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Educadores discutem avaliação do ensino em Campina Grande e Sousa

Cerca de 180 educadores participam, até a próxima sexta-feira (22), da II Oficina de Apropriação e Utilização dos Resultados de 2012 do Sistema de Avaliação da Educação da Paraíba – Avaliando IDEPB. Até esta terça-feira (19), o encontro acontece no Campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no Bairro de Bodocongó, em Campina Grande. Já na quinta-feira (21) e sexta-feira (22) será realizado no Centro de Treinamento na cidade de Sousa, para os profissionais das regionais de Patos, Pombal e Sousa.

Do total de profissionais que estão participando do encontro, 160 professores são do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, e 20 técnicos e coordenadores pedagógicos da Secretaria de Estado da Educação (SEE) e das Gerências Regionais de Educação de Campina Grande, Sousa, Cajazeiras e Pombal. A primeira oficina foi realizada em dezembro de 2012, para coordenadores e técnicos pedagógicos das 14 Gerências Regionais de Educação.

O objetivo da II Oficina é capacitar os participantes nos temas concernentes à avaliação realizada na Paraíba e à interpretação e compreensão dos resultados do Avaliando IDEPB. A oficina será ofertada através de parceria entre a SEE e o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF).

O Sistema de Avaliação da Educação da Paraíba – Avaliando IDEPB observou, em 2012, 47.260 estudantes dos 223 municípios da rede estadual de ensino. O número corresponde a alunos de 648 escolas de um total de 1.092 turmas, sendo 379 referentes ao 5º ano do Ensino Fundamental, 381 do 9º ano do Ensino Fundamental e 332 do 3º ano do Ensino Médio.

Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação da Paraíba – Avaliando IDEPB vai possibilitar aos gestores planejar a execução de políticas públicas, criar metas de qualidade e equidade educacionais e promover mecanismos de formação continuada. Os diretores das unidades escolares devem elaborar a avaliação institucional e o projeto pedagógico da escola, além de monitorar a qualidade do ensino ofertado.

Avaliando IDEPB – O Sistema de Avaliação da Educação da Paraíba e as Metas para a Educação Básica constituem uma política do Estado cuja diretriz é assegurar a melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem da educação pública por meio do estabelecimento de metas e resultados, que farão parte das ações de modernização da gestão pública da Educação no Estado. O objetivo é melhorar os indicadores educacionais e sociais, sobretudo o Índice de Desenvolvimento da Educação da Paraíba (IDEPB).

Além disso, o sistema de avaliação vai permitir o diagnóstico no âmbito pedagógico de outras variáveis inerentes à gestão do processo ensino e aprendizagem, por meio de indicadores como gestão escolar, desempenho e perfil de professores, formação pedagógica dos profissionais, planejamento curricular e estrutura física e organizacional da escola.

Fonte: Governo do Estado da Paraíba


Criado em: 20 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Cristovam lamenta posição do Brasil no IDH e critica governo por não assumir ‘tragédia’ na educação

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou, nesta segunda-feira (18), que a 85ª posição ocupada pelo Brasil no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma vergonha para o país. O senador criticou o governo brasileiro, que, segundo ele, não assume a “tragédia” vivida pelo país e não busca alternativas para melhorar a “vergonhosa” colocação.

- Saíram, primeiro, dizendo que havia alguns erros. Depois, que nós tínhamos avançado muito. Enquanto o Brasil preferir a ilusão de que já foi pior, nós não vamos melhorar suficientemente. Pena que o governo brasileiro não tenha aproveitado esse momento para reconhecer a tragédia que nós vivemos – afirmou.

O senador ressaltou que a mau desempenho na educação é o principal ponto que leva o Brasil a permanecer em uma posição ruim no IDH. Ele destacou países que, mesmo tendo atravessado uma situação de guerra recentemente, tiveram o desempenho melhor do que o Brasil. Entre eles, a Croácia e a Sérvia.

- Lamentei ver o nosso governo, as suas autoridades, comemorando avanços irrelevantes, tentando encontrar desculpas, em vez de assumir a tragédia que nós vivemos – disse.

Cristovam afirmou que se fossem inseridos critérios como desigualdade de renda, violência e baixa qualidade da educação no cálculo do IDH, o Brasil ocuparia uma posição ainda mais baixa no ranking.

- E se a gente analisasse o índice de leitura? Somos um dos mais pobres. Se nós colocássemos no IDH o número de meninos trabalhando em vez de estarem na escola, e, aí , o número de meninas e meninos vivendo na prostituição por pobreza? O IDH seria muito pior – lamentou.

Em aparte, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que pouco importa o Brasil estar entre as 10 maiores economias do mundo se a concentração de renda e a desigualdade social continuam.

Fonte: Agência Senado


Criado em: 19 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Alvaro Dias apresenta emenda à MP do Alfabetização na Idade Certa

O senador Alvaro Dias comunicou a apresentação de uma emenda à medida provisória que instiuiu o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Essa MP – que após modificações passou a tramitar como Projeto de Lei de Conversão (PLV 2/2013) – estabelece que as escolas públicas devem alfabetizar os alunos até os oitos anos de idade. A emenda reduz esse limite para seis anos.

– Se o aluno do colégio particular aprende a ler e a escrever no primeiro ano, por que a expectativa para quem depende da rede pública é maior? – questionou ele, reproduzindo as palavras de uma consultora em educação.

Alvaro Dias lembrou que, logo após a medida provisória ser anunciada, um dos pontos mais criticados foi justamente o limite de oito anos para a alfabetização. Um dos críticos foi o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que ressaltou que “as crianças das classes média e alta aprendem a ler e a escrever muito antes dos oitos anos”.

Ao destacar que sua emenda se baseia na avaliação de especialistas, Alvaro Dias citou a consultora em educação Ilona Becskeházi, para quem “o mote de alfabetizar aos oito anos, ao final do terceiro ano do ensino fundamental, é péssimo; foi uma escolha política confortável para o Ministério da Educação”. Ela sustenta que as crianças têm capacidade para se alfabetizar aos seis anos.

O senador também citou outros especialistas, como o neurocientista Ivan Izquierdo. De acordo com esse pesquisador, as crianças têm condições de dominar e usar a linguagem desde os três anos e, aos seis, já podem estar alfabetizadas.

Outro especialista mencionado foi o professor João Batista Araujo e Oliveira, diretor-presidente do Instituto Alfa e Beto. Segundo João Batista, seis anos é a idade na qual ocorre a alfabetização na maioria dos países com idioma de complexidade similar à da língua portuguesa.

Esta é a íntegra da emenda de Alvaro Dias:

“Dê-se ao artigo 1º da Medida Provisória nº 586, de 2012, a seguinte redação:

Art. 1º Esta Medida Provisória dispõe sobre o apoio técnico e financeiro da União aos entes federados no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, com a finalidade de promover a alfabetização dos estudantes até os seis anos de idade, ao final do 1º ano do ensino fundamental da educação básica pública, aferida por avaliações periódicas.

JUSTIFICAÇÃO

Seis anos é a idade de alfabetização na maior parte dos países desenvolvidos. A opção de se alfabetizar até os oito anos de idade foi uma escolha política demasiadamente confortável par o Ministério da Educação, como afirmou a consultora educacional Ilona Becskeházy.

O Brasil precisa ousar, precisa de metas mais ambiciosas. Manter parâmetros de qualidade em níveis muito baixos, como seria a meta de alfabetização até os oito anos, significa insistir na falta de atenção à educação.”

Fonte: Agência Senado


Criado em: 19 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Modelo de educação escolar deve ser questionado, diz pesquisador da USP

Diversos problemas da educação, como as doenças e a deserção de professores, podem ser causados pela própria estrutura da escola. Essa é a ideia que sintetiza o conceito de “abolicionismo escolar”, criado pelo pesquisador Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, mestre pela Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo).

A escola, segundo sua análise, é uma ferramenta do Estado para gerenciar as populações urbanas – da mesma forma que o manicômio, a polícia, a prisão e o hospital, baseado no filósofo francês Michel Foucault.

Ele esclarece não ter respostas para os problemas, porém aponta que o formato da educação baseado na escola deve ser questionado. “Não tenho a solução para os problemas escolares, mas diria que devemos começar a duvidar das soluções escolares que são vendidas todos os dias com as mais diversas intenções e pelos preços mais variados”, completa.

Confira a entrevista a seguir.

UOL Educação – Como você imagina a educação sem a escola?

Camargo – A minha pergunta é: por que temos tanta dificuldade em imaginar uma educação sem escola? Por que, na maioria das vezes, imaginamos que sem escolas o nosso universo social entraria em colapso? Por que a escola se tornou esse limite cognitivo para pensarmos a educação e a própria sociedade?

UOL Educação – Quais características da escola tornam sua rotina “insuportável”, do seu ponto de vista? Isso sempre fez parte da vida escolar?

Camargo - É preciso chamar atenção para o fato de que, do século 19 ao início do século 21, nenhuma reforma educacional, teorizada ou praticada, modificou substancialmente a rotina do cotidiano escolar no que tange ao sequestro dos corpos infantis e ao controle rigoroso do espaço e do tempo a que estão submetidos todos aqueles que são escolarizados.

Apesar das aparentes modificações ao longo do tempo (da palmatória ao palmtop), a escola é uma instituição que parece conservar sua essência já há muito naturalizada: todos os dias, uma legião de crianças, dotadas de um número de matrícula, um uniforme, um caderno de notas, são confinadas por algumas (ou muitas) horas no interior de salas de aula, sob a supervisão de um professor, para que possam ocupar o tempo e aprender alguma coisa, pouco importa a variação moral dos conteúdos e das estratégias didático-metodológicas de ensino.

O que realmente está em jogo nessa reclusão diária não é tanto a aprendizagem, mas a forma pela qual é produzida uma específica forma de vida: o sujeito escolar.

No caso específico da minha investigação, tentei demonstrar que a recente “epidemia” de doenças ocupacionais é a manifestação atual desse velho problema da insuportabilidade da rotina escolar. Por que se suporta esse insuportável? Por que queremos que as pessoas que lá estão – alunos, professores, funcionários – vivenciem esse insuportável de uma maneira ética, criativa, eficiente?

UOL Educação – No Brasil, houve rejeição do projeto de lei que regulamentaria o ensino domiciliar, em 2011. A que se atribui essa decisão?

Camargo – Uma educação não escolar é um grande tabu para as nossas sociedades modernas e industriais. Isso porque a instituição escolar é vista como um espaço necessário de transição entre o universo privado da família e a esfera pública da política. Além disso, no Brasil, a escolarização massiva da população é um fenômeno recente e incompleto e, por isso mesmo, a recusa à obrigatoriedade da escola ainda é vista como uma ameaça ao desenvolvimento do Estado e à inserção dos contingentes populacionais ao sistema produtivo.

Contudo, não é difícil prever que o questionamento deste “direito à escola”, que na verdade é uma obrigação legal, tende a ser cada vez mais frequente nas próximas décadas.

UOL Educação – Quais seriam os indícios de que o sistema escolar esteja “em vias de explodir”, como você diz em sua pesquisa?

Camargo – A minha hipótese geral de trabalho era a de que os problemas clássicos do universo escolar, tais como a indisciplina, a evasão e até mesmo a violência são respostas políticas [à crise da escola].

As rachaduras da hegemonia da escola se apresentam nas tragédias que cotidianamente suspendem, ainda que temporariamente, a ordem escolar. Daí o meu interesse em estudar o fastio, a patologização e a criminalização dos professores e dos alunos. Quando o insuportável da escola não puder mais ser administrado pelas ciências do Estado algo acontecerá: talvez uma explosão, como previa Foucault, talvez apenas o desaparecimento gradual e silencioso dessa tecnologia de governo da infância.

UOL Educação – A escola, como instituição, estaria atualmente “agonizante”? Ela não estaria mais dando conta de tornar as crianças “contemporâneas de seu próprio tempo”, como você coloca?

Camargo - A queixa mais recorrente é essa: a escola está agonizante, a escola está em crise etc. Antes de qualquer coisa, é preciso reconhecer que as mazelas da escola são muito rentáveis e parecem se proliferar na mesma medida em que proliferam os diagnósticos e os prognósticos para uma possível cura.

É o grande paradoxo da estrutura escolar: criticamos quase tudo o que se passa na escola (os alunos, os professores, os conteúdos, os gestores, os políticos) e, ao mesmo tempo, desejamos mais escolas, mais professores, mais alunos, mais conteúdos e disciplinas.

Da minha perspectiva, não se trata de agonia da estrutura escolar. A ideia é exatamente o contrário. A minha questão é: será possível não mais tentar resolver os problemas da escola, mas compreender a existência da escola como um grave problema político?

UOL Educação – Essa “escola” de que fala também inclui a universidade? Que tipo de formato de educação substituiria o ensino superior?

Camargo - Se pararmos para pensar nas mudanças ocorridas na última década, sobretudo ao que se refere à produção e ao compartilhamento de informações, não é difícil imaginarmos que a vida universitária tal qual a conhecemos, como seus doutores catedráticos, seus arcaicos rituais de fala, sua estrutura de poder centralizada e sua forma específica de legitimação da nossa ordem social a partir de títulos acadêmicos, não sobreviverá até o fim deste século.

UOL Educação – Por fim, você questiona se o desaparecimento da escola não seria a “morte” do homem moderno. O fim da escola significaria também o início de um novo formato de sociedade?

Camargo - Há muito tempo especula-se sobre tal morte e ela é sempre adiada. O que gostaria de enfatizar é que ninguém pode dizer como será a sociedade sem escolas, mas acredito que num futuro não tão distantes as pessoas já não conseguirão imaginar como eram as sociedades com escolas.

E antes que me pergunte qual a solução para os impasses atuais da escola: eu diria que devemos começar a duvidar das soluções escolares que são vendidas todos os dias com as mais diversas intenções e pelos preços mais variados.

Fonte: Portal Uol


Criado em: 19 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Reforma no ensino médio deve considerar meios digitais

Brasília – Uma reforma no ensino médio deve levar em consideração os meios digitais, defende a presidenta da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios. Em audiência pública, na Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio, Amábile disse que a etapa do ensino médio precisa de “uma mudança muito radical para o qual o país, nem na escola pública e nem na particular, está preparado”. A mudança envolve uma aprendizagem aberta, com integração de conteúdos, intermediada pela tecnologia.

A comissão especial foi criada em maio do ano passado com o objetivo de apresentar uma proposta de alteração da legislação atual até o final deste ano.  Além das audiências, a comissão deve agendar seminários a nível estadual e nacional. Nesta terça-feira (12), foi discutido o ensino privado. O segmento representa 15% das matrículas em ensino médio no país, de acordo com dados da Fenep.

De acordo com Amábile, a preocupação não deve ser apenas a integração das disciplinas – discutido em 1996 para a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), já disponíveis para a adoção pelas escolas  -  mas uma maior integração com os conteúdos digitais. As tecnologias “mudam a função dos professores. O aluno está com o conhecimento nas mãos, sem barreiras. E na internet, as disciplinas são integradas”.

Para a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM), a reestruturação dessa etapa do ensino está ligada à formação dos professores. “O retalhamento do currículo é algo presente na formação do professor. Nas universidades eles aprendem pouco do que vão aplicar em sala de aula. É possível constatar que muitas vezes os conteúdos que os alunos não sabem, não são dominados pelos professores”.

Segundo o Censo da Educação Básica de 2011, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 8,4 milhões estudantes estão no ensino médio público ou privado.

Fonte: Agência Brasil


Criado em: 13 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Câmara aprova prazo de 6 anos para professores concluírem graduação

O prazo contará da posse em cargo na rede pública de ensino para quem for aprovado em concurso e será válido para os professores com nível médio.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, texto do Senado ao projeto de lei do Poder Executivo, que fixa em seis anos o prazo para professores da educação básica, com formação de nível médio, concluírem curso superior de graduação plena. O projeto aprovado seguirá agora à sanção presidencial.

O prazo contará da posse em cargo docente na rede pública de ensino para quem for aprovado em concurso e será válido para os professores com nível médio. Os deputados aprovaram destaque retirando do projeto a penalidade de inabilitação do professor que não cumprir o prazo de seis anos para concluir a licenciatura para os que estão trabalhando nas escolas da rede pública.

Outro destaque aprovado retira do texto a revogação da garantia de vaga, em escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental, mais próxima da residência da criança a partir dos 4 anos de idade. O projeto também prevê, anualmente, o recenseamento de crianças e adolescentes em idade escolar, de jovens e adultos que não concluíram a educação básica.

Fonte: Terra


Criado em: 13 mar 2013 | Categoria: Notícias |

8 formas de avaliar sem ser por múltipla escolha

Especialistas trazem outras alternativas para que professores se atentem a outras ferramentas de medição de conhecimento.

“A prova vai ser dissertativa ou de múltipla escola?”. Quem é o aluno, às vésperas de uma prova, que nunca se inquietou sobre como seria avaliado? Em carteiras enfileiradas, sem poder mexer o pescoço para o lado: ameaça de “pesca” ou “cola” (a depender de onde o aluno venha)! Mas serão apenas essas as únicas formas de avaliar o aprendizado dos estudantes? Não! É o que apontam especialistas, que vêm trazendo outras alternativas para que professores se atentem a outras ferramentas de medição – especialmente às da vida real. Por exemplo, uma maratona ou um concurso de dança poderiam valer créditos à disciplina de educação física ou então um trabalho voluntário no bairro valer como nota para a disciplina de estudos sociais ou língua portuguesa.

Veja também:
link Notícia publicada originalmente pelo Portal Porvir

Confira então oito dicas que podem ajudar esses educadores sobre como avaliar os estudantes sem ser por meio de testes padronizados.

1. Games

Mais e mais jogos estão sendo criados não apenas como uma forma de entretenimento. Os games educativos, por exemplo, permitem aos alunos que aprendam o tempo inteiro enquanto jogam, na medida em que vão passando de fase –ao contrário de uma prova tradicional. Cada estudante tem seu próprio ritmo de aprendizagem, o que traduz o grau de cada um. Um bom exemplo é o Manga Hi e os games que estão sendo desenvolvidos pela Tamboro, empresa brasileira que se dedica exclusivamente à criação de jogos educativos.

2. Desafio

Por que marcar X numa prova, se na vida real somos avaliados de acordo com aquilo que fazemos e as atitudes que tomamos? Não é raro escutar por aí que, em vez dos clássicos testes de múltipla escolha, os professores deveriam avaliar seus alunos a a partir de desafios da vida real. Essa modalidade de avaliação funciona assim: o professor dá uma missão para o aluno e ele, com as habilidades que vem desenvolvendo na escola, precisa resolvê-la. Essa missão pode ter inúmeras características.

Nos EUA, a startup Rad Matter serve como uma vitrine para que os alunos mostrem seus talentos a empresas que estão buscando jovens profissionais. A cada contato entre empresa e aluno, uma missão é dada e o aluno é desafiado a conclui-la. Na escola, o desempenho dos alunos nessas missões podem ser considerados para compor sua nota na disciplina mais cabível.

No Brasil, um iniciativa está levando alunos da periferia de São Paulo a praticar esportes radicais, como escalada ou Le Parkour. A intenção é fazê-los sair de suas zonas de conforto e desenvolver regras de convivência, trabalho em equipe e autoconhecimento

3. Badges e pontos

Os badges (em um paralelo simples, como se fossem medalhas dos escoteiros) vêm se popularizando como um mecanismo de recompensa em jogos casuais e redes sociais como foursquare.com – na qual o usuário faz um check-in e, por isso, ganha pontos a cada lugar em que marca onde está. Transportados à educação, os badges podem ser usados para demonstrar a conclusão (bem sucedida) de uma atividade. Um exemplo disso é o Codecademy, site que ensina aos estudantes a programar. E a cada nível de codificação que avançam, eles vão recebendo badges e ganhando pontos.

4. Trabalhos reais

Outra forma de avaliação é o incentivo aos estudantes para que saiam para fora da sala de aula e realizem trabalhos de verdade. Na Catherine Ferguson, nos Estados, escola dedicada a adolescentes grávidas ou que já se tornaram mães, parte do currículo das alunas é composto por trabalhos bem mão na massa, como como ajudar a construir casas, nos bairros vizinhos, para colegas que não têm onde morar.

5. Lideranças virtuais

Estudantes mundo afora estão realizando trabalhos incríveis… Mas não na escola. Eles estão fazendo vídeos virais, escrevendo textos ou publicando seus próprios blogs etc. Considerado um paradigma atual, o problema é muitas escolas ainda não entenderam que podem contar com a internet e as tecnologias móveis para potencializar o talento de seus alunos. O que acaba acontecendo é que o mundo da escola e o virtual ficam totalmente separados e muitos talentos deixam de ser valorizados. Um exemplo que ilustra isso é o caso da menina Isadora Faber, que criou um blog para denunciar os problemas de sua escola e inspirou inúmeros Diários de Classe no Brasil. Já em uma matéria apresentada pelo Porvir, é possível saber como professores devem lidar com jovens talentosos. O que os alunos fazem no universo virtual podem e devem ser considerados nas disciplinas de comunicação e expressão.

6. Talentos

Ao contrário dos pontos oferecidos apenas para as atividades realizadas na escola, por que não oferecê-los para atividades realizadas também para além da sala de aula? Por exemplo, uma maratona, um concurso de dança ou um torneio de vôlei poderiam valer pontos na disciplina de educação física; um diário de bordo, a partir de uma viagem, poderia valer para créditos em estudos sociais; um recital, para ganhar nota na disciplina de música. Essas seriam situações em que a avaliação não vem da escola, mas do cotidiano desses jovens, do mundo real deles.

7. Personalização

A avaliação precisa ser personalizada ao aluno, não padronizado para o sistema. Plataformas vêm surgindo para trabalhar de maneira individual o ensino. A Knewton, por exemplo, é uma das mais importantes do mundo. O ambiente virtual entrega o conteúdo aos alunos de diferentes formas e lhes propõe atividades ou exercícios, de acordo com o desenvolvimento de cada um.

8. Portfólios virtuais

Os portfólios virtuais podem ser uma boa opção para que os estudantes reúnam suas produções – sejam músicas, desenhos, textos, vídeos etc. Esses materiais podem ser hospedados em um blog, na intranet da faculdade e da escola ou até mesmo em programas gratuitos adotados pelo professor para compartilhamento de arquivos. Uma plataforma nova que pode ajudar os alunos a construírem seus portfólios é aKnowit App. O Porvir escreveu uma matéria sobre como os blogs, que podem ser usados como portfólios online, são boas ferramentas para melhorar a escrita dos alunos e também ajudam professores a trabalhar temas como uso de mídias sociais, cidadania digital e direitos autorais.

Com informações do The Innovative Educator

Fonte: www.estadao.com.br


Criado em: 13 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Evento destaca educação 3.0 na gestão escolar

Os gestores estão preparados para o uso da educação 3.0? Se não, o Geduc 2013, evento que ocorre entre os dias 20 e 22 de março, em São Paulo, pretende ajudar esses profissionais a descobrir as tendências da área. Com o tema norteador Educação 3.0: Quais os novos desafios para a gestão?, o encontro se dará em torno de debates sobre seis grandes temas, entre eles os desafios para a gestão escolar, as práticas didáticas bem sucedidas e as tendências educacionais no ensino superior e na educação básica. Os interessados em participar podem se inscrever no site do evento – que é pago, com desconto até a sexta-feira, 15.

Durante os três dias, participarão do encontro diferentes especialistas nacionais e também figuras de renome internacional, como Jim Lengel, especialista em educação 3.0 e professor na Hunter College, na Universidade de Nova York. Lengel realizará uma palestra magna sobre o tema. Enquanto isso, Barbara Bruns, economista-chefe do Banco Mundial, responsável pela educação na América Latina e Caribe, vai destacar como alcançar uma educação de nível mundial. A diretora do Inspirare, Anna Penido, participa do evento do painel destinado à inovação. Confira a lista completa de palestrantes no site: http://www.humus.com.br/geduc/palestrantes.htm#mail

O evento será realizado no Hotel Maksoud Plaza. Em meio a fóruns, workshops e palestras, que ocorrerão durante todo o dia, a ideia é preparar presidentes, reitores e diretores de instituições de ensino do País tanto nas áreas administrativa quanto pedagógica para lidar com a educação 3.0.

Dentro de cada um dos seis temas serão realizadas palestras específicas. Na educação básica, por exemplo, a abordagem será sobre o bilinguismo e a sala de aula. Já no ensino superior será colocada em pauta a didática e as novas tendências da prática pedagógica universitária. De acordo com Sônia Simões Colombo, presidente da Comissão do Geduc, a educação 3.0 surge como uma forma de revolucionar a gestão como um todo, para muito além da estrutura, metodologia ou dinâmica da sala de aula. “O desafio é saber como as instituições de ensino vão se adequar a essa evolução, como capacitarão os docentes para a atual realidade, como desenvolverão os processos organizacionais para poderem atender às novas necessidades e expectativas dos alunos e como poderão fortalecer o negócio educação de maneira sustentável.”

Fonte: http://porvir.org/porpensar/evento-em-sp-destaca-educacao-3-0-na-gestao-escolar/20130308 (Estadão)


Criado em: 12 mar 2013 | Categoria: Notícias |

TCU e tribunais de contas vão fiscalizar ensino médio público

O TCU (Tribunal de Contas da União) e os tribunais de Contas brasileiros vão fiscalizar ações do governo no ensino médio. No dia 21 de março, os tribunais, a Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil) e o IRB (Instituto Rui Barbosa) assinam termo de cooperação técnica para fazer auditoria na área de educação. A assinatura ocorre no Encontro do Conselho Deliberativo da Atricon e Reunião das Diretorias da Atricon, do IRB e Presidentes de Tribunais de Contas, em Brasília.

A cooperação está prevista para durar 36 meses e é a primeira entre os tribunais para a área da educação. O trabalho pretende identificar os principais problemas que afetam a qualidade e a cobertura do ensino médio no Brasil, bem como avaliar as ações governamentais para resolver essas questões.

De acordo com nota do TCU, a auditoria começará pelo ensino médio para que se tenha “condições de ver o crescimento do país nessa área”. A auditoria visa a conscientizar os gestores de que “é necessário cumprir a lei”. O ministro Valmir Campelo será o relator do processo no âmbito do TCU.

A auditoria poderá avaliar, entre outros aspectos, índices de qualidade; taxas de acesso, conclusão e evasão dos estudantes; avaliação da adequação do currículo e das diretrizes e práticas pedagógicas aos objetivos declarados relativos ao ensino médio; análise da infraestrutura das escolas; dos programas previstos no plano plurianual e respectiva implantação; qualificação dos funcionários e professores; condições de trabalho oferecidas; gestão escolar; perfil de estudantes de acordo com o desempenho e a permanência nessa etapa do ensino; análise dos recursos orçamentários previstos para melhoria do ensino médio; identificação de escolas bem-sucedidas e boas práticas.

Cada tribunal fará auditorias independentes e elaborará relatórios. O TCU será responsável por consolidar em um único documento com o que foi apurado nos estados. O relatório final terá também recomendações que serão encaminhadas às áreas cabíveis e, posteriormente, fiscalizadas pelos próprios tribunais.

O ensino médio foi escolhido, de acordo com o TCU, pois, segundo dados do Censo da Educação Básica de 2011, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira),  mais de 7,1 milhões estudantes do ensino médio estão na rede estadual. Isso representa 97,3% das matrículas desse período escolar. A  rede municipal registra 80 mil matrículas, segundo dados do mesmo censo.

Fonte: Portal UOL

 


Criado em: 12 mar 2013 | Categoria: Notícias |

Cristovam comenta números de relatório sobre a educação no Brasil

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) comentou nesta segunda-feira (11) os dados do relatório De Olho nas Metas 2012, divulgado na última semana pelo movimento Todos Pela Educação. O documento aponta defasagem no cumprimento de várias metas, além de desigualdade entre resultados de escolas públicas e particulares e entre as regiões do país.

- A desigualdade de um estado para o outro é terrível. O norte tem metade do nível de aprendizado do centro-sul, que já é baixo – criticou.

O relatório é produzido anualmente pelo movimento Todos Pela Educação para o acompanhamento dos indicadores de atendimento escolar à população de 4 a 17 anos, alfabetização, desempenho dos alunos no ensino fundamental e médio, conclusão dos estudos e financiamento da educação. O objetivo é monitorar metas fixadas pelo movimento.

Entre os pontos comentados pelo senador está o fato de 8% das crianças em idade escolar estarem fora da escola, o que equivale, conforme disse, a 3,8 milhões de crianças.

O senador voltou a defender sua proposta de federalização da educação de base no Brasil. Para ele, as crianças brasileiras deveriam ter a mesma qualidade da educação em qualquer parte do país, independentemente do município em que nasceram.

- Não há como ter uma educação em todo o país nas mãos dos pobres coitados prefeitos do Brasil – disse o senador.

Em aparte, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) relatou avanços obtidos nos últimos anos de governo. Já o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) pediu a ajuda de Cristovam para a aprovação de emenda à MP 586/12, que traz incentivos à alfabetização. A emenda, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), pretendia mudar de 8 para 6 anos a idade ideal para alfabetização nas escolas, mas foi rejeitada na Câmara dos Deputados.

Segundo Aloysio Nunes, Cristovam deveria pedir ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a tramitação rápida da MP a fim de possibilitar a aprovação da mudança com tempo para que o texto voltasse para a Câmara dos Deputados. A vigência da MP vai até 18 de abril. Cristovam aceitou a sugestão.

- Aceito essa sua tarefa. Hoje mesmo vou pedir uma audiência – afirmou.

Fonte: Agência Senado


Criado em: 12 mar 2013 | Categoria: Notícias |
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