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CAEd e UFJF debatem mudanças no sistema de ensino com parceiros nacionais e internacionais

CAEd e UFJF discutem educação do século XXI com parceiros nacionais e internacionais

CAEd e UFJF discutem educação do século XXI com parceiros nacionais e internacionais

Representantes de três países e quatro estados brasileiros se reuniram, na manhã dessa terça-feira (17), com o reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Henrique Duque, e diretores do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd). Durante o encontro, foram discutidas perspectivas para a educação do século XXI e parcerias internacionais para melhorar a qualidade do sistema de ensino a partir das ações do CAEd.

O professor da Universidade Havard (EUA), Fernando Rimers – que está na cidade para ministrar o curso “Liderança Educacional e Competências para o Século 21”, do Programa de Pós-Graduação do CAEd – ressaltou a importância das avaliações educacionais em larga escala realizadas pelo CAEd. Ele sugeriu ao reitor que a UFJF tomasse a iniciativa de unir gestores de instituições de ensino de todo o mundo para debater os desafios na formação dos novos cidadãos e como superá-los a partir de intervenções pedagógicas em sala de aula.

Henrique Duque ressaltou a importância da parceria com os estados e países onde o CAEd e a universidade estão presentes. Para ele, são extremamente válidas as trocas de conhecimento e informações entre pessoas que vivem em realidades diferentes. “É benéfico, pois há a soma dos pontos positivos de várias localidades. Nós temos a interação de professores do CAEd com docentes de outras universidades de vários estados e estamos agora iniciando convênios com instituições de ensino superior em diversos países”.

Coordenadora geral do CAEd, Lina Kátia (esq.) ao lado do professor de Harvard, Fernando Reimers

Coordenadora geral do CAEd, Lina Kátia (esq.) ao lado do professor de Harvard, Fernando Reimers

O secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia Rodrigues, que desde 2008 mantém parceria com o CAEd, também participou do encontro. Durante a reunião, ele apresentou os avanços alcançados na política educacional do estado a partir da avaliação em larga escala dos estudantes.

Ao final do encontro, Henrique Duque chamou a atenção para a implantação do Parque Tecnológico da UFJF e prometeu novidades importantes para Juiz de Fora no segundo semestre deste ano.


Criado em: 18 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Projeto Rondon aproxima culturas gaúcha e paraense

Projeto Rondon vai às salas de aula

Projeto Rondon vai às salas de aula

Belém – Rondonistas de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, estão levando um pouco da cultura gaúcha para o município paraense de Curuçá. Além de ensinar danças típicas em oficinas para a comunidade, os estudantes universitários se apresentaram ontem (13) no 36º Festival do Folclore da cidade, um dos maiores do estado do Pará.

De acordo com a professora e coordenadora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Ana Maria Migott, que participou de outras operações do Projeto Rondon, a troca de cultura é um grande aprendizado. “É uma mistura de açaí com chimarrão. Ninguém que perder ou transformar a sua cultura. É uma troca mesmo, a gente conhece a cultura, mas ninguém diz que uma é melhor do que outra”.

Os moradores da cidade de Curuçá, que fica a 136 quilômetros de Belém, receberam bem os rondonistas. Em apenas uma semana, mais de 900 pessoas participaram das atividades do projeto. Segundo Ana Maria, as oficinas de inglês e informática foram as mais procuradas. “É um povo muito festivo, que gosta de receber. Mostrar essa realidade para o jovem, que amanhã vai ser o profissional, é mostrar a vida do país onde ele vive.”

Durante uma das oficinas, os estudantes da UPF Juliano Zanon, 19 anos, e Carolina Vasconcelos Damitz, 20 anos, fizeram uma apresentação de chamamé e milonga, danças típicas do Rio Grande do Sul. Segundo Zanon, além das danças, os rondonistas ensinaram os paraenses a tomar chimarrão. Já os curuçaenses ensinaram o carimbó e mostraram a riqueza da culinária paraense, como o cupuaçu e o tacacá.

“A gente mostra as nossas danças, mas no final eles falam que a gente também tem de aprender a dançar carimbó. Tínhamos uma visão do que era o carimbó, mas chegando aqui vimos que é algo totalmente diferente”, disse o estudante, que também é professor de dança.

Moradora de Curuçá, a professora Tatiane Santana Barbosa, 32 anos, vai aproveitar o aprendizado adquirido nas oficinas do Projeto Rondon em sala de aula. “Achei bastante proveitoso. Não é que nós estejamos parados no tempo, mas para a gente, como professor, ter mais conhecimento enriquece a sala de aula e o nosso trabalho.”

Em relação à cultura, a professora acredita que a troca de experiências e informações sobre diferentes regiões do país é inovadora. “O meu contato é mais [com] o Pará e a Bahia, porque nunca tive contato com outros estados. A gente faz a pesquisa de internet e fica sabendo [da cultura de outros estados], mas concretamente, vendo as pessoas, é a primeira vez.”

Fonte: Agência Brasil


Criado em: 16 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Designers criam móveis para tentar melhorar rendimento de alunos

O Ello, por exemplo, é composto por várias placas

O Ello é composto por várias placas

Um dos projetos, o H Concept é uma espécie de placa de madeira que pode ser encaixada em outras unidades para formar banquinhos, mesinhas, prateleiras ou mesmo uma horta

Um porta-objeto que se transforma em prateleira, banquinho e uma horta. Mesas que ajudam crianças da educação infantil a estudar a pirâmide alimentar. Cadeiras com pontas arredondadas para facilitar a interação entre alunos. Essas são algumas das inovações criadas por pesquisadores e universitários da área do design, pensadas especialmente para beneficiar o aprendizado de estudantes em sala de aula e auxiliar os professores nos seus trabalhos.
Para efetivamente inovar no cotidiano das escolas, todas as novas ideias nasceram de uma pesquisa de campo. Em visita à Creche Boa Esperança, na vila Orfanatrófio, em Porto Alegre, estudantes do curso de Design do UniRitter ouviram demandas dos pedagogos, analisaram a estrutura do prédio e projetaram novos objetos para as crianças que estudavam em um ambiente de poucos recursos. Coordenador da disciplina e diretor do Núcleo de Design e Inovação Social do centro universitário, Daniel Quintana Sperb explica que os alunos procuraram criar projetos que beneficiassem as crianças no que diz respeito à aprendizagem afetiva, cognitiva e motora.

Móveis especiais para a educação Infantil

Placas de madeira encaixáveis formam banquinhos, mesinhas, prateleiras etc.

O H Concept, por exemplo, é uma espécie de placa de madeira que pode ser encaixada em outras unidades para formar banquinhos, mesinhas, prateleiras e até mesmo uma horta. “É um grande case de trabalho interdisciplinar, porque além de ser vários produtos ao mesmo tempo, trabalha a educação alimentar e a criatividade ao ensinar crianças a cuidarem de uma horta, aproveitando garrafas pet, e a montar o produto em diferentes formas”, explica o docente. Seguindo a mesma linha, o Projeto Para busca trabalhar questões nutricionais ao propor uma mesa com chapas cujos adesivos coloridos ensinam conceitos sobre a pirâmide alimentar. Outra inovação é o Ello, composto por várias placas que podem ser unidas para formar prateleiras ou até mesmo um grande banco disposto na sala de aula.

Segundo Sperb, todos os projetos são voltados à educação infantil e têm baixo custo, já que a matéria-prima vem do estoque excedente de fábricas. Ele afirma que, até o momento, há duas empresas interessadas em participar do projeto para disponibilizar os produtos no mercado. Enquanto isso, outra turma está em fase de apresentação de uma nova leva de objetos – dentre eles, um móvel grande de dois níveis no qual os pequenos podem guardar livros na divisão superior ou brincar, seja em cima ou mesmo na parte de baixo.

Pesquisa da UEMG aponta defeitos e soluções no mobiliário escolar brasileiro
As escolas brasileiras não se preocupam com o mobiliário escolar e com a ergonomia de seus móveis, aponta uma pesquisa feita em Belo Horizonte pela Universidade do Estado de Minas Gerais com o objetivo de trazer soluções de design para as salas de aula. Coordenada pelo professor da Escola de Design, Rogério Tobias, os estudos demonstraram que mesas e cadeiras promovem um constrangimento postural – isto é, o estudante sente várias dores pelo corpo devido aos defeitos ergonômicos do móvel e não por causa de uma eventual má postura. “As cadeiras prendem a circulação das pernas e causam formigamento. O aluno, então, precisa levantar, ir beber água ou no banheiro para se recuperar”, explica o docente.

Como saída, foi criada uma cadeira cujo assento de madeira é bipartido, deixando um espaço para evitar dores após muito tempo na mesma posição, além de evitar escorregamentos.

Outro problema constatado é que frequentemente uma mesma sala de aula dispõe de mesas e cadeiras do mesmo tamanho para crianças e adultos do EJA, apesar da diferença no comprimento de braços e pernas. A solução foi criar uma carteira cuja altura fosse ideal para qualquer idade. Aproveitando uma demanda dos alunos, o móvel recebeu um buraco reservado para um copo plástico a fim de evitar derramamentos e que, quando vazio, serve de lixo. Para completar, as mesas são leves e em forma de trapézio, em vez de retangulares, para que vários alunos possam se juntar em círculo nas dinâmicas de grupo, além de facilitar o espaço de movimentação do professor durante a aula. A pesquisa de Tobias terá continuação: desta vez, focada no mobiliário para professores.

Veja as fotos

Todos os móveis foram feitos em parceria com o Centro de Estudos em Design de Madeira (CEMA) da UEMG. O coordenador do centro, José Nunes Filho, mantinha uma pesquisa cujo foco era implementar técnicas de design nas marcenarias e pequenas empresas do interior de Minas Gerais. Além de usar madeira da região e serem de fácil fabricação, os móveis foram planejados para serem leves, na expectativa de facilitar a mudança de lugares para dinâmicas entre a turma.

Fonte: Cartola – Agência de Conteúdo – Especial para o Terra


Criado em: 16 jul 2012 | Categoria: Notícias |

52 milhões de livros para ensino fundamental em 2013

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) distribuirá, em 2013, 52 milhões de livros para estudantes dos três primeiros anos do ensino fundamental. A informação foi dada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal nessa terça-feira (10).

O orçamento previsto para o PNLD é de R$ 1,48 bilhão em 2012. Além das compras de novos livros, também serão feitas a reposição e a complementação dos livros distribuídos para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, além de livros para bibliotecas.

O programa tem como principal objetivo subsidiar o trabalho pedagógico dos professores, por meio da distribuição de coleções de livros didáticos aos alunos da educação básica. Os livros são selecionados a partir de um edital, que define os critérios, prazos e procedimentos para os detentores dos direitos autorais encaminharem as obras para o Ministério da Educação.

Depois disso, as coleções passam por uma triagem das especificações técnicas, e depois são entregues para avaliação pedagógica, sem informações de identificação (autor, editora, etc). Após a seleção das obras, o MEC publica o Guia de Livros Didáticos, com resenhas das coleções aprovadas. O guia é encaminhado às escolas, que escolhem, entre os títulos disponíveis, aqueles que melhor atendem ao seu projeto pedagógico.

De acordo com o ministro, o processo de avaliação e seleção do livro didático é feito pelas universidades federais. “Com esse mecanismo aberto e democrático expressamos a pluralidade do debate cultural e teórico”, explicou Mercadante. O ministro também destacou que os professores terão acesso a todas as obras em formato digital a partir do próximo ano.

Durante a audiência, Mercadante também apresentou dados sobre outros programas do governo federal: atendimento da educação infantil, com a construção de 5.562 creches e pré-escolas, educação integral, que contou com a adesão de 32.284 escolas ao programa Mais Educação, superando a meta prevista para 2014, e a dupla matrícula na educação especial.

Fonte: Estadão.com


Criado em: 11 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Seduc e UFJF realizam oficinas com base nos resultados do Saepi

Aconteceu na tarde desta terça-feira (10), as oficinas de divulgação e aprovação de resultados da Edição 2011 do Sistema de Avaliação Educacional do Piauí (Saepi). O evento tem o objetivo de capacitar os participantes para analisar e interpretar dados obtidos com os resultados do Saepi e posteriormente trabalhá-los nas escolas, para criação de ações desenvolvidas a partir desses estudos.

O diretor da Unidade de Planejamento da Seduc, Nonato Moura, ressalta os bons resultados no que diz respeito à participação dos municípios no evento. “Nós tivemos êxito, pois 223 municípios aderiram espontaneamente ao sistema de avaliação e isso permite que nós tenhamos um diagnóstico da situação dos nossos alunos”, afirmou.

Além dos 223 municípios, participam do evento os 21 gerentes e coordenadores regionais, técnicos da Seduc e representantes do CAEd/UFJF. Estão sendo realizadas 06 oficinas de língua portuguesa e matemática, com o 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

O evento é realizado pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc), em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora CAEd/UFJF. As oficinas acontecem no Hotel Blue Tree – Rio Poty, até quarta-feira (11).

Fonte: Secretaria da Educação e Cultura do Piauí


Criado em: 11 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Pesquisadora propõe transformação que garante melhora em escolas

Uma pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) trouxe da Espanha para o Brasil, há 10 anos, o conceito de “Comunidades de Aprendizagem”, uma proposta de transformação das escolas que tem o objetivo de garantir a máxima aprendizagem, a convivência plena na diversidade e a participação da comunidade em todos os processos e decisões.

Desde então, a professora Roseli Rodrigues de Mello, do Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSCar, dedicou-se a trabalhar na adaptação da proposta à realidade brasileira – esforço que resultou na transformação de quatro escolas de São Carlos (SP) em comunidades de aprendizagem .

As bases conceituais da proposta – assim como a experiência de adaptação ao Brasil e a implantação do programa na cidade do interior paulista – estão detalhadas no livro “Comunidades de Aprendizagem: outra escola é possível” .

Mello escreveu a obra em coautoria com Fabiana Marini Braga e Vanessa Gabassa, duas de suas orientandas que tiveram participação no processo. O trabalho de Mello com a proposta de comunidades de aprendizagem começou em 2001, quando realizou pós-doutorado no Centro Especial de Investigação em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdades (CREA), da Universidade de Barcelona, na Espanha.

“Fui a Barcelona para estudar esse programa que aproxima a escola das famílias dos estudantes e da comunidade, abrindo-se para uma gestão compartilhada e dialogada com o entorno, a fim de efetivar a aprendizagem de conteúdos de alta qualidade para todos os estudantes da rede pública. A proposta une o conceito de aprendizagem dialógica à noção de diversidade cultural como riqueza humana”, disse Mello.

De volta ao Brasil em 2002, a professora difundiu a proposta junto à Secretaria Municipal de Educação de São Carlos, que encampou a ideia. A partir daí, teve início o processo de implantação da transformação em escolas do município.

“Comecei a orientar mestrados e doutorados com projetos voltados para investigar a capacidade de adaptação da proposta. Era preciso saber se seria possível implantar as comunidades de aprendizagem em um formato idêntico ao modelo espanhol, ou se havia especificidades locais que precisavam ser consideradas”, declarou Mello.

Braga, que foi orientada por Mello no mestrado e doutorado, fez uma leitura comparativa do contexto da legislação na Espanha e no Brasil. “A comparação teve o objetivo de identificar se a legislação brasileira favoreceria ou atrapalharia a transformação das escolas¿, contou Mello.

A partir de então, entre 2007 e 2009, Mello coordenou o projeto “Comunidades de Aprendizagem: aposta na qualidade de aprendizagem, na igualdade de diferenças e na democratização da gestão da escola”, financiado pela Fapesp por meio do Programa de Melhoria do Ensino Público. Gabassa, nesse momento, terminava seu mestrado sobre comunidades de aprendizagem e iniciava seu doutorado sobre o impacto da aprendizagem na sala de aula.

A obra, segundo Mello, é fruto de 10 anos de pesquisas. “O livro conta toda essa trajetória e descreve o que desenvolvemos na pesquisa e no trabalho de implantação dessas Comunidades de Aprendizagem no Brasil”, disse.

Atualmente, em São Carlos três escolas municipais de ensino fundamental e uma escola estadual de ensino médio funcionam como Comunidades de Aprendizagem, segundo Mello. “O programa de Comunidades de Aprendizagem prevê a transformação das escolas para garantir dois objetivos fundamentais. O primeiro é a aprendizagem dos conteúdos escolares com a máxima qualidade para todos os estudantes da escola. O segundo é efetivar na escola o que chamamos de convivência respeitosa entre as muitas culturas e formas de ser dos alunos, professores e comunidade”, explicou.

A fim de garantir a aprendizagem máxima para todos os alunos – que historicamente não ocorre nas escolas brasileiras – o programa prevê trazer a comunidade para dentro da escola e nunca afastar o aluno da sala de aula. “Chamamos o pessoal da comunidade para participar das discussões, levantar problemas e considerar perspectivas de solução junto com o conselho da escola, intensificando sua interação com os estudantes”, afirmou.

A transformação, segundo Mello, requer todo um processo de estudo com base na sociologia, na psicologia, nas teorias das organizações e nas teorias da aprendizagem, que indicam caminhos mais seguros para viabilizar a interação da escola com a comunidade do entorno. “A escola não tem esse histórico, por isso não basta estabelecer diretrizes abstratas. É preciso estabelecer uma forma consistente de encaminhar as mudanças, caso contrário a transformação poderia gerar ainda mais conflitos. Por isso nossa proposta de Comunidades de Aprendizagem foi elaborada com um grupo que conta com 120 pesquisadores de diferentes áreas”, declarou.

Na Espanha, de acordo com Mello, 150 escolas já se tornaram Comunidades de Aprendizagem. “Uma pesquisa abrangente feita em 14 países da União Europeia para localizar as práticas educacionais bem-sucedidas no continente apontou as Comunidades de Aprendizagem como exemplo de convívio respeitoso e qualidade de educação”, disse a professora.

Com informações da Agência Fapesp

Fonte: Terra


Criado em: 11 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Olimpíada de Filosofia busca atrair estudantes para os temas da disciplina

A conquista da obrigatoriedade do ensino de Filosofia na educação básica – homologada em 2006 – lança luz sobre o desafio de como tornar gratificante e envolvente a aprendizagem da disciplina em sala de aula.

Para mobilizar o interesse dos alunos por temas, problemas ou mesmo pela historiografia filosófica, diversas atividades vêm sendo criadas Brasil afora. É neste contexto que ocorrerá, no segundo semestre de 2012, a Olimpíada de Filosofia, realizada anualmente em estados do sul e do sudeste do Brasil e em países vizinhos, como Argentina e Uruguai.

Sediada em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, a Olimpíada tem o objetivo de estimular entre os jovens o pensamento filosófico, incrementando a sua importância e destaque nas diretrizes estabelecidas pelo currículo escolar.

Edições

Instituído em 1995 pela Unesco no programa “Filosofia e Democracia no Mundo”, o movimento olímpico de Filosofia tem também edições internacionais, como as que ocorrem no continente europeu. Como aqui, as atividades são consideradas uma ação estratégica na difusão e estímulo da disciplina entre os jovens.  Há também uma versão latinoamericana do evento, este ano marcada para outubro, em Petrópolis (RJ).

Orientados a cada ano por um tema geral, os professores são convidados a desenvolver em sala atividades didáticas durante o período que antecede a apresentação no evento final. Para 2012, o tema será “Qual o Custo Social do Progresso?”.

As inscrições e informações detalhadas do cronograma podem ser obtidas no próprio site da Olimpíada. Lá os educadores também encontrarão um material de apoio específico em texto e em vídeos que introduzem os debates desta edição.

No site gaúcho – local em que o evento acontece pela quinta vez – há outras novidades, como o convite para a segunda edição infantil do evento. Voltada às crianças e prevista para o dia 20 de outubro, em Porto Alegre, o tema desta edição é “O que significa crescer”.

Proximidade

As atividades são desenvolvidas em duas etapas. Primeiro acontece nas escolas a pré-olimpíada, com as chamadas “Comunidades de Investigação”. A proposta consiste na realização de grupos de estudo e oficinas capazes de gerar diferentes produções, como textos, apresentações cênicas, poesias, desenhos, em trabalhos de caráter artístico-filosófico. Depois, no dia da Olimpíada, são apresentados e divulgados os resultados, em exposições e debates.

Segundo Luiz Pires, Coordenador da Olimpíada de Filosofia no estado de São Paulo, alunos de escolas e universidades são selecionados para estagiar na Olimpíada, contribuindo na elaboração do material de apoio disponibilizado aos professores via web, na divulgação, nos preparativos e na publicidade do evento.

Luiz Pires, que também dá aulas de filosofia no ensino superior, relata que a Olimpíada passou a fazer parte do calendário anual das escolas, além de ter aproximado professores e alunos no processo de aprendizagem de filosofia. “Foram instaurados instrumentos facilitadores que estimularam a aprendizagem”, diz.

Para ele, ainda são poucos os cursos de graduação em Filosofia dedicados a pensar a capacitação e o papel do professor da disciplina na educação básica. “Na prática, nas escolas, é preciso cuidado para não se cair em extremos, tanto o de uma discussão aberta e generalizada, repleta de opiniões e pouca consistência teórica, quanto o de um ensino estritamente conteudístico, com pouco retorno dos alunos”, alerta Pires.

Fonte: Portal Aprendiz


Criado em: 11 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Mercadante quer que recursos dos royalties de estados e municípios sejam investidos na educação

Brasília – O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, defendeu hoje (10) a utilização dos recursos arrecadados da distribuição dos royalties aos estados e municípios como forma de aumentar os recursos destinados ao Programa Nacional de Educação (PNE). Esse é um debate em andamento na Câmara para reajustar de 5% para 10% do orçamento da União destinados aos investimentos no setor.

Para Mercadante, essa discussão só avançará caso os parlamentares definam a fonte de custeio que bancará praticamente “dois Ministérios da Educação”. O reajuste representa investimentos de R$ 200 bilhões o que significa, de acordo com o ministro, cinco CPMFs (Contribuição sobre a Movimentação Financeira).

“O Congresso Nacional vai bancar cinco CPMFs ou vai aumentar imposto?”, indagou Aloízio Mercadante. Por outro lado, ele disse que a medida representaria um impacto nas prefeituras.

Mercadante disse que se os congressistas admitirem debater o repasse dos recursos dos royalties para investimentos em educação pública, o debate será “para valer”. De qualquer forma, ele defendeu um amplo debate sobre o tema para que se possa analisar o Programa Nacional de Educação e suas respectivas fontes de custeio.

Fonte: Agência Brasil


Criado em: 11 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Mercadante pede que senadores debatam investimento dos 10% do PIB para educação

O Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pediu aos senadores que abram o debate sobre o investimento dos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para educação. “É claro que nós queremos mais verbas, estamos confortáveis com os 10%, mas queremos que o Senado defina quais são as fontes de financiamento, para que seja real”, afirmou o ministro nesta terça-feira (10), durante audiência pública no Senado.

Mercadante citou a destinação dos royalties do petróleo para a educação como uma das melhores soluções para esse financiamento. “Se os royalties vão para educação, nós vamos ter recursos para a próxima década”, disse. O ministro também afirmou que “é evidente que eles têm pressa para a aprovação do PNE (Plano Nacional da Educação), mas que antes é preciso fazer um grande debate sobre o tema”.

10% do PIB para educação

Os deputados da comissão especial de análise do PNE aprovaram no dia 26 de junho um destaque que determina investimento direto de, no mínimo, 10% do PIB em educação até final da vigência do plano, em 2020. Antes disso, em cinco anos, esse percentual deverá ser de, no mínimo, 7%. Atualmente, o país aplica 5,1% do PIB em educação.

O texto, aprovado por unanimidade na comissão, segue para o Senado.

A emenda alterou o texto-base do relator Angelo Vanhoni (PT-PR). A redação original, aprovada no dia 13, previa 8% com um gatilho que poderia elevar o percentual para 10%. O texto aprovado hoje retira qualquer condição para os 10%.

O PNE determina 20 metas que o país devera alcançar em educação no período 2011-2020. Entre elas, estão ampliação de vagas, melhora na remuneração do professor, erradicação do analfabetismo e melhora na oferta de ensino integral.

Fonte: uol educação


Criado em: 10 jul 2012 | Categoria: Notícias |

Seduc(PI) realiza oficina de divulgação e apropriação de resultados do Saepi

A Secretaria Estadual da Educação e Cultura do Piauí (Seduc) em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora – CAEd/UFJF, oferece oficinas de divulgação e apropriação de resultados da Edição 2011 do  Sistema de Avaliação Educacional do Piauí (Saepi).

O Sistema de Avaliação Educacional do Piauí tem por objetivo avaliar as escolas municipais e estaduais, com relação às habilidades e competências desenvolvidas em Língua Portuguesa e Matemática. O programa avalia estudantes da 4ª série/5º ano e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio em Língua Portuguesa e Matemática.

As avaliações em larga escala desempenham o importante papel de assegurar que o acesso à educação de qualidade seja acompanhado da garantia do direito a uma efetiva aprendizagem por parte dos estudantes de todos os níveis de ensino.

A oficina deverá capacitar os participantes para compreender os temas  concernentes à avaliação, bem como divulgar os resultados do Saepi. Os pedagogos e técnicos pedagógicos da rede pública de ensino deverão receber formação continuada sobre a interpretação, compreensão e uso dos resultados das avaliações em prol de uma educação mais justa e com qualidade para todos os piauienses.

O  evento acontecerá nesta próxima terça (10) e quarta-feira (11), das 8hrs às  17:30hrs, no  Hotel Blue Tree Towers Rio Poty, que fica localizado na Av. Marechal Castelo Branco, nº 555, no Bairro Ilhotas.

Fonte:  Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Piauí


Criado em: 10 jul 2012 | Tags:
Categoria: Avaliação Externa, Notícias |