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Em Brasília, encontro destaca a importância de estreitar as relações entre o ensino básico e superior

Exemplos mineiros foram lembrados durante a reunião.

A ideia de aproximar a educação básica do ensino superior norteou as discussões da reunião realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na última terça-feira (26/06), em Brasília. Durante o encontro, que contou com a participação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, foi a porta voz do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da Capes e destacou as ações da Capes na área da educação básica.

“Hoje a Capes tem uma missão maior, que é de capacitar os docentes e fomentar o desenvolvimento da educação básica. Toda a tradição da Capes na avaliação, no fomento e na capacitação no ensino superior e pós graduação pode se desdobrar para desenvolver a educação básica no país”, destacou Ana Lúcia Gazzola que é membro do Conselho.

A necessidade de se pensar em políticas públicas integradas para a educação foi outro aspecto abordado pela secretária. “A criação de um verdadeiro sistema nacional de educação é a nossa utopia e tem na Capes o seu melhor instrumento, uma vez que a história dessa agência é de grandes acertos, sendo ela a responsável pela institucionalização da pesquisa e da pós graduação nas universidades brasileiras e pela capacitação dos docentes de nível superior”, lembrou Ana Lúcia Gazzola.

O encontro também contou a participação do presidente da Capes, Jorge Guimarães, membros do Conselho Técnico Científico da Educação Básica e Conselho Técnico Científico de Educação Superior e diretores da Capes, além de secretários do Ministério da Educação.

Exemplo de Minas

A aproximação da educação básica e do ensino superior tem importantes exemplos em Minas. “Ressaltei muito que a universidade tem produção teórica e metodológica sobre educação básica, mas precisamos do apoio das universidades em parcerias concretas de intervenção na escola”.

Em Minas, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) realiza, junto à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um diagnóstico do transporte escolar no estado .O recurso de R$12 milhões para o trabalho foi negociado pela SEE por meio do Programa de Ações Articuladas (PAR), ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ainda em parceria com a UFMG será feito um estudo da rede física das escolas estaduais.

Educação Básica

O Conselho Técnico Científico da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) tem entre seus objetivos acompanhar a avaliação dos cursos de pedagogia, licenciatura e normal superior nos processos de avaliação conduzidos pelo Instituto Nacional Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e discutir diretrizes de longo prazo para a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério da educação básica em serviço.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Criado em: 28 jun 2012 | Categoria: Notícias |

Câmara aprova 10% do PIB para a educação

Comissão especial concluiu a votação do Plano Nacional de Educação (PNE). Se não houver recurso, texto seguirá diretamente para o Senado.

Estudantes e representantes de movimentos sociais acompanharam a reunião.

Estudantes e representantes de movimentos sociais acompanharam a reunião.


Em uma sala lotada de estudantes e de representantes de movimentos sociais, a comissão especial do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) aprovou a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em políticas do setor em até dez anos. O índice vinha sendo reivindicado por deputados da oposição e parte da base aliada do governo, além de representantes de entidades da sociedade civil.

Hoje, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB na área. Na proposta original do Executivo, a previsão era de investimento de 7% do PIB em educação. O índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que chegou a sugerir a aplicação de 8% em seu último relatório.

Um acordo feito nesta terça-feira (26) entre governo e oposição garantiu o apoio do relator aos 10%. Pelo texto aprovado, o governo se compromete a investir pelo menos 7% do PIB na área nos primeiros cinco anos de vigência do plano e 10% ao final de dez anos. A proposta segue agora para o Senado.

Flexibilidade

Oito destaques apresentados ao relatório de Vanhoni sugeriam mudanças na meta de investimento em educação. Pelo acordo, apenas a meta de 7% em cinco anos e 10% em dez anos foi colocada em votação. Autor do destaque aprovado, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) acredita que essa alternativa teve apoio do governo porque oferece flexibilidade na gestão orçamentária. Isso porque outras propostas previam metas intermediárias ano a ano.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a aprovação dos 10% é resultado da pressão de entidades ligadas ao setor: “São dois fatores primordiais que garantiram que esse acordo fosse consagrado: o trabalho técnico de diversas instituições, que mostraram a necessidade dos 10%, e a mobilização popular”.

Apesar de ter votado pelos 10%, Vanhoni voltou a afirmar que os 8% seriam suficientes para uma “melhoria significativa da educação no País”. “Esse valor já daria conta dos grandes desafios da educação hoje, que são a incorporação das pessoas que estão fora do sistema e a melhoria da qualidade do ensino. Contudo, não compete ao relator ir de encontro a 99% da comissão especial”, avaliou.

Sanção
A proposta do PNE não prevê sanção no caso de descumprimento da meta estabelecida. Para o presidente da comissão especial, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), “não há razão para se desconfiar, em princípio, da não efetivação das metas”. “Um instrumento legal que cria uma referência de valores deve ser acompanhado e nós, aqui no Congresso, vamos fiscalizar a sua execução periodicamente.”

Paulo Rubem Santiago afirmou que o cumprimento dos 10% ainda depende, além da aprovação no Senado, da pressão de movimentos sociais. “É preciso ter em vista que o Orçamento no Brasil é autorizativo. A efetivação dessas verbas ainda depende de mobilização ao longo dos próximos dez anos”, alertou o deputado.

Destaques

Outro destaque aprovado nesta terça-feira foi a antecipação da meta de equiparação do salário dos professores ao rendimento dos profissionais de escolaridade equivalente. O relatório de Vanhoni previa o cumprimento dessa meta até o final da vigência do plano. O destaque aprovado, por sua vez, estabelece a equiparação até o final do sexto ano do PNE.

“Temos de evitar o abandono das salas de aulas por profissionais competentes. Uma remuneração justa para o magistério é condição básica para a melhoria do ensino”, justificou o deputado Biffi (PT-MS), um dos autores do destaque.

“É notório como os salários da rede pública de educação estão defasados. Os professores têm hoje a profissão mais desvalorizada do País”, disse a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), que também sugeriu a mudança.

A comissão especial aprovou ainda o prazo de um ano após a sanção do PNE para a aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional. O projeto, que já está em tramitação na Câmara (7420/06), estabelece responsabilidades de gestores públicos na melhoria da qualidade do ensino. Ambos os destaques aprovados receberam o apoio de Vanhoni.

Rejeitados

Outros destaques colocados em votação, no entanto, foram rejeitados. Uma sugestão do PSDB antecipava do terceiro para o primeiro ano do ensino fundamental o prazo para a alfabetização dos estudantes. Já um destaque do PDT estabelecia um sistema nacional de gestão democrática, com a realização periódica de conferências e a criação e conselhos para avaliação das políticas do setor.

Outras propostas rejeitadas estabeleciam regras claras sobre as responsabilidades de cada ente federado na aplicação de verbas em educação. A autora de uma das propostas, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), argumentou que a União investe apenas 20% do total que é aplicado em educação no País. O restante fica a cargo dos estados e dos municípios. Para a deputada, a União deveria arcar com pelo menos 30% do valor global.

A divisão prévia de responsabilidades também foi defendida pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP), que criticou a rejeição dos destaques. “Para atingir os 10% do PIB, a União tem de se comprometer mais, já que ela detém 70% da arrecadação fiscal do País”, argumentou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


Criado em: 28 jun 2012 | Categoria: Notícias |

Seminário reúne jovens para debate sobre o ensino médio

“O ensino médio tem de formar cidadãos”, afirma João Almeida, estudante do terceiro ano. Aluno de escola pública em Macapá, ele é um dos 80 estudantes de todo o país que participam do Seminário Nacional do Ensino Médio Integral: Construindo a Política de Ensino Médio para Todos no Brasil, que teve início na terça-feira, 26, e vai até esta quinta, 28, em Brasília. Além dos estudantes, o encontro reúne técnicos do Ministério da Educação, professores, gestores e representantes das universidades para apresentações e debates sobre experiências bem-sucedidas.

Para João, essa etapa do ensino é um importante momento de decisão para o jovem. “Muitas vezes, somos direcionados para profissões mais reconhecidas, como medicina, direito e engenharia”, disse. O estudante participa ativamente da vida da escola amapaense, em projetos como o Intervalo Alternativo, que oferece música, artes cênicas e apresentações culturais nos intervalos das aulas. A atividade tem apoio financeiro do programa Ensino Médio Inovador, do MEC.

A coordenadora de currículos da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Jaqueline Moll, considera o seminário um espaço para o debate sobre a melhoria do ensino médio no Brasil. “Estamos conhecendo as experiências que já estão em curso — serão 61 nos três dias de encontro —, e como essas boas experiências podem ser aproveitas em outras escolas”, disse.

O conceito de ensino médio integral usado no seminário ultrapassa a questão formal do número de horas que os estudantes passam na escola.  A coordenadora do ensino médio da SEB, Sandra Garcia, entende que a formação integral não pode se resumir à preparação para provas. “O ensino médio deve contemplar trabalho, ciência, cultura e tecnologia”, afirmou.

Para a gerente do ensino médio da Secretaria de Educação de Santa Catarina, Maike Ricci, há uma mudança no foco do debate. “A discussão deixou de ser como é o ensino médio, mas como os estudantes querem o ensino médio”, salientou.

Fonte: MEC


Criado em: 27 jun 2012 | Tags: ,
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Educação básica – Programa fortalece integração educacional nas fronteiras

O Ministério da Educação instituiu o programa Escolas Interculturais de Fronteira, com o objetivo de promover a integração regional por meio da educação intercultural e bilíngue nas áreas fronteiriças. É o que determina a portaria nº 798, de 19 de junho, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 20.

O Programa Escolas Interculturais de Fronteira alcançará instituições de 33 cidades em áreas de fronteira, nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com a diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica do MEC, Jaqueline Moll, as trocas culturais e linguísticas são intensas nessas regiões.

“O programa Escolas Interculturais de Fronteira busca qualificar, adensar e induzir uma ação de cooperação entres as escolas públicas brasileiras e as que estão nos outros países”, explicou a diretora.

De acordo com a portaria, as escolas interculturais de fronteira devem fomentar os princípios da interculturalidade, que reconhece as fronteiras como local de diversidade cultural e promoção da cultura da paz, o conhecimento mútuo e a convivência dos cidadãos dos países fronteiriços.

O bilinguismo, que incentiva o ensino de português e espanhol nessas escolas, é uma das ferramentas para a integração. Cada região de fronteira possui características históricas e culturais particulares, sendo o currículo desenvolvido e adequado à realidade de cada local.

As escolas beneficiadas pelo programa passarão a fazer parte do programa Mais Educação, que têm jornada diária de sete horas. Contarão com ações da Secretaria de Educação Básica e da Assessoria Internacional do Gabinete do Ministro do MEC e das secretarias estaduais e municipais de educação das regiões de fronteira; do Conselho Nacional de Educação (CNE) e dos conselhos estaduais e municipais de educação das áreas de fronteira; das instituições de ensino superior que participam da Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública.

O MEC participará como articulador junto aos ministérios da educação dos países envolvidos, promovendo cooperação técnica entre as entidades e garantindo recursos financeiros às instituições formadoras e às escolas, para atingir os objetivos do programa.

Assessoria de Comunicação Social

Ouça a diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica do MEC, Jaqueline Moll

Fonte: MEC


Criado em: 21 jun 2012 | Tags:
Categoria: Notícias |

Especialista pede qualificação dos professores para melhorar aprendizado

O Estado deve investir na qualidade dos professores e, inclusive, na premiação dos melhores para aperfeiçoar o desempenho dos alunos brasileiros de forma mais rápida. Essa é uma das conclusões da análise de 400 estudos mundiais sobre melhoria do aprendizado que foram selecionados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, pelo Instituto Ayrton Senna e pelo Movimento Todos pela Educação.

Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e pela Frente Parlamentar Mista da Educação, o secretário de Ações Estratégicas do governo federal, Ricardo Paes de Barros, disse que ter aula com o melhor docente da escola pode significar ao estudante um aumento no aprendizado de quase 70%: “A educação acontece quando um bom professor se encontra com um aluno motivado por horas. Quanto mais eles se encontrarem, maior será o aprendizado”.

Para maximizar a quantidade de bons professores, segundo Paes de Barros, é necessário premiá-los, seja por meio de certificados, incentivos em projetos ou bonificações salariais. “Um dos problemas da profissão é que os próprios professores se convenceram de que eles são todos iguais, e que as diferenças entre eles não devem ser ressaltadas, documentadas, premiadas”, argumentou.

Avaliação
O presidente da frente parlamentar, deputado Alex Canziani (PTB-PR), sustentou que o Brasil poderia ter sistemas mais refinados de avaliação da qualidade dos docentes como existem em outros países. Ele sugeriu a utilização de uma instituição independente que possa certificar quem é um bom professor. “Além de estarmos estimulando aqueles que não são considerados os melhores professores, poderemos pôr em prática a meritocracia. É justo pagarmos, darmos condições ou estimularmos mais aqueles que são mais efetivos na sua atividade”, explicou.

Paes de Barros também citou dados que apontam acréscimos de mais de 40% na aprendizagem com a redução dos alunos por sala de aula, de 22 para 15, e com o aumento do calendário letivo de 190 para 200 dias.

Recursos
O secretário de Ações Estratégicas destacou ainda que o objetivo agora deve ser melhorar a qualidade, e não a quantidade, de recursos para o ensino. Conforme ele, o Chile gasta 4% do PIB em educação e está mais bem colocado que o Brasil, que gasta 5% do seu PIB, nos testes internacionais. Paes de Barros lembrou, no entanto, que o investimento no país andino chega a mais de 7% quando o gasto privado é somado.

O especialista propôs que os alunos brasileiros com boas condições financeiras paguem para estudar nas universidades públicas. “Esse é um gasto com educação que a gente poderia induzir as famílias a ter – isso é o que acontece no Chile. Se você é de classe média alta, rico e colocou seu filho na universidade pública, mais do que bem-vindo. Só que terá de pagar, pois não precisa que eu pague por você”, declarou.

Atualmente, informou Paes de Barros, o Brasil está entre os cinco países que mais avançaram na pontuação dos testes internacionais de avaliação do ensino na última década. Por outro lado, ainda está entre os 20% piores na colocação geral.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


Criado em: 21 jun 2012 | Tags:
Categoria: Notícias |

CAEd capacita multiplicadores do Amazonas para apropriação dos resultados do estado

Oficina reuniu cerca de 150 amazonenses de diversos municípios para estudo e compreensão dos resultados do SADEAM.

Os participantes da oficina de apropriação dos resultados de 2011 do Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (SADEAM) puderam estudar conceitos de avaliação educacional em larga escala, analisar os itens dos testes de proficiência em Alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza e suas respectivas matrizes de referência, além de discutir os resultados do projeto, com o objetivo de multiplicar esse conteúdo entre os professores da rede.

“O Amazonas, pela dimensão geográfica e pela dificuldade de acesso e comunicação, tem como uma das maiores dificuldades fazer chegar a cada escola os seus resultados de forma clara e possível para a construção e redirecionamento do seu planejamento e trabalho pedagógico”, explica a gerente de avaliação e desempenho da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) do Amazonas, Jane Bete Rodrigues.

Jane Bete destaca que, para a Seduc, a segurança de avançar na apropriação dos resultados do projeto depende dos participantes da oficina, que devem facilitar a leitura e o entendimento dos resultados. “Precisamos do envolvimento e compromisso dos multiplicadores levando esta mensagem até chegar à sala de aula”.

A oficina foi realizada através de parceria entre o CAEd e a Seduc – AM. O evento teve duração total de 16 horas, e aconteceu na sede do Centro Educacional de Tempo Integral (CETI) Gilberto Mestrinho, em Manaus (AM), nos dias 11 e 12 de junho.

Jane Bete acredita que toda formação contribui para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, e que o repensar sobre a prática pedagógica deve ser um processo contínuo. “Muitas vezes este repensar é difícil ser realizado dentro da escola pelas próprias atividades que tomam nosso tempo, mas é importante que todos entendam a contribuição da avaliação em larga escala para o trabalho pedagógico”, alerta.

A gerente avalia que o saldo dessa oficina foi positivo, não só em relação aos conteúdos ministrados, mas também pela criação do espaço de debate. “Reforçamos a avaliação em larga escala como componente agregador do fazer pedagógico. Estes resultados revelam mais informações, ampliando o nosso olhar sobre a qualidade de ensino que temos e a que esperamos ter”, conclui.


Criado em: 20 jun 2012 | Categoria: Notícias |

Secretaria da Educação de Goiás e CAEd realizam mais uma formação para uso pedagógico dos resultados do SAEGO

Participaram tutores, diretores de núcleos pedagógicos e tecnológicos das regionais

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizaram, em Goiânia, mais uma etapa presencial da formação destinada à análise e ao uso pedagógico dos resultados do SAEGO (Sistema de Avaliação Educacional do Estado de Goiás). Durante o encontro, os educadores receberam dos técnicos do CaEd orientações que facilitam a análise dos resultados das provas e também do questionário socioeconômico aplicado por ocasião das provas de Língua Portuguesa e Matemática em toda a rede pública.

Os participantes da formação em Goiânia receberam explicações de como são estruturados os 21 diferentes cadernos de provas do SAEGO, com a utilização de 75 itens de Língua Portuguesa e 75 itens de Matemática. Também analisaram os vários aspectos que envolveram a produção e a análise dos questionários socioeconômicos respondidos – com o SAEGO – pelos estudantes e também pelos professores, gestores das escolas e coordenadores pedagógicos. Os questionários são instrumentos para melhor compreender os fatores internos e externos à escola que influenciam no aprendizado dos alunos.

O objetivo da capacitação era o de favorecer aos educadores as condições para que, a partir dos resultados do SAEGO, pudessem compreender melhor a realidade dos alunos, dos professores e da escola e contribuir para o melhor ensino e aprendizado na rede pública do estado de Goiás.

As provas - A escala de proficiência utilizada para a produção dos testes do SAEGO é a mesma de exames de larga escala como o SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica no Brasil), que tem como base a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – que permite a comparação com anos anteriores, entre escolas e entre turmas, além da análise tanto da resposta certa quanto da resposta errada, identificando os chamados “chutes”, entre outras possibilidades.

Divididos em dez oficinas, que foram conduzidas por cientistas sociais, geógrafos e outros profissionais analistas do CaEd, os educadores da rede estadual puderam, no segundo dia da formação presencial, discutir com profundidade o ensino e a avaliação da Matemática, o ensino e a avaliação da Língua Portuguesa, e também o Contexto Socioeconômico em que a escola está inserida. De forma alternada, eles participaram de todas as oficinas.

De acordo com o sociólogo Túlio Silva de Paula, um dos analistas do CAEd que orientou os trabalhos nas oficinas de capacitação, há vários fatores que influenciam o aprendizado dos estudantes na escola – internos e externos – e é preciso estar preparado para fazer a análise desses fatores. Para abrir a oficina, ele utilizou diferentes gráficos produzidos pelo IBGE no censo de 2010, estimulando o debate e instigando os educadores – a maioria tutores pedagógicos – a observarem as inúmeras possibilidades de leitura a partir das imagens.

Em seguida, ele passou à apresentação dos fatores que fazem diferença no desempenho do aluno na escola, abordando ainda a eficácia da unidade educacional, eficácia do professor e eficácia do aluno. Entre aqueles fatores que tornam uma escola melhor, está a liderança do gestor, a relação do professor com o aluno, a cultura escolar positiva e as altas expectativas quanto ao rendimento escolar, além de outros fatores associados.

Dos fatores externos que mais influenciam a vida escolar dos estudantes, segundo Túlio Silva de Paula, estão a motivação e a expectativa dos pais em relação ao desempenho dos filhos. “Não é preciso que os pais sentem com os filhos e os ajudem diretamente nas tarefas, mas que se coloquem diariamente presentes, procurando saber se precisam de ajuda, se eles estão indo bem, se têm dificuldades, encorajando-os para que façam o melhor, disciplinando horários para os estudos, entre outros aspectos. Em outras palavras, uma família que motiva os filhos amplia as chances de sucesso deles na vida escolar”, enfatizou.

A formação para o uso pedagógico dos resultados do SAEGO continua a distância, por meio de plataforma específica disponibilizada aos tutores, diretores de núcleo pedagógico e NTEs e subsecretários regionais de Educação. Esses resultados do SAEGO estão subsidiando a Secretaria da Educação na definição de novas diretrizes pedagógicas para a rede pública estadual.

Fonte: Secretaria da Educação do Estado de Goiás


Criado em: 20 jun 2012 | Tags: ,
Categoria: Avaliação Externa, Notícias |

Só metade dos alunos cursa ensino médio no tempo adequado

Entre 1992 e 2009, a taxa de estudantes de 15 a 17 anos que frequentavam a escola teve aumento de 60% para 85%. Em 2009, porém, pouco mais da metade destes estudantes (50,9%) estavam cursando o ensino médio, nível adequado para a faixa etária.

As informações são da pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada nesta segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa registrou diminuição da população de 25 a 64 anos com menos de oito anos de estudo (ensino fundamental incompleto), que caiu 24,1 pontos percentuais: 68,8% em 1992 para 44,7% em 2009. Este ainda é o grupo predominante, uma vez que 24,8% das pessoas nessa faixa etária tinham 11 anos de estudo (ensino médio completo) e 16,4%, 12 anos ou mais de estudo (superior, completo ou não).

O mesmo período registrou aumento na taxa de alfabetização, passando de 82,8% para 90,3%. Isto significa que, em 2009, os analfabetos totalizavam 9,7% da população de 15 anos ou mais, aproximadamente, 14,1 milhões de pessoas.

COR

As desigualdades por cor ou raça também diminuíram no período. Em 1992, a taxa de frequência escolar dos brancos (64,8%) era 13,4 pontos percentuais superior à dos pretos (51,4%) e 10 pontos percentuais acima da dos pardos (54,8%).

Em 2009, as taxas dos pretos (84,7%) e pardos (83,8%) foram inferiores às dos brancos (86,9%) em 2,2 e 3,1 pontos percentuais, respectivamente. As taxas de frequência líquida apontaram desigualdades: enquanto os brancos alcançaram 60,3%, os pretos e os pardos registraram 43,5%, uma diferença de 16,8 pontos percentuais.

Os brancos de 15 anos ou mais de idade (94,1%) são mais alfabetizados do que os pretos (86,7%) e os pardos (86,6%), mas as diferenças vêm se reduzindo ao longo do tempo. Em 1992, a diferença era de 15 pontos percentuais e, em 2009, 7,4 pontos.

Fonte: Folha.com


Criado em: 19 jun 2012 | Categoria: Notícias |

Seduc (CE) divulga resultados das escolas de 2º e 5º ano no Spaece 2011

A Secretaria de Educação, por meio da Coordenadoria de Avaliação e Acompanhamento da Educação (Coave), divulga os resultados das Escolas de 2º e 5º ano do Ensino Fundamental em 2011. Os dados são provenientes do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece) que é realizado de forma censitária e universal.

Essa avaliação abrange as escolas estaduais e municipais, utilizando testes, com itens elaborados pelos professores da Rede Pública, tendo como orientação os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) do Ministério da Educação (MEC) e os Referenciais Curriculares Básicos (RCB) da Seduc. São aplicados, também, questionários contextuais, investigando dados socioeconômicos e hábitos de estudo dos alunos, perfil e prática dos professores e diretores.

Veja RESULTADOS.

Fonte: Secretaria da Educação do Ceará


Criado em: 14 jun 2012 | Tags: , ,
Categoria: Notícias |

Seminário internacional debate uso de tecnologias na educação

Para a diretora de conteúdos educacionais do MEC, Mônica Franco, as referências para a educação na América Latina devem ser do próprio continente (foto: Fabiana Carvalho)

Para a diretora de conteúdos educacionais do MEC, Mônica Franco, as referências para a educação na América Latina devem ser do próprio continente (foto: Fabiana Carvalho)

Representantes do setor educacional de nove países da América Latina estarão reunidos até a próxima sexta-feira, 15, em Brasília, durante o Seminário Latino-Americano de Disseminação de Conteúdos Digitais, que discutirá a presença e implantação das tecnologias digitais nas escolas do continente.

Participaram da abertura do evento, na tarde desta quarta-feira, 13, representantes dos Ministérios da Educação do Brasil, Colômbia, Equador, Uruguai, Peru, El Salvador, Guatemala e Paraguai, além de entidades voltadas para a formação de professores e difusão de políticas públicas educacionais, como a Fundação SM, da Espanha, e a Fundação Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP) de Buenos Aires, respectivamente.

De acordo com a diretora de formulação de conteúdos educacionais do MEC, Mônica Franco, o evento deve resultar em um novo modelo de referências nos países envolvidos para o uso de tecnologias nas escolas. “As referências na América Latina costumam ser de países de outros continentes, e com a troca de experiências neste evento procuramos mudar isto”, disse. Em sua apresentação a gestora descreveu o cenário atual da educação brasileira.

Para Gustavo Iaies, Diretor do Centro de Estudos de Políticas Públicas, não se pode provocar uma ruptura no sistema de ensino existente ao incentivar o uso de novas tecnologias. “Quando pensamos em novos instrumentos, pensamos em melhorar a estrutura existente nas salas de aula. Não podemos desmontar a escola que temos hoje”, afirma. Ele também ressalta que se deve pensar na comunidade na preparação para o uso das tecnologias no ambiente escolar e que há muito por ser feito no entorno, além de preparar os professores, ao instituir uma política pública neste sentido.

Debate – O primeiro dia de reunião contou ainda com um debate a respeito do uso de conteúdos digitais na aprendizagem. Em sua explanação, a conferencista e consultora do CEPP, Elena García, lembrou que existem diversos pontos a serem levados em consideração quando se propõe o uso de conteúdos digitais nas escolas. ”Quando falamos em tecnologia da informação temos de pensar a qual geração nos referimos”, afirmou, ao descrever a evolução dos instrumentos tecnológicos na aprendizagem durante as últimas décadas.

No debate, em que foram apresentados exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas online, também foi ressaltado que, além de incluir as novas tecnologias nas salas de aula, deve-se atentar para a sua correta utilização, para que sejam melhor aproveitadas. “Com isso quero mostrar que um conteúdo pode ou não ser educacional”, destacou.

Ao longo dos próximos dois dias os países participantes apresentarão suas políticas para implantar e disseminar o uso de tecnologias digitais no aprendizado dos alunos, além dos problemas e abordagens comuns em torno desta política no continente.

Fonte: MEC


Criado em: 14 jun 2012 | Categoria: Notícias |