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Oficina do CAEd em Pernambuco provoca reflexões sobre o sistema educacional do Estado

Dirigentes, gestores e especialistas debateram a elaboração de proposta de parâmetros curriculares para a educação básica de Pernambuco organizada pelo CAEd.  As discussões ocorreram nas oficinas realizadas entre os dias 16 e 20 de janeiro, em Recife.

As comissões de especialistas assistiram a uma apresentação do projeto “Padrões da Educação Básica de Pernambuco”. A equipe de análises pedagógicas do CAEd destaca que a proposta foi debatida no encontro e os presentes sugeriram modificações com a finalidade de adequar os parâmetros ao trabalho executado pelas escolas do estado.

“Há a necessidade de atualizar o currículo em vigência na rede, de modo a priorizar alguns conceitos e dar menor ênfase a outros considerados menos relevantes, tanto do ponto de vista científico quanto do social”, afirma a assessora pedagógica da Secretaria Executiva de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco, Regina Celi de Melo, que acompanhou todo o evento.

Inovações incluem integração entre as áreas de ensino

De acordo com a Secretaria Executiva do Desenvolvimento da Educação de Pernambuco, já existia uma preocupação no sentido de iniciar uma articulação entre os profissionais para a organização dos parâmetros curriculares.

“É de suma importância fazer uma articulação com outras áreas do conhecimento de modo a promover a integração de alguns conteúdos que são objetos de estudo comuns. É extremamente indispensável realizar momentos de formação com os professores de ambas as redes a fim de promover a reflexão diante do que está sendo discutido, pois se trata de uma proposta bastante ousada e inovadora”, considera Melo.

Objetivos do sistema são colocados em pauta

Na oficina, os participantes ainda puderam estabelecer os objetivos do ensino para cada ano de escolarização, com destaque para os conhecimentos, competências e habilidades que o aluno deve desenvolver. O mesmo foi realizado para a modalidade da Educação de Jovens e Adultos, considerando suas especificidades. O encerramento ficou por conta do secretário de educação do  estado, Anderson Gomes.

Melo considera que o evento “foi de extrema importância devido à oportunidade de rever, refletir e discutir sobre o documento que vai nortear o currículo e que apresenta uma proposta atual e inovadora de parâmetros para a educação pernambucana, seja na esfera estadual ou municipal, em todos os níveis da educação básica”. O próximo passo é levar as discussões até os professores da rede pública, que são os responsáveis diretos pela aplicação do novo modelo.


Criado em: 27 jan 2012 | Categoria: Notícias |

CAEd realiza ciclo de treinamentos do sistema online de correção de avaliações de escrita

O CAEd finalizou, no dia 12, um ciclo de treinamentos para correção online de textos. O objetivo foi capacitar supervisores e suas equipes no trabalho via web com ditados e produções textuais. A Coordenação de Instrumentos de Avaliação (CIA), através dos analistas Higor Pifano, Leila Martins e Roberta Fulco, desenvolveu e acompanhou o processo, dividido em três etapas.

Higor, responsável pela supervisão das atividades, destaca que “cada projeto possui um público específico com uma bagagem cultural e educacional rica, o que podemos observar sempre nas produções textuais dos alunos, pois a avaliação de escrita apresenta um diagnóstico fiel das habilidades desenvolvidas pelos estudantes, uma vez que também consegue captar a visão de mundo de nossas crianças e adolescentes”.

Projetos visam certificação e diagnose da educação

A capacitação para correção das redações dos Exames Supletivos de Minas Gerais representou a primeira fase do ciclo. Com a finalidade de certificar os alunos, esta avaliação acontece a cada seis meses. O treinamento para os corretores das provas aplicadas no segundo semestre de 2011 foi realizado em Belo Horizonte, em 27 de dezembro.

Nos dias 28 de dezembro e 4 de janeiro, em Juiz de Fora, ocorreu o treinamento para os corretores dos ditados dos projetos SAERS (RS) e SAEMS (MS), que visam medir a proficiência dos alunos.

A terceira e última etapa do ciclo aconteceu de 5 a 12 de janeiro, em Salvador, Campo Grande e Manaus. A intenção era obter um diagnóstico do desempenho das redes de ensino referente à avaliação de escrita em larga escala. Os projetos participantes foram Avalie BA (BA), SEMED (MS), SAEMS (MS) e SADEAM (AM). “Esses treinamentos permitem estreitar os laços entre o CAEd e seus colaboradores”, considera Higor.

Resultados podem melhorar a educação no país

Foi a primeira vez que o sistema online de correção foi aplicado em todos os projetos que tiveram avaliação da escrita. Os corretores, professores das áreas de Letras e Pedagogia com experiência na função, estão em fase de conclusão dos trabalhos.

Os resultados dessas avaliações permitirão a implementação de políticas públicas no sentido de melhorar a qualidade da educação. Higor elogia: “As secretarias de educação estão de parabéns por apostarem nesse tipo de diagnóstico”.


Criado em: 23 jan 2012 | Categoria: Notícias |

CAEd realiza encontro para elaborar proposta de parâmetros curriculares para Pernambuco

O Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), em parceria com a Secretaria de Educação de Pernambuco, realiza, entre os dias 16 e 20 de janeiro, o primeiro encontro do projeto “Padrões da Educação Básica de Pernambuco”. Na ocasião, serão discutidas e elaboradas propostas de parâmetros curriculares para Língua Portuguesa e Matemática, tendo como referência a Base Curricular Comum (BCC) e as Orientações Teórico-Metodológicas (OTM) do Estado.

O encontro, que acontecerá na cidade de Recife, é destinado a especialistas em Língua Portuguesa, Matemática e Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de dirigentes e gestores da Secretaria de Educação e do CAEd. Ele servirá também para apresentar o projeto aos especialistas.

Posteriormente, a proposta de parâmetros curriculares será discutida pelos profissionais da rede estadual de ensino. A partir dos parâmetros curriculares, serão estabelecidos os objetivos do ensino para cada ano de escolarização, a partir do 1º ano do ensino fundamental, destacando os conhecimentos, competências e habilidades que o aluno deve desenvolver. Também serão traçados os objetivos de ensino na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, considerando a sua especificidade.


Criado em: 16 jan 2012 | Categoria: Notícias |

Unesco: Brasil reduzirá analfabetismo em adultos para 5% em 2015

A Unesco afirmou em sua edição anual do relatório “Educação para Todos” publicado nesta segunda-feira que o Brasil reduzirá sua taxa de analfabetismo em adultos para 5% em 2015 se continuar com a projeção atual.

Em uma região como a América Latina e Caribe, onde mais de oito milhões de pessoas entre 15 e 24 anos que nem sequer conseguiram terminar os estudos primários, este dado constitui uma notícia encorajadora, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O relatório, que faz um acompanhamento dos seis objetivos educativos assinados em Dacar (Senegal) por mais de uma centena de países, faz eco de como no Brasil se reduziram os maus resultados acadêmicos no ensino médio “em todas as classes sociais” entre 2003 e 2009.

Trata-se de um resultado “particularmente impressionante”, dado que nos últimos anos a participação no ensino médio aumentou em grande medida, apontam os autores do estudo, que consideram que as políticas de proteção social dirigidas às camadas mais desfavorecidas “se encontram entre as principais causas”.

O estudo destaca o “compromisso político” do Brasil em matéria educativa para equilibrar as desigualdades, assinalando que em menos de duas décadas conseguiu acabar com as diferenças em desnutrição entre áreas rurais e urbanas, ao apostar na educação das mães, junto com outras melhorias logísticas.

No entanto, lembra que ainda restam desafios pendentes, como a redução do abandono escolar no ambiente rural, que atinge 45% dos jovens antes de acabar o ensino médio. Também insistem que é necessário investir mais fundos em programas de formação que proporcionem aos jovens brasileiros as competências profissionais necessárias para aceder a um posto de trabalho decente, já que na atualidade um de cada cinco não consegue encontrar um emprego de acordo com sua formação.

Indicam que, enquanto “economia emergente”, o País deveria aproveitar o interesse que desperta em empresas internacionais especializadas em tecnologias da informação e da comunicação para tirar proveito dos programas que se implantam em seu território e aplicá-los à criação de competências profissionais para seus jovens.

No entanto, lembram que o Brasil deixou de ser país receptor para se transformar em doador, e que por isso deveria ampliar sua contribuição financeira ao desenvolvimento educativo de países pobres.

Fonte: Terra


Criado em: 16 jan 2012 | Tags:
Categoria: Notícias |

">Apenas 11% dos alunos sabem matemática ao fim do ensino médio, mostra anuário

anuario2012

Meta é que 70% dos alunos tenham aprendido o adequado para sua série.


O Anuário Brasileiro da Educação Básica-2012 mostra que o nível de aprendizagem entre estudantes brasileiros ainda é muito baixo, especialmente de matemática. Em 2009, apenas 11% dos alunos brasileiros mostram proficiência esperada na disciplina ao chegar ao 3º ano do ensino médio.

O lançamento do anuário aconteceu nesta quarta-feira (9) na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Formulado pelo movimento Todos Pela Educação – que congrega sociedade civil organizada, educadores e gestores públicos em torno do direito à educação básica de qualidade – em parceria com a Editora Moderna, o anuário é um panorama do setor, com compilação de análises e dos dados oficiais mais recentes.

De acordo com o Todos pela Educação, para que a educação do Brasil atinja o patamar dos países desenvolvidos até 2022, a meta é que 70% ou mais dos alunos tenham aprendido o que é adequado para a sua série em cada disciplina.

“Mesmo nos estados mais ricos e com investimento maior em educação, o nível de aprendizagem dos estudantes brasileiros é baixo, principalmente no ensino médio e especialmente em matemática”, aponta a diretora-executiva do Todos Pela Educação, Priscilla Cruz. No Sudeste, por exemplo, apenas 13,7% dos alunos alcançam desempenho adequado em matemática ao fim do 3º ano do ensino médio. Na Região Norte, esse percentual é de apenas 4,9% dos alunos.

Para ela, é importante que o País tenha um projeto claro que impulsione o aprendizado da disciplina. “A matemática é fundamental para se ter uma população preparada para o século XXI”, diz Priscilla. Ela destaca que o poder de compra da sociedade brasileira está crescendo, inclusive na classe D e E. “Estamos formando uma classe consumidora que não sabe fazer conta”, observa.

Mais jovens formados
A diretora do Todos pela Educação destaca, como positivo, o dado de que mais jovens têm se formado no ensino médio. Em 2009, o percentual de jovens de 19 anos que concluíram o ensino médio era de 50,9%; em 2003, esse percentual era de apenas 43,1%. “Mas o ritmo ainda é lento”, afirma Priscilla. “Estamos conseguindo avançar, mas não da forma que o País precisa e que os jovens precisam para atuar de forma cidadã e consciente”.

Essa também é a visão do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Segundo ele, o anuário mostra que o Brasil está melhorando no setor de educação, mas não está melhorando em velocidade suficiente para enfrentar “as exigências educacionais do mundo moderno”.

Outro dado relevante contido no anuário é a desigualdade educacional no Brasil. “Essa desigualdade educacional é berço da desigualdade socioeconômica do País, que é muito naturalizada, infelizmente”, ressalta Priscilla. “O brasileiro acha natural oportunidades diferentes entre classes sociais diferentes, regiões, raças, idades – e isso tem que ser desnaturalizado.”

Um exemplo dessa desigualdade é o próprio percentual de jovens de 19 anos que concluíram o ensino médio. Se na região Norte essa taxa era de 39,1% em 2009, na Região Sudeste o percentual era de 60,5%.

Para o secretário nacional de Educação Básica, Cesar Callegari, o anuário é uma fotografia da educação brasileira, que mostra evoluções, mas também “o enorme caminho a ser percorrido para se chegar à educação de qualidade para todos no País”. Callegari elogiou o movimento organizado da sociedade, que está ajudando a formar um pacto social pela educação de qualidade. Segundo ele, a base desse pacto é o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10 ). “O plano precisa ser votado; não podemos deixar que a discussão do plano fique reduzida ao financiamento da educação”, disse.

Royalties para educação
Na Comissão Especial do PNE, a votação tem sido atrasada pela polêmica em torno do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) a ser investido na educação. Hoje, a União, os Estados e os municípios investem juntos o valor de 5% do PIB no setor. No texto original do PNE, o governo sugeria 7%. Já o relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) prevê 8% de investimentos totais em educação; enquanto entidades da sociedade civil e outros deputados pedem investimento de, pelo menos, 10% do PIB em até dez anos.

De acordo como secretário de Educação Básica, a porcentagem deve ser resolvida pelo Congresso Nacional. “Mas temos que ter a consciência de quanto o Brasil dispõe”, opinou. “Há muitas outras formas de avançar, melhorando a eficácia e eficiências dos recursos que temos hoje, e o PNE aponta várias dessas direções”, completou.

Conforme o presidente da Comissão de Educação, deputado Newton Lima (PT-SP), é primordial discutir de onde virão os recursos para investimentos na educação – “seja esse investimento de 8%, 9% ou 10% do PIB”. O deputado defende que 50% dos royalties do petróleo sejam destinados para as áreas de educação, ciência e tecnologia. A iniciativa já foi acatada pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator do projeto sobre as novas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Lima pediu mobilização da sociedade civil para que os deputados aprovem a proposta.

Estudantes de vários estados do Brasil promoveram nesta quarta-feira na Câmara ato em defesa da aprovação imediata PNE. Trata-se da campanha PNE Já! – 10% do PIB em Educação e 50% dos Royalties e do Fundo Social do Pré-Sal para Educação, Ciência e Tecnologia.

Fonte:  Agência Câmara de Notícias


Criado em: 10 jan 2012 | Tags: ,
Categoria: Notícias |

Por uma educação menos desigual

Quais são os desafios centrais a serem enfrentados pelo sistema educacional brasileiro? É possível refletir sobre o cenário atual levando em conta a segunda versão do Plano Nacional de Educação (PNE)? Quais são as principais metas para esta década? O que pode ser feito para cumpri-las? Conheça as respostas através de análises críticas dos dados oficiais e destaque dos principais indicadores educacionais.

 

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Criado em: 06 jan 2012 | Tags:
Categoria: Artigos de Referência |