos descritores. As dimensões geram 50 indicadores cada, e estes têm cinco descritores – da situação ideal, valor 5, à situação precária, valor 1 – num total de 250 descritores.

Composto por seis cadernos orientadores (três dirigidos às instituições – escolas, CREs e órgão central – e três relacionados com a política de recursos humanos – avaliação de docentes, professores e especialistas, diretores e vice-diretores de escolas), o SEAP se divide em três pilares: diagnóstico e análise institucional (escolas, CREs e Órgão Central) e análise de indivíduos.

Em relação aos profissionais da Educação, o Seap é composto por três cadernos, docentes, professores e especialistas e diretores e vice-diretores. São 20 indicadores, com cinco descritores cada. O novo sistema altera o Decreto 34.823/93, no que se refere à promoção de professores e especialistas em educação por merecimento, cuja pontuação passa a ter centralidade na formação inicial e continuada (o sistema em vigência confere à formação 13,47% da pontuação; este índice, pela nova proposta, passa para 64,86%). O percurso individual contará com 20 indicadores, com cinco descritores cada, totalizando 100 descritores.

Fonte: Terra


Criado em: 24 set 2012 | Tags:
Categoria: Notícias |